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Economia

PIB cresce 2,3%, mas dados indicam desaceleração e gargalos logísticos mantêm freio estrutural

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou crescimento de 2,3% do PIB brasileiro em 2025, totalizando R$ 12,7 trilhões. O PIB per capita alcançou R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9%. A expansão foi sustentada, sobretudo, pela Agropecuária (11,7%), enquanto Indústria (1,4%) e Serviços (1,8%) tiveram desempenho mais moderado.

O setor agropecuário foi impulsionado por safras recordes de milho (23,6%) e soja (14,6%), além de contribuição positiva da pecuária. Na Indústria, o destaque foram as Indústrias Extrativas (8,6%), com crescimento da extração de petróleo e gás. Já a Construção (0,5%) e a Indústria de Transformação (-0,2%) revelaram dinamismo limitado. Nos Serviços, todas as atividades cresceram, com ênfase em Informação e Comunicação (6,5%) e Atividades Financeiras (2,9%).

Desaceleração e freio logístico

Apesar do resultado anual, os dados trimestrais indicam desaceleração. No quarto trimestre, o PIB variou apenas 0,1% frente ao terceiro trimestre, com queda de 3,5% na Formação Bruta de Capital Fixo e recuo de 2,3% na Construção. A taxa de investimento permaneceu em 16,8% do PIB, patamar considerado baixo para sustentar ciclos prolongados de crescimento.

Baixo avanço em sistemas de transporte de alta tração, como as hidrovias, comprometem a competividade.

É nesse contexto que se intensificam as críticas à condução das políticas públicas de infraestrutura. Para o economista Sílvio Tupinambá, há um descompasso recorrente entre produtividade e competitividade. O agro amplia produção e eficiência, mas enfrenta custos logísticos elevados e deficiências estruturais no transporte. A avaliação é compartilhada por analistas que apontam a baixa execução de projetos estratégicos e a morosidade em obras estruturantes como entraves históricos ao ganho de competitividade.

Lentidão nas liberações de processos que viab ilizam ferrovias – como a Ferrogrão – também comprometem economia nacional.

Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de centros independentes de pesquisa reiteram que o déficit de infraestrutura no Brasil compromete a eficiência sistêmica da economia, eleva custos de frete, reduz margens de exportação e desestimula investimentos produtivos. A logística de transporte — rodovias, ferrovias, portos e hidrovias — permanece aquém das necessidades de um país cuja pauta exportadora é fortemente baseada em commodities agrícolas e minerais.

Projetos ferroviários estruturantes, como a Ferrogrão, seguem em compasso lento, em meio a impasses regulatórios e ambientais. Enquanto isso, a expansão da produção agrícola pressiona corredores logísticos já saturados, ampliando custos e reduzindo competitividade internacional.

Expansão sem avanço

O crescimento de 2025 confirma a resiliência de setores específicos, mas também evidencia um padrão recorrente: expansão ancorada em ganhos conjunturais, sem avanço proporcional na infraestrutura capaz de sustentar produtividade de longo prazo.

O resultado é uma economia que cresce, mas não transforma estruturalmente sua base logística — mantendo aberto o debate sobre a capacidade do Estado de alinhar políticas públicas às exigências do setor produtivo.

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FPM: Tangará da Serra pode perder cerca de R$ 2,3 milhões com nova tributação do IR

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Tangará da Serra pode deixar de receber cerca de R$ 2,3 milhões por ano em repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) caso não haja compensação pelas mudanças na tributação do Imposto de Renda. O valor coloca o município entre os mais impactados em Mato Grosso.

No cenário nacional, as prefeituras dividiram cerca de R$ 6,4 bilhões no primeiro decêndio de abril, com alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, há incerteza quanto aos próximos repasses.

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indica que as perdas podem chegar a R$ 9,5 bilhões por ano, sendo aproximadamente R$ 4,5 bilhões diretamente no FPM.

Em Mato Grosso, cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Sorriso devem concentrar perdas mais elevadas em valores absolutos. Já municípios como Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Nova Olímpia, Barra do Bugres e Sapezal tendem a sentir impacto proporcional relevante.

Também entram no radar municípios como Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Cáceres e Barra do Garças, com risco de redução na capacidade de investimento e manutenção de serviços.

Especialistas apontam que a queda pode afetar áreas como saúde, educação e infraestrutura, além de provocar contingenciamentos.

O governo federal informou que pretende compensar parte das perdas com a taxação de lucros e dividendos, mas não há garantia de recomposição integral.

(Fonte: Brasil 61, com dados da Confederação Nacional de Municípios – CNM – e Tesouro Nacional)

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