TANGARÁ DA SERRA
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Sem chuvas, semana será de muito calor e umidade crítica; Na zona rural, queimadas e alimentação de animais preocupam

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O clima segue sofrível em todo o estado de Mato Grosso. Calor de 40 graus, umidade relativa do ar em níveis críticos e as queimadas pintam o quadro de um dos mais severos e graves períodos de estiagem já vivenciados nas últimas décadas.

Segundo os sites especializados em meteorologia, na região de Tangará da Serra a semana será de calor intenso todos os dias, com máximas chegando aos 40 graus com facilidade e mínimas não baixando dos 20 graus nas madrugadas. O sol predomina e haverá pouca nebulosidade durante a semana.

A umidade relativa do ar estará nos níveis mais críticos deste período seco, podendo descer aos 7% entre quarta e sexta-feira.

Apreensão

O clima extremamente seco e o calor intenso causam apreensão na zona rural. No último final de semana, um grande incêndio assustou, causou prejuízos e danos ambientais numa área junto à beira da serra de Tapirapuã, na Fazenda Paraíso.

Risco de ocorrência de queimadas em razão da aridez do clima preocupa especialmente na zona rural.

O fogo já foi controlado, mas causou desespero nas propriedades das imediações, ameaçando as sedes das propriedades, criações, aviários, demais benfeitorias e até mesmo equipamentos. Uma caminhonete foi queimada na ocorrência.

Em outras regiões, como no Assentamento Antônio Conselheiro, a apreensão é grande e também há preocupação quanto à alimentação dos animais. “Agora, o que me preocupa é que o gado já não tem quase o que comer de tão seco”, disse um produtor da Agrovila 28. Ele disse que teve de soltar o gado para comer numa roça de banana. “Foi o que sobrou de verde pro gado comer. Não tem o que fazer”, completou.

Já são quase quatro meses sem chuvas na região. A última precipitação foi registrada no dia 13 de maio.

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Meteorologia prevê nova frente fria em junho para derrubar temperaturas em Mato Grosso

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A segunda metade de junho promete trazer uma nova friagem para o Centro-Oeste, com destaque para Tangará da Serra e municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia, Arenápolis, Nortelândia e Reserva do Cabaçal. A Serra de Tapirapuã, conhecida por registrar algumas das menores temperaturas da região, deve sentir de forma mais intensa os efeitos da frente fria que se aproxima.

De acordo com previsões do Climatempo, Cptec/Inpe e Inmet, uma massa de ar polar avança pelo Sul do Brasil e se desloca em direção ao Centro-Oeste, canalizando-se pela Bolívia e Acre até alcançar o oeste de Mato Grosso. Esse movimento é característico das friagens amazônicas, que costumam derrubar rapidamente as temperaturas em áreas serranas.

Queda acentuada

As mínimas previstas para Tangará da Serra e Serra de Tapirapuã devem ficar entre 10 °C e 12 °C, com sensação térmica ainda menor durante as madrugadas. Nos municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia e Arenápolis, os termômetros devem marcar entre 12 °C e 14 °C, enquanto em Nortelândia e Reserva do Cabaçal as mínimas devem variar de 11 °C a 13 °C. As máximas, que normalmente ultrapassam os 30 °C nesta época do ano, devem cair para a faixa de 20 °C a 23 °C.

Chuva rápida na chegada

A frente fria deve chegar acompanhada de chuvas rápidas e isoladas, principalmente no início da incursão do ar polar. Após a passagem, o tempo tende a se estabilizar, com dias ensolarados e noites frias, típicas das friagens que marcam o inverno mato-grossense.

Pela meteorologia, nova frente fria deverá chegar em Tangará da Serra na segunda metade do mês.

Persistência do fenômeno

Segundo os meteorologistas, o resfriamento deve persistir por 3 a 5 dias, sendo mais intenso nas primeiras 48 horas. A partir do final da semana seguinte, as temperaturas voltam a subir gradualmente, devolvendo o calor característico da região.

Impactos locais

A friagem pode afetar culturas agrícolas sensíveis ao frio, exigindo atenção redobrada dos produtores. A população também deve se preparar para noites geladas, especialmente em áreas rurais e serranas. Municípios como Tangará da Serra e Reserva do Cabaçal, já acostumados a registrar temperaturas mais baixas, devem sentir os efeitos de forma mais intensa.

O fenômeno reforça a importância da Serra de Tapirapuã como um dos pontos mais frios do Centro-Oeste e confirma que o inverno de 2026 terá episódios marcantes de friagem em Mato Grosso.

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