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ESPECIAL - DIA DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO

Referência no MT, Agrodinâmica destaca importância do agrônomo na segurança alimentar

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Este mês de outubro é emblemático para Mato Grosso, um estado que se impõe como o maior produtor de alimentos do Brasil. Outubro é marcado pelas celebrações do Dia do Agrônomo (12) e da Agricultura (17), duas datas claramente interrelacionadas.

O dia do Agrônomo é comemorado nesta data em razão da primeira regulamentação da profissão, que aconteceu em 12 de outubro de 1933, há 91 anos.

Em Mato Grosso, o trabalho do engenheiro agrônomo se destaca desde a formação das primeiras lavouras de arroz, soja, milho e feijão, na década de 1980, e se consolida na atualidade, no contexto da produção em escala e em meio a um grande acervo tecnológico empregado nas lavouras.

Neste cenário, destaca-se a Agrodinâmica Pesquisa Agropecuária, empresa referência para o Agro com sede na Avenida Mauá, na Cidade Alta, em Tangará da Serra. É uma empresa com DNA tangaraense que atua na região há 26 anos, quando foi fundada, em 15 de junho de 1998.

Agrodinâmica: No mercado desde julho de 1998, empresa é referência em ações de pesquisa, consultoria e assistência, especialmente nos sistemas de plantio soja x algodão e soja x milho.

A Agrodinâmica atua com maior foco nos municípios de Diamantino (Deciolândia), Campo Novo do Parecis, Sapezal, Brasnorte e Campo de Júlio, além de Tangará da Serra, abrangendo a região oeste de Mato Grosso. As operações da empresa estão ancoradas no trabalho de uma equipe com nove engenheiros agrônomos, sendo quatro dedicados em Deciolândia, três em Campo Novo e dois junto ao escritório, na matriz.

As ações de pesquisa, consultoria e assistência envolvem os sistemas de plantio soja x algodão e soja x milho. Há, também, trabalhos de referência com as culturas de mamona, girassol, canola, Carinata, milho pipoca, amendoim, gergelim e o consórcio milho/braquiária.

Para o sócio e diretor técnico da Agrodinâmica, Jairo dos Santos (foto do topo), a importância do engenheiro agrônomo tem aumentado nestes últimos anos por conta do aumento da demanda global por alimentos. “Junto a este cenário de necessidade de aumento da produção, nos deparamos com as mudanças climáticas, que impõem temperaturas de até 2°C acima da média histórica e o encolhimento dos períodos chuvosos”, destaca.

Principal cultura de escala em Mato Grosso, a produtividade da soja tem alcançado números notáveis com o trabalho dos profissionais da Agronomia.

Para Jairo – que também é agrônomo, formado no ano de 1988 e com passagens pela Fazenda Itamarati Sul e BASF S/A, essas novas condições tornam as culturas (como soja, milho, algodão e pastagens) ainda mais suscetíveis a pragas e doenças, como o percevejo castanho e a mancha-alvo, além da ferrugem asiática e do recorrente nematoide de cisto, que no passado condenou inúmeras áreas de lavouras em Mato Grosso. “Esse quadro desafiador reforça que a pesquisa e a consultoria agronômica se tornam ainda mais imperativas na medida em que perdas acentuadas nas safras de grãos podem colocar em risco a segurança alimentar no país e no mundo”, observa.

Participação

Para o diretor técnico da Agrodinâmica, o engenheiro agrônomo tem grande participação no êxito da agricultura brasileira. Na busca por uma agricultura mais eficiente, rentável e sustentável, o conhecimento técnico, a experiência e, principalmente, a presença constante desse profissional no campo tornaram-se condições indispensáveis nos processos produtivos em todas as culturas. “Não é só nas lavouras… a função do agrônomo também se estende às agroindústrias, na organização social do meio rural, no uso das tecnologias e no repasse de conhecimentos”, observa Jairo.

