“O recurso natural é do povo brasileiro, é para ser usado para o desenvolvimento, para a dignidade humana, pra reafirmação da soberania nacional, para promover a educação, a saúde, o saneamento básico”. A afirmação é do promotor de Justiça Joelson de Campos, da 16ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Cuiabá e um dos palestrantes dos Debates Jurídicos do AgrOAB, nesta sexta-feira (06), na Exposerra.
No mesmo dia, palestraram Frederico Alves, advogado, mestre em Direito e presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB de Goiás; e o juiz federal do Rio de Janeiro Marcelo Bretas, da Operação Lava Jato. O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que era esperado para palestrar no evento, cancelou sua participação por motivos de agenda.
Joelson: “Está lá, na Constituição, que é bem clara: O recurso natural do Brasil é do povo brasileiro, é pra usar para o desenvolvimento, para a dignidade humana, para a reafirmação da soberania nacional”.
Questionamento
Na palestra que ministrou, Joelson de Campos discorreu exclusivamente sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Porém, antes da palestra, a reportagem do Enfoque Business questionou o promotor sobre o quadro negativo proporcionado pela insegurança jurídica que atravanca empreendimentos de importância direta no desenvolvimento do país justamente no aspecto da logística, como hidrelétricas, ferrovias e hidrovias.
No caso de Mato Grosso, especificamente na região de Tangará da Serra, a insegurança jurídica se fez observar nos anos de 2017 e 2018 em três audiências públicas para apresentação de projetos de geração de energia. Os eventos foram inviabilizados por manifestações e atos de vandalismo cometidos por manifestantes.
Mal da corrupção
Joelson afirmou que a insegurança jurídica decorre de problemas do passado, provocados por ações de corrupção. “Vêm, daí, as dificuldades para os licenciamentos, pois em tempos passados plantava-se dificuldades para colher facilidades, como se pode ver na Lava Jato através dos relatos dos delatores da Odebrecht, por exemplo”, observou, acrescentando que no caso específico dos empreendimentos de geração de energia, é preciso realizar todos os levantamentos prévios e se antecipar em todas as circunstâncias, que incluem questões envolvendo comunidades tradicionais e indígenas, fauna, ictiofauna, flora, etc. “É preciso seguir rigorosamente tudo isso para que o licenciamento seja concedido”, completou.
(No áudio acima, Joelson de Campos fala sobre a insegurança jurídica e os recursos naturais)
Para ser usado
Por outro lado, Joelson defende o uso dos recursos naturais e cita a Constituição Federal para embasar sua argumentação. “Nossos recursos naturais estão aí para serem usados… Está lá, na Constituição, que é bem clara: O recurso natural do Brasil é do povo brasileiro, é pra usar para o desenvolvimento, para a dignidade humana, para a reafirmação da soberania nacional, para promover a educação, a saúde, o saneamento básico”, disse o promotor.
(No áudio acima, ouça o que diz o Promotor sobre empreendimentos de geração de energia)
No mesmo dia, palestraram Frederico Alves, advogado, mestre em Direito e presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB de Goiás; e o juiz federal do Rio de Janeiro Marcelo Bretas, da Operação Lava Jato
Para Joelson de Campos, os empreendedores e o próprio poder público devem ter um norte claro. “Tem que ser tudo baseado na constituição, onde consta que o desenvolvimento com uso dos recursos naturais é regra. Não é usando os recursos naturais que vão arrebentar com o meio ambiente… O que arrebenta com o meio ambiente é a corrupção, a malversação dos recursos públicos, a falta de transparência”, completou.
(*) Texto e fotos: Amanda Reichert e Sergio Roberto
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A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tangará da Serra anunciou oficialmente, na tarde desta segunda-feira (15), a realização da primeira edição do Troféu Mérito Lojista, iniciativa que pretende reconhecer e valorizar empresários e empresas que se destacam no varejo do município.
O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa realizada na sede da entidade pelo presidente da CDL, Thiago Souza Santos. Também participaram o diretor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Francisco Américo da Silva, e o professor universitário e economista Feliciano Azuaga, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que integra a equipe técnica responsável pelo projeto.
A premiação seguirá o modelo adotado em diversas cidades brasileiras pelo Sistema CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT), tendo como principal objetivo reconhecer o empreendedorismo e destacar empresas que contribuem para o fortalecimento da economia local. O formato é semelhante ao desenvolvido há mais de duas décadas pela CDL de Sinop, considerado uma das principais referências do gênero no país.
Premiação abrangerá tanto empresas associadas à CDL quanto não associadas, ampliando o alcance e a representatividade da iniciativa
Um dos diferenciais do processo será a metodologia de escolha dos homenageados. A pesquisa será realizada junto a aproximadamente 250 empresários do município, que indicarão os destaques de cada segmento. Segundo os organizadores, o levantamento ocorrerá de forma técnica e sigilosa, garantindo imparcialidade e evitando qualquer tipo de influência ou viés nos resultados.
Ao todo, serão contempladas 120 categorias distribuídas em nove grandes segmentos econômicos. A premiação abrangerá tanto empresas associadas à CDL quanto não associadas, ampliando o alcance e a representatividade da iniciativa.
A execução técnica do projeto contará com a participação do IFMT e de especialistas da área econômica e estatística, assegurando credibilidade ao processo de coleta e tabulação dos dados.
Conforme o cronograma apresentado pela CDL, a pesquisa deverá ser concluída nos próximos 60 dias. A divulgação oficial dos vencedores ocorrerá durante uma cerimônia festiva marcada para o dia 26 de setembro, quando empresários, lideranças e representantes da sociedade local se reunirão para celebrar os destaques do setor varejista tangaraense.
Para o presidente da CDL Tangará da Serra, o Troféu Mérito Lojista nasce com a proposta de se tornar um marco anual de valorização do empreendedorismo local, incentivando a excelência nos negócios e fortalecendo a competitividade saudável entre as empresas. “Queremos prestar nosso reconhecimento àqueles que contribuem diariamente para o desenvolvimento econômico de Tangará da Serra”, concluiu o dirigente.