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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Conectividade no campo, visita de Iowa e entrevistas são destaques

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A união entre uma multinacional e uma constelação de satélites para a conectividade no campo, visita de americanos às lavouras brasileiras, notícias comentadas e entrevistas são os destaques do Momento Agrícola deste sábado (20.01).

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro – entre elas a Enfoque Rádio Web – e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Conectividade no campo

O assunto de abertura do Momento Agrícola deste sábado é sobre conectividade e tecnologia de precisão no campo.

A John Deere anunciou essa semana que firmou um acordo com a SpaceX para fornecer serviços de conectividade via satélite (SATCOM) aos agricultores. Através da rede Starlink, a solução proporcionará aos agricultores o enfrentamento de desafios de conectividade rural, aproveitando de forma integral as tecnologias agrícolas de precisão.

A multinacional acredita que parceria resultará em mais produtividade dos seus clientes, que serão mais rentáveis e sustentáveis em suas operações

A multinacional acredita que parceria resultará em mais produtividade dos seus clientes, que serão mais rentáveis e sustentáveis em suas operações, à medida que continuam fornecendo alimentos, combustível e fibras às suas comunidades e a uma população global em crescimento.

Leia mais:  Entre o clima atípico e a soberania dos insumos: os desafios do agro em Mato Grosso

A tecnologia será lançada simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos no segundo semestre desse ano.

Visita americana

Produtores rurais do estado americano de Iowa estiveram em visita, essa semana, no Brasil. Os visitantes – da diretoria da Associação de Soja daquele estado dos EUA (foto acima) – visitaram o Maranhão com o objetivo de agregar conhecimento às suas atividades. Ricardo Arioli os acompanhou, a convite dos próprios americanos. Arioli fala a respeito da visita, ainda no primeiro bloco.

Entrevistas

Entre outras notícias comentadas, o Momento Agrícola traz os blocos com entrevistas. No segundo bloco, o assunto girou em torno da Suzano, a gigante brasileira do papel e celulose, que criou a Suzano Ventures, um braço para investir em Inovação. O gerente da Suzano Ventures, Álvaro Gomez, conta os propósitos da empresa em diálogo com Ricardo Arioli.

No terceiro bloco, o produtor Paulo Kreling, presidente da FAPCEN, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte, que fica em Balsas, no Maranhão, conta como a produção sustentável é fundamental para a sobrevivência na região do MATOPIBA.

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Concluindo a edição deste sábado, os presidentes das Aprosojas do Maranhão e do Pará, José Carlos de Paula e Vanderlei Athaydes, apresentam um panorama sobre a produção de soja em seus estados, analisam os impactos da Lei Europeia do Desmatamento Zero e avaliam a quebra de safra de soja na região. Eles falam, também, sobre a visita dos americanos da Associação de Soja de Iowa.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique no podcast abaixo ou acesse a Enfoque Rádio Web, na parte superior da página deste site. O programa vai ao ar aos sábados, a partir das 07h00, com reprise aos domingos, no mesmo horário.

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Agronegócio & Produção

Entre o clima atípico e a soberania dos insumos: os desafios do agro em Mato Grosso

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O agronegócio mato-grossense encerra o mês de junho sob o impacto de dois temas que, embora distintos, convergem para a mesma preocupação: a segurança e a previsibilidade da produção. De um lado, chuvas atípicas em pleno mês de junho ameaçam a qualidade da colheita do algodão; do outro, o anúncio de estudos da Petrobras para dobrar a produção nacional de fertilizantes reacende o debate sobre a histórica dependência externa brasileira de insumos estratégicos.

Os temas são abordados na coluna “Circuito Rural”, do jornalista mato-grossense especializado em agronegócio Olmir Cividini, de Tangará da Serra.  

Chuvas em junho: o alerta na colheita do algodão

Mato Grosso, que cultivou cerca de 1,4 milhão de hectares de algodão nesta safra, foi surpreendido por episódios climáticos fora do padrão para esta época do ano. Antes dessas chuvas, a expectativa de produtividade média era de 304 arrobas por hectare, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). No entanto, acumulados superiores a 20 milímetros em diversas regiões produtoras colocam em risco a qualidade da fibra e dificultam a entrada de maquinário em campo.

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A colheita do algodão é uma fase extremamente sensível à umidade. O excesso de chuva não apenas atrasa o cronograma, mas pode provocar o escurecimento da fibra e a proliferação de doenças, impactando diretamente o valor de mercado do produto. Levantamentos técnicos ainda estão sendo realizados para mensurar o tamanho real do prejuízo, mas o alerta já está ligado para o produtor, que vê no clima um fator que foge completamente ao seu controle.

Fertilizantes: dependência que preocupa

Enquanto o campo lida com o clima, em Brasília e no Rio de Janeiro, a pauta é a soberania nacional. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou recentemente que solicitou estudos para dobrar a capacidade nacional de produção de fertilizantes. Atualmente, o Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes utilizados em sua agricultura, uma vulnerabilidade estratégica que ficou evidente com as recentes crises globais.

A análise histórica é reveladora: nas últimas cinco décadas, a produção brasileira de soja saltou de 9 milhões para 180 milhões de toneladas — um crescimento de quase 2.000%. Se o país sabia que sua agricultura crescia nesse ritmo, por que optou por importar a maior parte dos insumos em vez de ampliar sua própria capacidade produtiva? A resposta passa por investimentos elevados, necessidade de gás natural a preços competitivos e infraestrutura logística. Por muito tempo, foi economicamente mais vantajoso importar do que fabricar internamente.

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Soberania vs. custo imediato

O problema é que a lógica econômica nem sempre coincide com a lógica estratégica. O Brasil já alcançou a autossuficiência na produção de petróleo bruto em 2006, mas ainda importa combustíveis porque a capacidade de refino não acompanhou a demanda. Com os fertilizantes, o desafio é semelhante. Até que ponto determinadas cadeias produtivas devem ser analisadas apenas pela ótica do custo imediato? Em casos de insumos estratégicos, a segurança de abastecimento e a soberania nacional podem justificar investimentos que, à primeira vista, não parecem os mais rentáveis, mas que garantem a sustentabilidade da maior potência agrícola do planeta.

Olmir Cividini é jornalista e colunista do Enfoque Business em Tangará da Serra.

(*) Ouça o Circuito Rural na íntegra no áudio abaixo:

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