Ao desenvolver e repassar tecnologias de produção de bens primários nos centros de pesquisas e no campo, o agrônomo contribui para o incremento da produtividade para a geração de renda que impulsiona a economia local, estadual e nacional. “O agrônomo tem papel fundamental na preservação ambiental, na conservação do solo, da flora e da fauna, está presente na geração de energia, no uso adequado de recursos naturais como forma de desenvolvimento sustentável”, considera o agrônomo e empresário. Ele observa, ainda, que o profissional também se destaca nas escolas de agronomia, moldando jovens que projetam um futuro profissional nesta área.

De acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), atualmente, estima-se que o Brasil conte com cerca de 150 mil engenheiros agrônomos atuando nas mais diversas regiões produtivas do território nacional.

Sede

A Agrodinâmica Pesquisa e Consultoria Agropecuária tem sua sede em Tangará da Serra, na Avenida Mauá nº 309, Cidade Alta. O telefone para contato é (65) 3326-1008. A página na web é https://www.agrodinamica.net.br/

A empresa participa do Consórcio Antiferrugem, contribuindo no monitoramento da dispersão ferrugem asiática na cultura da soja. É credenciada na Reunião de Pesquisa da Soja na Região Central do Brasil na comissão técnica de fitopatologia, participando anualmente da avaliação de produtos para ferrugem da soja e contribuindo na atualização das recomendações de controle. Também é membro da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Estado de Mato Grosso, desde 2001, onde são tratadas questões referentes à sanidade vegetal.

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ESPECIAL - DIA DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO

O pioneirismo de um profissional que participou da virada da soja no cerrado

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Quando hoje se admira uma lavoura de soja verdejante numa topografia que abre um horizonte a perder de vista, a impressão imediata é de riqueza, fartura e tudo mais que se pode imaginar num cenário virtuoso.

Pois, esse é um quadro pintado, em boa parte, pelo engenheiro agrônomo, profissional celebrado neste dia 12 de outubro. Por coincidência, o próximo dia 17 é o Dia da Agricultura.

O agrônomo é uma figura presente quando se traz à memória a saga que representou abrir estas amplas áreas na década de 1980, numa terra que pouco se traduzia em produtividade e com tecnologia limitada. Traçando uma linha do tempo de 40 anos atrás  para a atualidade, percebe-se o quanto a agricultura se desenvolveu em Mato Grosso.

Vir do Sul e do Sudeste do Brasil para o Centro-Oeste nos anos 1980 era uma epopeia que tinha vários personagens, entre eles o produtor rural, o caminhoneiro, o vendedor, o mecânico e… o engenheiro agrônomo.

Carlos Alberto Pasquini (foto do topo) encarou essa “encrenca”. Saiu de Rolândia, no Paraná, para estudar Agronomia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Colou grau em 1985 e veio para Tangará da Serra, em setembro daquele ano, para atuar na empresa Calcário Tangará, na assistência técnica.

Empreendendo

Anos depois, em 2001, Pasquini convidou alguns colegas como sócios para fundar a Rural Soluções, tradicional empresa do Agro com um portfólio completo para a lavoura. A estrutura é voltada para fornecimento de sementes certificadas, proteção de cultivos, nutrição de plantas e suporte técnico. “Geramos valor na cadeia do agronegócio e atendemos os produtores na medida das suas necessidades com foco nos resultados de produtividade e rentabilidade”, diz o agrônomo-empresário.

Empresa “raiz”: Rural Soluções, empresa fundada por Pasquini em 2001, atende produtor na medida das suas necessidades.

Pasquini qualifica a Rural Soluções como uma empresa raiz, ou seja, tocada pelo dono. “Esse é o nosso diferencial, somos uma empresa raiz, nativa, e nossos consultores de vendas também são consultores técnicos”, acrescenta.

A empresa conta com 10 engenheiros agrônomos, mais os colaboradores nas áreas administrativa, comercial e de logística. Além de Tangará da Serra, a Rural Soluções mantém estruturas em Campo Novo do Parecis e Sapezal.

A matriz, em Tangará da Serra, tem como endereço a Av. Ismael José do Nascimento, 2256 W Jd. Tangará II, MT, 78304-110.

