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Infraestrutura & Logística

Por segurança e acessibilidade, empresários pedem intervenções em avenida

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Correções em rotatórias e implantação de travessia para pedestres e ciclistas na Avenida Lions Internacional, em Tangará da Serra. Esta foi a pauta de reunião entre empresários e o Executivo Municipal na manhã desta terça-feira (27/08).

O encontro foi organizado pelo empresário Alfredo Nuernberg, que cedeu o auditório da sua empresa – Tratortecmaq – para o encontro. Participaram representantes da empresa anfitriã e também do Grupo Piva, Granja Ziani, Frigorífico JBS, Fort Construções, Freicar e Supremax. Pelo poder público estiveram presentes o prefeito Fábio Martins Junqueira (MDB), o secretário municipal de Infraestrutura, José Bernadino, e o diretor do SAMAE, Wesley Lopes Torres, além do vereador Carlinho da Esmeralda (PSC).

Reunião foi realizada na manhã desta terça-feira, no auditório da Tratortecmaq.

Durante a reunião, o engenheiro civil designado pelo grupo de empresários, Marcelo Albuquerque Bastos, da MAB Engenharia e Projetos, realizou explanação sobre a atual realidade e as correções propostas para as rotatórias da Lions Internacional junto à entrada da via lateral de acesso aos frigoríficos JBS e Marfrig (proximidades córrego Queima Pé) e na saída para a Serra dos Parecis, na retomada da MT-358.

Nestas duas rotatórias, segundo os empresários, há erros que precisam de correções urgentes em razão de manobras irregulares e, consequentemente, os grandes riscos de acidentes graves.

De acordo com Marcelo Bastos, no caso da entrada da via lateral de acesso aos frigoríficos, nas proximidades do Queima Pé, simples trabalhos de sinalização podem resolver os problemas. Por outro lado, no ponto de conversão da avenida com a MT-358 há necessidade de intervenção física, com alongamento da rotatória e adequação das alças de acesso a duas vias laterais existentes.

Rotatória junto à via de acesso aos frigoríficos: Erros de planejamento e riscos de acidentes.

Já no ponto da avenida em frente aos frigoríficos, há necessidade de implantação de redutores de velocidade e faixa de pedestres, além de escada e rampa de acesso para pedestres e ciclistas para a via lateral.

Atribuição

O prefeito Fábio Martins Junqueira destacou que o município se dispõe a avaliar as intervenções junto à Sinfra, mas advertiu sobre a responsabilidade do governo estadual, já que a Lions Internacional é uma atribuição do estado. O gestor também considerou as limitações de recursos do município ante às demandas priorizadas em outros bairros da cidade, que ainda contam com ruas não asfaltadas. “Não temos autorização para intervir em obras de responsabilidade do estado e, também, temos demandas em bairros e limitações orçamentárias”, disse.

Independente de análise pelo município, Junqueira sugeriu aos empresários uma comissão para apresentar as intervenções pretendidas diretamente junto à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA-MT).

Em projeção, a rotatória junto à conversão da Lions Internacional com MT-358, saída para a Serra dos Parecis: Veículos de carga na contra mão oferecem graves riscos.

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Infraestrutura & Logística

STF valida redução do Parque Nacional do Jamanxim para viabilizar Ferrogrão

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O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou constitucional, nesta quinta-feira (21), a lei que autorizou a redução da área protegida do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar a implantação da Ferrogrão — EF-170, ferrovia projetada para conectar a região Norte ao estado de Mato Grosso, fortalecendo o escoamento da produção agrícola pelo chamado Arco Norte.

A decisão foi tomada durante o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) contra a Lei 13.452/2017, oriunda da conversão da Medida Provisória 758/2016. O partido esquerdista – convém destacar – é recorrente em proposituras de ações que freiam o desenvolvimento do país. Desta vez, foi derrotado.

Trava aberta: Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo PSOL, foi vencida no STF.

O partido argumentava que a Constituição Federal exige lei formal específica para autorizar a redução de áreas ambientalmente protegidas, não sendo suficiente a edição de medida provisória posteriormente convertida em lei. A ação também apontava suposto retrocesso ambiental decorrente da alteração nos limites do parque.

O julgamento teve início em outubro do ano passado e foi retomado nesta quinta-feira com o voto-vista do ministro Flávio Dino. O magistrado apresentou divergência parcial em relação ao relator, ministro Alexandre de Moraes, ao defender a adoção de condicionantes voltadas ao reforço das garantias ambientais e à proteção das populações impactadas pelo empreendimento. As propostas, no entanto, não obtiveram maioria no Plenário.

Prevaleceu o entendimento do relator. Para Alexandre de Moraes, não houve irregularidade no processo legislativo que resultou na edição da norma, nem caracterização de retrocesso ambiental, uma vez que a execução da Ferrogrão permanece condicionada à obtenção de todas as licenças ambientais exigidas pelos órgãos competentes.

O Plenário também acompanhou a proposta que autoriza o Poder Executivo a compensar, por decreto, a área retirada do parque nacional.

O voto do relator já havia sido acompanhado anteriormente pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso. Na sessão desta quinta-feira, seguiram o entendimento os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. A ministra Cármen Lúcia não participou da sessão e não votou.

Ficou vencido o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que votou pela procedência da ação. Para ele, a conversão da medida provisória em lei não atende, por si só, à exigência constitucional aplicável à redução de áreas de proteção ambiental.

“Isso nem de longe afasta os argumentos sobre a importância da ferrovia. A questão fundamental apenas é a observância dos ditames de proteção ambiental”, afirmou o ministro durante o julgamento.

(Assessoria)

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