TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Economia & Mercado

Prates diz que Petrobras abandonará PPI e reduzirá preços de combustíveis “sempre que puder”

Publicado em

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, declarou no início dessa semana que a companhia vai oferecer o menor preço de combustível para os seus clientes, sempre que puder.

E indicou que os técnicos da empresa já estão avaliando uma nova redução no preço da gasolina.

Jean Paul Prates; Petrobras não praticará mais PPI.

Nessa semana, a Petrobras também reduziu em R$ 0,18 o valor do diesel. Prates reafirmou que a estatal não vai mais praticar a paridade total de preços com o mercado internacional.

O presidente da Petrobras participou ontem (quinta, 23) de um evento sobre a indústria de gás natural, na Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro. Durante a cerimônia, ele anunciou que a empresa vai voltar a investir em infraestrutura para transporte, escoamento e distribuição de gás.

Prates também falou sobre a suspensão da venda de ativos da Petrobras, determinada pelo Ministério de Minas e Energia, e declarou que todos os negócios já assinados serão cumpridos, mas o restante será revisto.

Leia mais:  Projeto de autossuficiência alimentar da China acende alerta para o agronegócio brasileiro

(Redação EB, com Sapicuá Rádio News)

Comentários Facebook
Advertisement

Economia & Mercado

Suspensão imposta pela UE expõe combinação de falhas regulatórias do governo brasileiro

Published

on

A suspensão das importações de carne brasileira pela União Europeia expõe uma série de fragilidades na gestão regulatória do país. A análise dos fatos indica uma combinação de burocracia defasada, baixa integração de dados e lentidão na implementação de medidas corretivas, fatores que contribuíram para o desgaste da credibilidade sanitária brasileira perante o mercado europeu.

Segundo apurado pelo Enfoque Business, especialistas apontam que o problema não decorre apenas de exigências mais rígidas da União Europeia, mas também de limitações estruturais do sistema brasileiro de controle e rastreabilidade animal.

Enquanto concorrentes diretos avançaram na modernização de seus mecanismos de monitoramento, o Brasil demorou a consolidar sistemas capazes de comprovar, de forma rápida e transparente, o controle sobre o uso de antibióticos, antimicrobianos e outros insumos submetidos à fiscalização sanitária internacional. O resultado foi o aumento das restrições por parte das auditorias conduzidas pela DG SANTE, órgão responsável pela saúde e segurança alimentar da União Europeia.

Os três pilares da fragilidade regulatória

Leia mais:  Suspensão da carne brasileira pela UE poderá gerar perdas de US$ 1,8 bilhão ao ano

A situação atual pode ser compreendida a partir de três gargalos principais:

  • Rastreabilidade fragmentada – Diferentemente de países como Uruguai e Argentina, que avançaram em sistemas centralizados e digitalizados de identificação individual do rebanho, o Brasil ainda apresenta significativa dependência de registros descentralizados e processos documentais heterogêneos entre os estados. Essa realidade dificulta auditorias rápidas e a comprovação imediata da conformidade sanitária exigida pelos importadores.
  • Morosidade na modernização – Alertas relacionados ao controle de antimicrobianos e resíduos químicos já haviam sido apontados em missões veterinárias anteriores da União Europeia. A ausência de ações preventivas mais abrangentes e de um cronograma robusto de adequação contribuiu para o agravamento das divergências técnicas entre as partes.
  • Déficit de fiscalização e estrutura operacional – Restrições orçamentárias, limitações de pessoal e desafios estruturais enfrentados por órgãos de fiscalização e laboratórios oficiais reduziram a capacidade de resposta do sistema público. Em um ambiente de crescente exigência internacional, a geração de laudos e evidências técnicas precisa atender padrões cada vez mais elevados de confiabilidade e rastreabilidade.
Leia mais:  Projeto de autossuficiência alimentar da China acende alerta para o agronegócio brasileiro

Geopolítica, comércio e credibilidade

Sob a perspectiva dos negócios internacionais, a tese de que a União Europeia estaria utilizando exclusivamente argumentos sanitários como instrumento protecionista encontra obstáculos na própria dinâmica do mercado regional. Caso a motivação fosse estritamente comercial, outros fornecedores sul-americanos estariam sujeitos às mesmas restrições.

A manutenção de concorrentes da região no mercado europeu sugere que o foco das autoridades do bloco recai, sobretudo, sobre aspectos relacionados à consistência documental, à rastreabilidade e à capacidade institucional de comprovação sanitária.

Mais do que uma disputa comercial, o episódio representa um alerta para a necessidade de modernização dos sistemas de controle agropecuário brasileiros. Em mercados cada vez mais exigentes, competitividade não depende apenas de produtividade e escala, mas também da capacidade de demonstrar conformidade, transparência e confiança regulatória.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana