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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Cenário da soja, fraudes em adubos e posse na Comissão de Grãos da CNA são destaques

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O Momento Agrícola deste final de semana traz informações importantes sobre os cenários da soja em Mato Grosso, no Brasil e no mundo, e também sobre situações vivenciadas pelo setor produtivo, como as fraudes em adubos, que cada vez mais causam prejuízos significativos ao produtor rural.

Momento Agrícola é produzido e apresentado por Ricardo Arioli.

Veiculado pela rede de rádios do Agro, o Momento Agrícola é produzido e apresentado pelo engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, que semana passada foi empossado como presidente da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ele fala sobre a posse no programa deste final de semana.

Sobre a soja, Arioli destaca os preços aquecidos da oleaginosa no Brasil, mesmo com a queda dos preços na Bolsa de Chicago. O fator da alta dos preços é o dólar, que nesta sexta-feira (06/03) atingiu R$ 4,63.

Ainda sobra a soja, o Momento Agrícola destaca o aumento das ‘retenciones’ argentinas de 30% par 33% e a quebra na safra no Rio Grande do Sul, que pode chegar a 30% da produção.

Outros

Nos outros blocos do Momento Agrícola, Ricardo Arioli conversa com uma produtora rural de Sorriso que amargou prejuízos de R$ 2 milhões ao receber adubo adulterado após aquisição numa indústria instalada em Rondonópolis. O caso já rende demanda judicial.

Outros temas abordados por Ricardo Arioli no Momento Agrícola versam sobre a CropLife – a Associação das empresas de Químicos e Biológicos – e a nova postura da CNA, que mostra nova disposição na defesa dos interesses dos produtores rurais brasileiros.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo.

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Agronegócio & Produção

Produção agrícola mecanizada em terras indígenas pode impulsionar o agro no Chapadão

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou na semana passada que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou comunidades indígenas a desenvolver agricultura mecanizada e monocultura em seus territórios.

Em Mato Grosso, a decisão abre novas perspectivas para as etnias Paresi, Nambiquara e Manoki, da região de Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra. A partir da autorização, as comunidades poderão cultivar soja e milho sem risco de multas ou embargos ambientais.

As lideranças indígenas comemoraram a medida. Entre elas está Arnaldo Zunizakae, presidente da Coopihanama, cooperativa que administra a produção agrícola das aldeias. Ele destacou que a decisão garante melhorias na qualidade de vida e contribui para a permanência dos povos em seus territórios.

Fávaro também ressaltou que, além da autorização do Ibama, os agricultores indígenas poderão acessar linhas de crédito do Plano Safra para financiar a produção.

Tangará da Serra

Em Tangará da Serra, as terras indígenas correspondem a 53% da área total do município, que possui aproximadamente 11,3 mil km². A maior é a Terra Indígena Pareci, onde estão localizadas as aldeias Katyalarekwa e Serra Dourada, a cerca de 125 quilômetros da área urbana. Já a Aldeia Formoso, integrante da Terra Indígena Rio Formoso, fica a 85 quilômetros do centro da cidade.

Parte das comunidades já produz grãos nessas áreas. O trabalho é acompanhado por programas de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que oferece cursos de operação e manutenção de máquinas agrícolas e de aplicação de herbicidas.

Em Campo Novo do Parecis, a 400 quilômetros de Cuiabá, a produção indígena já ocorre há 15 anos. Nas terras das etnias Manoki, Nambiquara e Paresi, mais de 17 mil hectares são destinados ao cultivo de grãos. Segundo as lideranças, 95% do tratamento da lavoura é feito sem agrotóxicos.

Potencial econômico

As reservas indígenas em Tangará da Serra somam cerca de 6 mil km², o equivalente a 600 mil hectares. Para efeito de comparação, o município conta atualmente com pouco mais de 176 mil hectares cultivados com soja e milho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Tangará da Serra em 2021 foi de R$ 5,58 bilhões. Desse total, 25% — ou R$ 1,395 bilhão — correspondeu ao valor adicionado pela agropecuária.

Se apenas 10% da área indígena fosse destinada ao plantio — respeitando a reserva legal mínima de 35% no Cerrado — seria possível ampliar em quase 30% a área agrícola do município. Nesse cenário, considerando as produtividades da soja e do milho (respectivamente 66 sc/ha e 126 sc/ha) e as cotações atuais desses produtos, a agropecuária poderia acrescentar, somente na comercialização da safra, quase R$ 500 milhões ao PIB local, elevando-o para praticamente R$ 6 bilhões.

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