TANGARÁ DA SERRA
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Na região, três municípios crescem 12% desde 2022; seis registram queda populacional

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A estimativa populacional divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou diferentes índices de crescimento nos 142 municípios de Mato Grosso, considerando o período entre o Censo Demográfico de 2022 e o ano de 2025.

Na região polarizada por Tangará da Serra, sete municípios registraram aumento populacional, seis apresentaram redução e um se manteve estável.

Entre os que cresceram, destacam-se os municípios cuja economia é baseada na produção de grãos, como soja, milho e algodão. Campos de Júlio, Campo Novo do Parecis e Sapezal tiveram elevação superior a 12% no número de moradores. O avanço está diretamente relacionado ao dinamismo do agronegócio (veja quadro e gráfico).

Tabela: Enfoque Business

Para Tangará da Serra, cidade polo da região, o crescimento foi de 7,67% em relação ao Censo de 2022 — índice considerado intermediário diante dos municípios que superaram 10%.

Em contrapartida, outros municípios sofreram retração populacional. Em Alto Paraguai, a redução chegou a 6% no período analisado, fenômeno que pode estar ligado à saída de jovens em busca de oportunidades de estudo e trabalho em outras localidades.

Barra do Bugres, um dos quatro municípios mais populosos da região, permaneceu estável, sem variações significativas em sua população (ver quadro e gráfico).

Gráfico: Enfoque Business

Em todo o estado, o maior crescimento ocorreu em Querência, no nordeste de Mato Grosso, com avanço de 16% desde 2022. O resultado é atribuído à força do agronegócio, marcado pela produção de soja, milho e arroz em duas safras anuais.

Seguindo a mesma tendência, os municípios localizados no eixo da BR-163 — Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sinop — registraram expansão populacional superior a 14%, também impulsionados pelo agronegócio.

Cuiabá, a capital do estado, teve crescimento populacional de 6,29%, passando de 650.912 habitantes em 2022 para 691.875 moradores na estimativa de 2025 do IBGE.

(*) Informações completas estão disponíveis no site do IBGE: www.ibge.gov.br

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Meteorologia prevê nova frente fria em junho para derrubar temperaturas em Mato Grosso

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A segunda metade de junho promete trazer uma nova friagem para o Centro-Oeste, com destaque para Tangará da Serra e municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia, Arenápolis, Nortelândia e Reserva do Cabaçal. A Serra de Tapirapuã, conhecida por registrar algumas das menores temperaturas da região, deve sentir de forma mais intensa os efeitos da frente fria que se aproxima.

De acordo com previsões do Climatempo, Cptec/Inpe e Inmet, uma massa de ar polar avança pelo Sul do Brasil e se desloca em direção ao Centro-Oeste, canalizando-se pela Bolívia e Acre até alcançar o oeste de Mato Grosso. Esse movimento é característico das friagens amazônicas, que costumam derrubar rapidamente as temperaturas em áreas serranas.

Queda acentuada

As mínimas previstas para Tangará da Serra e Serra de Tapirapuã devem ficar entre 10 °C e 12 °C, com sensação térmica ainda menor durante as madrugadas. Nos municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia e Arenápolis, os termômetros devem marcar entre 12 °C e 14 °C, enquanto em Nortelândia e Reserva do Cabaçal as mínimas devem variar de 11 °C a 13 °C. As máximas, que normalmente ultrapassam os 30 °C nesta época do ano, devem cair para a faixa de 20 °C a 23 °C.

Chuva rápida na chegada

A frente fria deve chegar acompanhada de chuvas rápidas e isoladas, principalmente no início da incursão do ar polar. Após a passagem, o tempo tende a se estabilizar, com dias ensolarados e noites frias, típicas das friagens que marcam o inverno mato-grossense.

Pela meteorologia, nova frente fria deverá chegar em Tangará da Serra na segunda metade do mês.

Persistência do fenômeno

Segundo os meteorologistas, o resfriamento deve persistir por 3 a 5 dias, sendo mais intenso nas primeiras 48 horas. A partir do final da semana seguinte, as temperaturas voltam a subir gradualmente, devolvendo o calor característico da região.

Impactos locais

A friagem pode afetar culturas agrícolas sensíveis ao frio, exigindo atenção redobrada dos produtores. A população também deve se preparar para noites geladas, especialmente em áreas rurais e serranas. Municípios como Tangará da Serra e Reserva do Cabaçal, já acostumados a registrar temperaturas mais baixas, devem sentir os efeitos de forma mais intensa.

O fenômeno reforça a importância da Serra de Tapirapuã como um dos pontos mais frios do Centro-Oeste e confirma que o inverno de 2026 terá episódios marcantes de friagem em Mato Grosso.

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