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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Auxílio aos pequenos, influência do dólar, carne, algodão e etanol de milho são os destaques

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O Momento Agrícola desta semana traz um conteúdo recheado de informações relevantes para o ambiente do Agro. O programa produzido e apresentado pelo engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli é veiculado pela rede de rádios do Agro e repercutido aos finais de semana pelo Enfoque Business.

O Senado Federal aprovou na última quarta-feira (05.08) o projeto de Lei 735/2020, que estabelece medidas para ajudar agricultores familiares durante o estado de calamidade pública relacionado ao coronavírus. Estão previstas medidas como benefício especial, recursos para fomento da atividade e prorrogação de condições para o pagamento de dívidas. A matéria já está no Planalto para sansão presidencial.

Agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli produz e apresenta o Momento Agrícola.

Arioli também comentou a tragédia em Beirute, com a explosão de 7 mil toneladas de nitrato de amônia que estavam estocados de forma irregular no porto da cidade árabe. O apresentador do Momento Agrícola citou acidentes envolvendo nitrato de amônia no Brasil (porto de São Francisco – SC, em 2013) e em outros países, como na China, em 2015. Ou seja, a explosão no Líbano – que destruiu metade da capital, Beirute, e deixou mais de 100 mortos e 4 mil feridos – deve ser encarado como uma trágica lição.

Dólar

A influência do dólar nas finanças do Agro difere entre os países. Enquanto no Brasil a desvalorização do real frente à moeda americana gera efeitos financeiros positivos para os produtores brasileiros, no Paraguai o câmbio penaliza. “Acontece que a venda dos produtos no Paraguai é feita em dólares. Com o dólar mais alto, os preços internos ficaram mais caros e acabaram derrubando os preços das commodities”, explica Ricardo Arioli.

Mesmo assim, a área de soja no Paraguai deverá aumentar cerca de 2,8% nesta próxima safra (2020/2021), podendo chegar a 3,5 milhões de hectares plantados, igual à área plantada em Goiás, o quarto estado brasileiro em área de soja.

Carnes

Outro destaque do Momento Agrícola desta semana está relacionado à carne de laboratório. O produto, que tinha previsão de chagada ao mercado em 2021, poderá demorar mais tempo para chegar aos consumidores. O problema é o alto custo de produção de um único quilo de carne produzida a partir de células-tronco de músculos de vacas. Arioli discorre com muita propriedade sobre esse tema no programa (ouça no link abaixo).

Ainda sobre a carne, Ricardo Arioli destaca a recuperação dos preços da arroba da carne bovina e a melhora nos preços das carnes de aves e suínos. Para se ter uma ideia, os preços da arroba do boi gordo estão subindo a ponto de voltar ao patamar dos R$ 200. “As cotações estão firmes e também está em alta o mercado de animais para reposição, o que de certa forma neutraliza os ganhos da arroba por conta da relações de trocas”, observa o apresentador, que cita análise setorial que aponta para alta também dos preços da carne no atacado e também para os produtores.

Outros

O 13º Congresso Brasileiro do Algodão, programado para acontecer na Bahia de 17 a 19 de agosto de 2021 e que já conta com 70% dos espaços reservados, é outro destaque do Momento Agrícola desta semana.

O crescimento de 56% da produção do etanol de milho para a safra 2020/2021, a composição dos preços deste combustível e suas vantagens ambientais em relação à gasolina também perfazem um bom assunto abordado por Ricardo Arioli no Momento Agrícola.

E mais: As inovações da Embrapa Soja, o patrimônio rural em afetação como garantia e o ‘Pinga Fogo’ com Eduardo Lima Porto também estão entre os destaques desta edição do programa.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo.

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Agronegócio & Produção

Renegociação de dívidas e avanço ferroviário marcam momento decisivo para o agro

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O agronegócio mato-grossense atravessa um período marcado por desafios financeiros e avanços estruturais. Os dois temas foram abordados pelo jornalista Olmir Cividini na coluna Circuito Rural desta sexta-feira (19.06), que analisa o debate sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais e os impactos da inauguração do primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo.

No campo político, a expectativa do setor está voltada para as discussões sobre mecanismos de renegociação de dívidas rurais. Conforme observa Cividini, o tema voltou ao centro das atenções em Brasília, mas ainda cercado por incertezas. Para muitos produtores, a preocupação é que as decisões acabem sendo influenciadas mais pelo ambiente político do que pelas necessidades reais do setor produtivo.

O cenário é acompanhado com cautela pelo agro, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por produtores nos últimos anos em razão de oscilações climáticas, custos elevados de produção e desafios de mercado. A expectativa é de que eventuais medidas ofereçam condições para a recuperação financeira e a continuidade dos investimentos no campo.

Enquanto o debate sobre crédito rural segue em aberto, Mato Grosso comemora um avanço concreto na área logística. Neste sábado será inaugurado, em Dom Aquino, o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual, considerado um marco para o transporte de cargas e para a competitividade do agronegócio estadual.

O novo terminal multimodal, instalado às margens da BR-070, terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura integra a primeira etapa da ferrovia, ligando Rondonópolis a Dom Aquino por meio de aproximadamente 162 quilômetros de trilhos.

A obra é considerada estratégica para ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola, reduzir a dependência do transporte rodoviário e fortalecer o corredor de exportação de Mato Grosso. Além disso, o terminal deverá gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Segundo a avaliação apresentada na coluna, a nova ferrovia não elimina todos os gargalos logísticos do Estado, mas representa um avanço significativo em uma área considerada fundamental para sustentar o crescimento da produção agrícola. A expectativa é que, com a expansão dos trilhos até Lucas do Rio Verde nos próximos anos, Mato Grosso consolide uma das mais robustas estruturas logísticas do agronegócio brasileiro.

Entre os desafios da renegociação das dívidas e os investimentos em infraestrutura, o setor produtivo segue apostando em medidas que garantam maior competitividade, eficiência e sustentabilidade para o futuro do agro mato-grossense.

(Fonte: Coluna Circuito Rural, de Olmir Cividini.)

Ouça o Circuito Rural na íntegra:

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