No ambiente

Os primeiros anos em Mato Grosso foram inquietos. Carlos Albert Pasquini recorda que, na segunda metade dos anos de 1980, ainda não existia a MT-480. Para ir a Deciolândia era preciso seguir pela MT-358 (sentido Itanorte) até a BR-364. A Nova Fronteira ainda estava sendo aberta e Sapezal não existia. O único telefone disponível ficava em Tangará da Serra.

Relatórios produzidos ainda nos anos de 1980 por Pasquini revela um época desafiadora para a produção agrícola em Mato Grosso.

Faltava tecnologia, a logística era péssima e o custo era alto. Precisava, então, acontecer uma virada.

Em 1991, Pasquini promoveu o primeiro Dia de Campo do Plantio Direto, na Fazenda Guapirama, em Deciolândia. Foi desafiador! A variedade ‘Cristalina’ – desenvolvida pelo engenheiro agrônomo Francisco Terasawa – virou a escala de produtividade e se tornou, na época, a mais cultivada. “Tínhamos uma média de produtividade de 30 sacas/hectare, mas o plantio direto veio para mudar a realidade da soja no cerrado”, relembra Pasquini, citando o produtor rural Herbert Bartz, “pai do plantio direto”, como precursor da técnica no Brasil.

Pasquini recorda que, naquela época, o nematoide de cisto condenou muitas propriedades. “Teve muito produtor que vendeu a fazenda e foi embora”, relata.

Na lavoura: Agrônomo promoveu primeiro dia de campo do Plantio Direto, técnica que revolucionou a sojicultura em Mato Grosso. Na foto acima, lavoura dos anos finais da década de 1980.

Tempos que mudam

Hoje, a situação é muito diversa daquela época. Estradas asfaltadas encurtam distâncias, a pesquisa traz variedades resistentes a pragas e doenças, maquinários modernos facilitam o trabalho nas lavouras potencializando a produtividade e a internet facilita a assistência técnica e a comunicação.

A presença do engenheiro agrônomo em Mato Grosso resultou no aporte de tecnologia, conhecimento e informação para somar no processo produtivo. Assim, grande parte do sucesso da agricultura brasileira se deve a este profissional.

Há quase 40 anos: Relatório de vistoria de calcário, feito por Pasquini, em novembro de 1985.

Em Mato Grosso, o agrônomo deu contribuição decisiva à Fundação MT para consolidar a soja no cerrado.

Mas os desafios continuam. Pasquini agrega aos novos tempos o seu pioneirismo e o conhecimento adquirido em suas andanças pelas lavouras do estado. “Hoje o clima é o maior desafio e precisamos considerar que em Mato Grosso o solo precisa ter sua fertilidade construída”, assevera, destacando que uma das formas de minimizar o fator climático é aumentar o perfil do solo e, também, usar os biológicos (bioinsumos).

Contudo, Pasquini adverte que se as variedades resistentes diminuem o uso de defensivos, outros problemas vão surgindo. “A natureza se adapta… uma lagarta, por exemplo, pode adquirir resistência”, afirma.

Indispensável

O agrônomo é indispensável no processo produtivo. É ele quem cuida do manejo de diferentes culturas e consegue planejar o cultivo de forma a garantir uma produção otimizada, indicando tecnologias e conhecimentos cientificamente embasados para gerar mais eficiência e produtividade no campo.

Na busca por uma agricultura mais eficiente, rentável e sustentável, o conhecimento técnico do agrônomo, a sua experiência e, principalmente, a presença constante no campo, tornaram-se fatores imperativos para o sucesso das lavouras.

Lavoura de soja da atualidade: Adaptação à realidade de Mato Grosso, alta produtividade conquistada com a contribuição do profissional de agronomia.

De acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), atualmente, estima-se que o Brasil conte com cerca de 150 mil engenheiros agrônomos.

O momento do Agro no Brasil é marcado pela abertura de novos mercados, pela crescente demanda por alimentos e pelos desafios climáticos e de enfrentamento de pragas e doenças nas lavouras.

Ou seja, o desafio de garantir a produtividade para atender uma demanda cada vez maior – ao mesmo tempo em que se enfrenta condições adversas como o clima e problemas de sanidade das lavoura – é um trabalho que cabe, tão somente, ao engenheiro agrônomo.

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