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Economia & Mercado

Natal: Expectativa dos comerciantes varia entre 5% e 10% de incremento nas vendas

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Dinheiro do FGTS, 13º salário, maior confiança do consumidor, campanhas natalinas e sinais de recuperação na economia. Estes cinco fatores embasam o otimismo dos empresários do comércio de Tangará da Serra em relação às vendas do Natal deste ano de 2019.

Vestuário, calçados, eletroeletrônicos, games, perfumaria, joias e utilidades surgem no imaginário de quem quer presentear e/ou ser presenteado. E, em meio a sonhos e realidades, o horário especial adotado pelo comércio local – funcionamento até às 19h30 esta semana e até às 21hs na próxima – e o clima de Natal criado pela tradicional iluminação natalina se incorporam aos fatores financeiros e ao cenário de tímido otimismo que clareia um horizonte precedido por pelo menos quatro anos de crise econômica aguda no país.

Nestes últimos dias que antecedem o Natal, movimentação é notória no centro de Tangará da Serra.

Em Tangará da Serra, a expectativa de incremento nas vendas entre os comerciantes varia de 5% a 10%. “Ano passado não tivemos resultados satisfatórios, mas este ano esperamos um avanço entre 8% e 10% nas vendas”, diz o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tangará da Serra, Alessandro Rodrigues Chaves. Segundo ele, a expectativa entre os comerciantes locais é superar a média nacional. Alessandro cita, ainda, a campanha ‘Natal Premiado’, lançada em novembro e que sorteará prêmios como um veículo Jeep Renegade zero quilômetro entre os consumidores que comprarem nos estabelecimentos credenciados pela entidade. (Abaixo, áudio do presidente da CDL)

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A Associação Comercial Empresarial de Tangará da Serra (ACITS), por sua vez, realizou pesquisa entre seus associados e constatou uma projeção de incremento de até 5% nas vendas neste Natal em relação ao ano passado. “Tivemos variadas opiniões, mas no geral a gente mantém esta faixa de crescimento de 5%. É uma expectativa positiva, considerando que vivemos um ano tumultuado, com novo governo… Vamos ver como finaliza, mas acreditamos que será bem positivo”, afirma o presidente da ACITS, Junior Rocha. A entidade conta com sua tradicional ‘Campanha de Natal ACITS”, também com um carro Chevrolet Onix zero km como premiação principal. (Na sequência, áudio do presidente da ACITS)

No estado

Pelo estado de Mato Grosso, as expectativas de incremento nas vendas são semelhantes. Em Rondonópolis, a imprensa local registra entre os comerciantes expectativas entre 3% e 5% de aumento nas vendas em relação ao ano passado.

Na capital, a Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC) aposta na confiança entre os comerciantes desde a Black Friday. Para o presidente da ACC e Federação das Associações Comerciais de Mato Grosso (FACMAT), Jonas Alves, a estimativa boa é puxada pelo 13º e liberação dos saques do FGTS. “O cenário econômico está favorável para este fim de ano em todos os segmentos do comércio e a nossa expectativa é que permaneça no próximo ano”, diz.

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Segundo a Boa Vista Serviços, administradora do SCPC, 53% dos empresários entrevistados pela empresa demonstraram otimismo quanto à expectativa de crescimento do faturamento para este fim de ano. O número representa um crescimento de 7 pontos percentuais em comparação ao mesmo período de 2018, quando 46% tinham essa percepção. Outros 27% disseram que o faturamento seguirá igual neste último trimestre; enquanto 15% esperam uma diminuição; e 5% afirmaram não ter opinião.

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Suspensão imposta pela UE expõe combinação de falhas regulatórias do governo brasileiro

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A suspensão das importações de carne brasileira pela União Europeia expõe uma série de fragilidades na gestão regulatória do país. A análise dos fatos indica uma combinação de burocracia defasada, baixa integração de dados e lentidão na implementação de medidas corretivas, fatores que contribuíram para o desgaste da credibilidade sanitária brasileira perante o mercado europeu.

Segundo apurado pelo Enfoque Business, especialistas apontam que o problema não decorre apenas de exigências mais rígidas da União Europeia, mas também de limitações estruturais do sistema brasileiro de controle e rastreabilidade animal.

Enquanto concorrentes diretos avançaram na modernização de seus mecanismos de monitoramento, o Brasil demorou a consolidar sistemas capazes de comprovar, de forma rápida e transparente, o controle sobre o uso de antibióticos, antimicrobianos e outros insumos submetidos à fiscalização sanitária internacional. O resultado foi o aumento das restrições por parte das auditorias conduzidas pela DG SANTE, órgão responsável pela saúde e segurança alimentar da União Europeia.

Os três pilares da fragilidade regulatória

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A situação atual pode ser compreendida a partir de três gargalos principais:

  • Rastreabilidade fragmentada – Diferentemente de países como Uruguai e Argentina, que avançaram em sistemas centralizados e digitalizados de identificação individual do rebanho, o Brasil ainda apresenta significativa dependência de registros descentralizados e processos documentais heterogêneos entre os estados. Essa realidade dificulta auditorias rápidas e a comprovação imediata da conformidade sanitária exigida pelos importadores.
  • Morosidade na modernização – Alertas relacionados ao controle de antimicrobianos e resíduos químicos já haviam sido apontados em missões veterinárias anteriores da União Europeia. A ausência de ações preventivas mais abrangentes e de um cronograma robusto de adequação contribuiu para o agravamento das divergências técnicas entre as partes.
  • Déficit de fiscalização e estrutura operacional – Restrições orçamentárias, limitações de pessoal e desafios estruturais enfrentados por órgãos de fiscalização e laboratórios oficiais reduziram a capacidade de resposta do sistema público. Em um ambiente de crescente exigência internacional, a geração de laudos e evidências técnicas precisa atender padrões cada vez mais elevados de confiabilidade e rastreabilidade.
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Geopolítica, comércio e credibilidade

Sob a perspectiva dos negócios internacionais, a tese de que a União Europeia estaria utilizando exclusivamente argumentos sanitários como instrumento protecionista encontra obstáculos na própria dinâmica do mercado regional. Caso a motivação fosse estritamente comercial, outros fornecedores sul-americanos estariam sujeitos às mesmas restrições.

A manutenção de concorrentes da região no mercado europeu sugere que o foco das autoridades do bloco recai, sobretudo, sobre aspectos relacionados à consistência documental, à rastreabilidade e à capacidade institucional de comprovação sanitária.

Mais do que uma disputa comercial, o episódio representa um alerta para a necessidade de modernização dos sistemas de controle agropecuário brasileiros. Em mercados cada vez mais exigentes, competitividade não depende apenas de produtividade e escala, mas também da capacidade de demonstrar conformidade, transparência e confiança regulatória.

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