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Sem previsão de chuvas, meteorologia prevê calor e secura nas próximas duas semanas em Mato Grosso

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Nada de chuva, baixa umidade relativa do ar, poeira, amplitude térmica acentuada, alto risco de ocorrência de queimadas. Estas são as principais características climáticas que todas as cidades de Mato Grosso estão enfrentando neste período.

É o resultado de uma grande massa de ar seco que predomina em grande parte do país, especialmente no Centro Oeste, um fenômeno que reincide todos os anos, de junho a agosto.

Nesta fase do ano, as condições de calor e secura favorecem a ocorrência de queimadas, como aconteceu no último final de semana, quando uma grande queimada ocorrida no Pantanal e fez a fumaça cobrir a capital, Cuiabá, e chegar até a Serra de Tapirapuã.

Na região de Tangará da Serra, o dia amanheceu com uma temperatura mais amena, mas os termômetros experimentarão uma escalada ao longo do dia. De hoje (quarta, 29) até domingo, as temperaturas máximas deverão chegar a 35 graus. Mas a partir da próxima semana, até meados da segunda semana de agosto, a região poderá registrar calor de até 40°C.

Leia mais:  Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

A amplitude térmica (diferença de temperaturas entre o dia e a noite) será acentuada no período, podendo ser de até 21 graus centígrados. Esta é uma característica de clima desértico: altas temperaturas durante o dia e queda considerável nas madrugadas.

Não há previsão de chuvas para as próximas duas semanas. A umidade relativa do ar chega a níveis muito baixos, em torno dos 14% nas horas mais quentes do dia.

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Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

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Uma equipe técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) percorre nesta semana a região de Porto Estrela e Barra do Bugres, no oeste-sudoeste de Mato Grosso, para uma agenda de fiscalização relacionada a sítios arqueológicos existentes na área.

O foco da atividade envolve territórios tradicionalmente ocupados por comunidades quilombolas. Entre os locais de interesse está o sítio arqueológico Laje de Pedras, situado em área tradicionalmente ocupada por comunidades quilombolas da região.

A atividade ocorre no contexto da Portaria nº 79/2026, publicada em agosto no Diário Oficial da União, que autoriza ou renova projetos de pesquisa arqueológica em diferentes estados, entre eles Mato Grosso.

(*) Veja a Portaria 79/2026: PORTARIA 79 2026 – IPHAN

Nos trabalhos de campo, os técnicos verificarão grau de preservação do sítio arqueológico e para coleta de informações e efetivação do registro desse bem no banco de dados da instituto (SICG/IPHAN).

Território quilombola sofre com problemas ambientais, pressão de posseiros e pesca predatória.

A presença da equipe ocorre em uma região que reúne comunidades tradicionais e áreas de interesse histórico e arqueológico que remontam ao período pré-colonial. As comunidades quilombolas também enfrentam outros problemas, entre eles queimadas, dificuldades relacionadas à produção agrícola e questões de saúde. A região registra ainda ocorrências de pesca predatória, como a registrada no rio Jauquara em julho, além de conflitos internos e relatos de pressão de posseiros sobre territórios tradicionalmente ocupados.

Leia mais:  Iphan realiza vistoria em áreas de interesse arqueológico de comunidades quilombolas

A fiscalização do patrimônio arqueológico integra as atribuições do Iphan, que acompanha pesquisas autorizadas e adota medidas destinadas à proteção dos sítios arqueológicos. A legislação brasileira estabelece proteção específica para esses bens, independentemente de eventual processo de reconhecimento ou tombamento.

A expectativa é que, após o retorno da equipe de campo, o Iphan realize uma reunião por meio virtual com representantes das comunidades para apresentar os resultados da fiscalização e esclarecer dúvidas sobre os procedimentos relacionados às pesquisas arqueológicas e à proteção do patrimônio existente na região.

(*) Abaixo, vídeo de pesca predatória na localidade.

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