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Agronegócio & Produção

Peste suína africana chega à Europa e poderá causar novo impacto no mercado

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Autoridades sanitárias da Europa estão preocupadas com o avanço da peste suína africana (PSA) pelo continente. Pelo menos 55 focos da doença foram identificados desde dezembro na Polônia, sendo pelo menos um deles nas proximidades da fronteira com a Alemanha, país de maior produção e principal fornecedor de carne suína no velho continente.

Um dos vetores do alastramento da doença é o javali, animal selvagem numeroso em toda a Europa. Em razão disso, o governo alemão está incentivando a caça e procedendo na instalação de cercas em pontos considerados críticos em suas fronteiras, na tentativa de conter o trânsito dos javalis.

A notícia de focos da PSA na Europa deixa o mercado internacional em alerta. Afinal, nos dois últimos meses do ano passado a doença dizimou a população de porcos em quase toda a Ásia e continua se espalhando pelo continente. (Abaixo, mapa da PSA no mundo)

De acordo com recente relatório do Rabobank – multinacional holandesa bancária e de serviços financeiros -, a gravidade na Europa não é tão grande como na China, por exemplo, mas mesmo assim preocupa, já que poderá haver novo e encarecedor impacto no mercado internacional da carne e derivados.

Segundo o relatório do Rabobank, “enquanto contemplamos o impacto na produção em 2020, é claro que muitos países estarão competindo pelos escassos fornecimentos de carne de porco comercializável.  Na Europa, a doença continua em movimento, auxiliada por negligência de atividades humanas, ameaçando a produção e potencialmente interrompendo o comércio global”, diz o texto.

Ainda segundo a instituição europeia, o gerenciamento da doença deve ser priorizada em 2020, já que impacta fortemente o mercado, forçando os preços para cima. “Os altos preços da carne suína na China e nas principais regiões exportadoras estão criando desafios significativos para clientes e consumidores. Todo o setor perde se os preços altos persistirem por muito tempo”, conclui.

 

 

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Agronegócio & Produção

Produção agrícola mecanizada em terras indígenas pode impulsionar o agro no Chapadão

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou na semana passada que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou comunidades indígenas a desenvolver agricultura mecanizada e monocultura em seus territórios.

Em Mato Grosso, a decisão abre novas perspectivas para as etnias Paresi, Nambiquara e Manoki, da região de Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra. A partir da autorização, as comunidades poderão cultivar soja e milho sem risco de multas ou embargos ambientais.

As lideranças indígenas comemoraram a medida. Entre elas está Arnaldo Zunizakae, presidente da Coopihanama, cooperativa que administra a produção agrícola das aldeias. Ele destacou que a decisão garante melhorias na qualidade de vida e contribui para a permanência dos povos em seus territórios.

Fávaro também ressaltou que, além da autorização do Ibama, os agricultores indígenas poderão acessar linhas de crédito do Plano Safra para financiar a produção.

Tangará da Serra

Em Tangará da Serra, as terras indígenas correspondem a 53% da área total do município, que possui aproximadamente 11,3 mil km². A maior é a Terra Indígena Pareci, onde estão localizadas as aldeias Katyalarekwa e Serra Dourada, a cerca de 125 quilômetros da área urbana. Já a Aldeia Formoso, integrante da Terra Indígena Rio Formoso, fica a 85 quilômetros do centro da cidade.

Parte das comunidades já produz grãos nessas áreas. O trabalho é acompanhado por programas de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que oferece cursos de operação e manutenção de máquinas agrícolas e de aplicação de herbicidas.

Em Campo Novo do Parecis, a 400 quilômetros de Cuiabá, a produção indígena já ocorre há 15 anos. Nas terras das etnias Manoki, Nambiquara e Paresi, mais de 17 mil hectares são destinados ao cultivo de grãos. Segundo as lideranças, 95% do tratamento da lavoura é feito sem agrotóxicos.

Potencial econômico

As reservas indígenas em Tangará da Serra somam cerca de 6 mil km², o equivalente a 600 mil hectares. Para efeito de comparação, o município conta atualmente com pouco mais de 176 mil hectares cultivados com soja e milho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Tangará da Serra em 2021 foi de R$ 5,58 bilhões. Desse total, 25% — ou R$ 1,395 bilhão — correspondeu ao valor adicionado pela agropecuária.

Se apenas 10% da área indígena fosse destinada ao plantio — respeitando a reserva legal mínima de 35% no Cerrado — seria possível ampliar em quase 30% a área agrícola do município. Nesse cenário, considerando as produtividades da soja e do milho (respectivamente 66 sc/ha e 126 sc/ha) e as cotações atuais desses produtos, a agropecuária poderia acrescentar, somente na comercialização da safra, quase R$ 500 milhões ao PIB local, elevando-o para praticamente R$ 6 bilhões.

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