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Previsão de seca severa no Pantanal motiva realização de audiência para debater ações

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O risco de ocorrer uma seca severa no Pantanal mato-grossense ainda esse ano está mobilizando autoridades e estudiosos. Em razão disso, a Comissão de Meio Ambiente vai realizar uma audiência pública para debater ações de prevenção à seca no Pantanal.

No início deste ano, 43 municípios de Mato Grosso decretaram estado de emergência por falta de chuvas, colocando em risco o abastecimento de água da população e a produção agrícola. Dados do Corpo de Bombeiros apontam que o volume das águas na região está abaixo do que foi registrado em 2020, ano do maior incêndio florestal da história do Pantanal. O rio Paraguai, por exemplo, formador do Pantanal, registra seu menor nível em 124 anos.

Diante desses dados, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – Cemaden – já apontou o risco iminente de seca extrema no bioma este ano.

Autor do requerimento da audiência pública para discutir as possíveis medidas de prevenção que podem ser adotadas neste momento, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) alerta sobre a gravidade da situação. “É uma crise anunciada. Então, a gente espera, realmente, que todas as unidades do Governo Federal, o Governo do Estado e os municípios possam realmente se ater. No nosso estado, o Mato Grosso, o governador Mauro, na semana passada, já instalou o Comitê de Crise, tivemos uma grande reunião com todos os setores do Governo. É até em função do que já aconteceu no passado, há três anos atrás. Inclusive, agora começou já a construção do Centro de Triagem de Animais, é o 1º Hospital Estadual Veterinário, onde vai ser feita toda essa estrutura de pesquisa, mas também de tratamento e recuperação dos animais nessas condições, que já tivemos o exemplo do passado”, disse o parlamentar, na última sessão do Senado.

Leia mais:  Diagnóstico Situacional e Social terá nesta terça última oficina antes dos trabalhos de campo

Os presidentes do IBAMA, Rodrigo Agostinho, e do ICMBio, Mauro Oliveira Pires, além da secretária de Meio Ambiente do Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, e o diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal, Paulo Teixeira de Sousa Júnior, serão convidados para a audiência pública, que ainda não tem data agendada.

(Redação EB, com Rádio Senado)

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Diagnóstico Situacional e Social terá nesta terça última oficina antes dos trabalhos de campo

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Os trabalhos voltados ao Diagnóstico Situacional e Social de Tangará da Serra terão nesta terça-feira (14) a quinta e última oficina antes do início da etapa de campo. A atividade será realizada ao longo de todo o dia, das 8h às 17h, com intervalo para almoço, no auditório da Delegacia Regional de Educação de Mato Grosso (DRE), na região central da cidade.

A iniciativa – que reúne os vários setores do poder público e da sociedade civil organizada – tem como objetivo levantar dados e evidências sobre a realidade dos segmentos mais vulneráveis da população, subsidiando a formulação de políticas públicas. Entre os públicos analisados estão crianças e adolescentes — incluindo o enfrentamento ao trabalho infantil —, meninas e mulheres em situação de risco, pessoas idosas, pessoas com deficiência e população em situação de rua.

Os trabalhos, com o tema “Do Diagnóstico à Ação: A necessidade de intervenções integradas”, são conduzidos pela equipe técnica da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão do Norte de Mato Grosso (FAEPEN), entidade vinculada à Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Sinop.

A oficina desta terça-feira terá como temática “Ferramentas Técnicas Aplicadas”, com conteúdo voltado à elaboração de diagnóstico social simplificado, construção de planos de ação orientados por evidências, além de monitoramento, avaliação e produção de pareceres e relatórios técnicos.

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Com a conclusão desta etapa, a equipe passará a se dedicar exclusivamente aos trabalhos de campo, que envolvem coleta de dados e levantamento detalhado das demandas e condições dos públicos atendidos.

Etapas anteriores

As quatro oficinas anteriores abordaram os seguintes temas: Vulnerabilidade Social e Desigualdades (15/12/2025), Dignidade da Pessoa Humana e Constituição Federal (10/02/2026), Indicadores Sociais e Diagnóstico para Políticas Públicas (10/03/2026) e Políticas Públicas e Controle Social (24/03/2026). Os dois últimos módulos, somados à oficina desta terça-feira, compõem a terceira fase do projeto.

Raimundo Nonato: “Paralelamente às oficinas, estamos atuando junto às instituições e delineando as evidências. A partir de agora, é ir a campo”.

Segundo o responsável técnico da equipe, Raimundo Nonato da Cunha França, a etapa metodológica está próxima da conclusão. “Paralelamente às oficinas, estamos atuando junto às instituições e delineando as evidências. A partir de agora, é ir a campo, e teremos uma etapa intensa de trabalho”, afirmou.

Execução e equipe

O estudo foi contratado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, com apoio do Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres (GPPM) e anuência dos conselhos municipais. A coordenação está sob responsabilidade de Aparecida de Fátima Alves de Lima, tendo como responsável técnico o professor Raimundo Nonato da Cunha França.

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A equipe conta ainda com os especialistas Cláudia Pezzini, Carolina Tito Camarço e Josué Souza Gleriano.

Escopo e investimento

O levantamento abrange a análise das condições de vida de pessoas idosas, pessoas com deficiência, população em situação de rua, crianças e adolescentes e questões relacionadas à realidade de gênero.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Kiss, a base técnica é essencial para a definição de políticas públicas. “O diagnóstico permite superar a tomada de decisão baseada em suposições e direciona os investimentos para onde há maior necessidade”, destacou.

O projeto conta com investimento de R$ 385 mil, com recursos dos fundos municipais do Idoso (FUMID), da Criança e do Adolescente, além de aporte da Secretaria Municipal de Assistência Social e apoio do Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres (GPPM). A execução está prevista para um período de 15 meses.

O que é o Diagnóstico Situacional

O Diagnóstico Situacional e Social é um instrumento de pesquisa que analisa de forma aprofundada a realidade de um território, reunindo dados sobre condições de vida, vulnerabilidades, potencialidades e demandas sociais.

A proposta é produzir um retrato detalhado — com informações demográficas, econômicas, culturais, ambientais e epidemiológicas — capaz de orientar ações e políticas públicas mais eficazes, com base em evidências. As próximas etapas incluem a identificação de necessidades prioritárias e o mapeamento de potencialidades e recursos existentes na comunidade.

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