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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: As notícias que movimentaram o Agro e entrevistas são os destaques

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O Momento Agrícola traz na edição deste sábado (27), a última deste mês de janeiro, uma série de acontecimentos que movimentaram o Agro na última semana, além das tradicionais entrevistas.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o Momento Agrícola é um programa veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro – entre elas a Enfoque Rádio Web – e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Notícias comentadas

Sob auditoria interna, a trading norte-americana ADM perde valor de suas ações na bolsa. Enquanto isso, os americanos investem em carteira de ações.

O Momento Agrícola também traz uma comparação entre as universidades brasileiras e dos Estados Unidos. Muitas universidades são gratuitas aqui, enquanto nos Estados Unidos elas são pagas. “Quem tem a melhor qualidade de ensino?”, questiona Ricardo Arioli, que faz uma reflexão a respeito.

Com os prejuízos causados pela crise climática e as quedas nos preços das commodities, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prepara um documento com pedidos para o governo aliviar a situação dos produtores atingidos pela seca.

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Outro destaque do Momento Agrícola, já no segundo bloco, são os portos do Arco Norte, que mantêm liderança nas exportações de soja e de milho. No mesmo bloco, Arioli comenta sobre a visita de 38 produtores americanos e canadenses ao Chapadão dos Parecis, região de Sapezal.

Entrevistas

No terceiro e quarto blocos, os destaques ficam por conta das entrevistas. Duas produtoras rurais – Ediana e Lara – contam as iniciativas das mulheres do Agro de Balsas, no Maranhão, para uma melhor comunicação com as comunidades urbanas.

Por fim, uma crise no Velho Continente. Os produtores europeus estão revoltados com as medidas ambientais aprovadas pelos governos da União Europeia. Sobre esse tema, o adido agrícola na Alemanha, Eduardo Sampaio, fala sobre as razões do descontentamento.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique no podcast abaixo ou acesse a Enfoque Rádio Web, na parte superior da página deste site. O programa vai ao ar aos sábados, a partir das 07h00, com reprise aos domingos, no mesmo horário.

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Agronegócio & Produção

Entre o clima atípico e a soberania dos insumos: os desafios do agro em Mato Grosso

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O agronegócio mato-grossense encerra o mês de junho sob o impacto de dois temas que, embora distintos, convergem para a mesma preocupação: a segurança e a previsibilidade da produção. De um lado, chuvas atípicas em pleno mês de junho ameaçam a qualidade da colheita do algodão; do outro, o anúncio de estudos da Petrobras para dobrar a produção nacional de fertilizantes reacende o debate sobre a histórica dependência externa brasileira de insumos estratégicos.

Os temas são abordados na coluna “Circuito Rural”, do jornalista mato-grossense especializado em agronegócio Olmir Cividini, de Tangará da Serra.  

Chuvas em junho: o alerta na colheita do algodão

Mato Grosso, que cultivou cerca de 1,4 milhão de hectares de algodão nesta safra, foi surpreendido por episódios climáticos fora do padrão para esta época do ano. Antes dessas chuvas, a expectativa de produtividade média era de 304 arrobas por hectare, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). No entanto, acumulados superiores a 20 milímetros em diversas regiões produtoras colocam em risco a qualidade da fibra e dificultam a entrada de maquinário em campo.

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A colheita do algodão é uma fase extremamente sensível à umidade. O excesso de chuva não apenas atrasa o cronograma, mas pode provocar o escurecimento da fibra e a proliferação de doenças, impactando diretamente o valor de mercado do produto. Levantamentos técnicos ainda estão sendo realizados para mensurar o tamanho real do prejuízo, mas o alerta já está ligado para o produtor, que vê no clima um fator que foge completamente ao seu controle.

Fertilizantes: dependência que preocupa

Enquanto o campo lida com o clima, em Brasília e no Rio de Janeiro, a pauta é a soberania nacional. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou recentemente que solicitou estudos para dobrar a capacidade nacional de produção de fertilizantes. Atualmente, o Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes utilizados em sua agricultura, uma vulnerabilidade estratégica que ficou evidente com as recentes crises globais.

A análise histórica é reveladora: nas últimas cinco décadas, a produção brasileira de soja saltou de 9 milhões para 180 milhões de toneladas — um crescimento de quase 2.000%. Se o país sabia que sua agricultura crescia nesse ritmo, por que optou por importar a maior parte dos insumos em vez de ampliar sua própria capacidade produtiva? A resposta passa por investimentos elevados, necessidade de gás natural a preços competitivos e infraestrutura logística. Por muito tempo, foi economicamente mais vantajoso importar do que fabricar internamente.

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Soberania vs. custo imediato

O problema é que a lógica econômica nem sempre coincide com a lógica estratégica. O Brasil já alcançou a autossuficiência na produção de petróleo bruto em 2006, mas ainda importa combustíveis porque a capacidade de refino não acompanhou a demanda. Com os fertilizantes, o desafio é semelhante. Até que ponto determinadas cadeias produtivas devem ser analisadas apenas pela ótica do custo imediato? Em casos de insumos estratégicos, a segurança de abastecimento e a soberania nacional podem justificar investimentos que, à primeira vista, não parecem os mais rentáveis, mas que garantem a sustentabilidade da maior potência agrícola do planeta.

Olmir Cividini é jornalista e colunista do Enfoque Business em Tangará da Serra.

(*) Ouça o Circuito Rural na íntegra no áudio abaixo:

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