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Na mira de armas, vítimas de assalto a residência transferiram R$ 100 mil a assaltantes

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O roubo a residência ocorrido nesta quarta-feira de Cinzas (18.02) no Jardim Universitário, em Tangará da Serra, foi um episódio traumático a uma família. O pior impacto é o trauma causado pela forma violenta e ameaçadora da abordagem realizada pelos bandidos, mas o prejuízo também fará parte da cicatriz psicológica deixada pelo assalto.

A ação criminosa começou na madrugada. Os bandidos pressionaram as vítimas sob a mira de revólveres e as obrigaram, sob forte ameaça, a realizar transferências bancárias que somaram R$ 100 mil. Também foram subtraídos diversos pertences pessoais, como uma pulseira, uma corrente e duas alianças de ouro.

Armas, drogas e um drone foram apreendidos pela PM. Vários pertences roubados das vítimas foram recuperados.

Segundo relato das vítimas, por volta das 5h, o condutor de um veículo do tipo sedã chegou à residência para recolher os objetos roubados. Os criminosos permaneceram no imóvel até aproximadamente 7h30, quando deixaram o local.

Ação policial e prisões

Policiais militares do 7º Comando Regional foram acionados durante o desdobramento da Operação Tolerância Zero. Com apoio de imagens de câmeras de segurança da região, as equipes intensificaram o policiamento e conseguiram localizar e identificar os suspeitos em endereços distintos da cidade, incluindo uma oficina mecânica.

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Durante as diligências, foram apreendidos dois revólveres, oito munições de calibres diversos, dois veículos, uma motocicleta, 48 porções de entorpecentes — entre cocaína, pasta base e maconha —, nove aparelhos celulares e outros objetos pertencentes às vítimas.

Os suspeitos, que possuem antecedentes por crimes como tortura e tráfico de drogas, foram encaminhados à delegacia, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo, sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

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Preso pela PJC, suspeito de matar estudante universitária agiu por vingança

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O suspeito de assassinar a estudante universitária Valéria Correia Araújo, de 28 anos, foi identificado e preso pela Polícia Judiciária Civil na tarde desta sexta-feira, em Tangará da Serra. O homem, de 20 anos, foi localizado no Residencial Dona Júlia durante ação conjunta das delegacias Regional, Especializada de Defesa da Mulher, de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e de Roubos e Furtos (DERF), coordenada pelo delegado Gustavo Espíndula de Souza.

Valéria tinha 28 anos e estudava Direito.

Em entrevista coletiva, o delegado informou que o suspeito confessou o crime e afirmou ter agido por vingança após um desentendimento ocorrido dias antes. Segundo a investigação, ele e Valéria haviam se relacionado algumas vezes e, no último encontro, houve uma discussão, ocasião em que a jovem o expulsou da residência.

Conforme o relato do investigado, ele decidiu retornar ao imóvel na manhã da última quarta-feira (06), quando invadiu a quitinete da vítima e a matou com cerca de 30 golpes de faca, a maioria na região do pescoço.

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O autor do crime responderá por feminicídio, roubo e estupro. Ele tem antecedentes por roubo e chegou a ser detido para internação quando adolescente.

Autor do crime responderá por feminicídio, roubo e estupro.

Valéria foi encontrada morta por um amigo da família, acionado após parentes — residentes em Minas Gerais — perderem contato com a jovem. A universitária estava com braços e pernas amarrados, o rosto coberto e apresentava sinais de violência sexual, conforme apurado pela investigação.

A vítima cursava Direito e deixa uma filha de 10 anos, que vive com o pai em Minas Gerais. Uma irmã de Valéria esteve em Tangará da Serra para realizar os procedimentos de reconhecimento e providenciar o translado do corpo para o estado de origem da família.

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