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Infraestrutura & Logística

Mato Grosso: DNIT entrega obra do Contorno de Juscimeira, na BR-163/364/MT

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) concluiu a construção de contorno rodoviário na BR-163/364/MT, no município de Juscimeira, região Centro-sul de Mato Grosso. A Autarquia liberou o trânsito de veículos em um trecho de 7 quilômetros de extensão e retira, assim, o fluxo de veículos pesados de dentro do perímetro urbano da cidade.

O Governo Federal investiu R$ 23 milhões na construção do contorno, de pista dupla, e na execução de duas pontes – de 60 metros cada – localizadas sobre o rio Areias, ao longo do traçado do empreendimento.

A obra terá um grande impacto social e econômico no Estado, uma vez que a BR-163/364/MT é a principal rota utilizada para o escoamento da produção do agronegócio mato-grossense.

Por dia, trafegam pela região aproximadamente 15 mil veículos de carga, principalmente nesta época do ano, quando se escoa a safra, conforme dados da concessionária da rodovia. O setor produtivo estima que seja transportado pela BR-163/364/MT quase 10 milhões de toneladas ano de soja e milho.

A nova rota vai melhorar o fluxo de caminhões que escoam a produção de Mato Grosso até os portos de Santos (SP), de onde as cargas são embarcadas para o mercado internacional.

O contorno de Juscimeira faz parte do lote 1 da obra de duplicação da BR-163/364/MT. Neste trecho já foram concluídos 46 quilômetros de restauração e de pista dupla. Dividida em três lotes, os serviços ocorrem em 174 quilômetros da rodovia federal.

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Outras ações – E as obras no Estado do Mato Grosso não param. O DNIT trabalha na construção do Contorno de São Pedro da Cipa, com quatro quilômetros de extensão. A Autarquia executa serviços de terraplanagem e imprimação e deve concluir o empreendimento em dezembro deste ano.

A Autarquia também avança na construção das pontes de concreto sobre o rio São Lourenço, localizadas no trecho dos contornos rodoviários da BR-163/364/MT. As pontes sobre o rio Areias e sobre o córrego Tugore foram concluídas.

Distrito de Cuiabá – Neste semestre o DNIT retomou as obras e a duplicação da BR-163/364/MT, na região do Distrito Industrial de Cuiabá. Serão investidos mais de R$ 50 milhões no empreendimento que, assim que finalizado, vai melhorar o trânsito na entrada da capital. O trecho será duplicado, terá iluminação pública nova e contará com quatro viadutos, que irão desafogar o fluxo de veículos.

O tráfego dos bairros residenciais localizados no entorno do Distrito Industrial será separado do fluxo da rodovia federal, resultando em mais segurança no trânsito e redução no tempo de viagem dos usuários.

O trecho do Distrito Industrial faz parte do chamado lote 3 da BR-163/364/MT, de 42 quilômetros de extensão, e que se inicia no segmento em concreto da Serra de São Vicente até o viaduto existente no entroncamento com a Rodovia dos Imigrantes (BR-070/MT). A previsão é de que as obras sejam concluídas neste trecho no fim de 2020.

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Contorno rodoviário – No lote 2, o DNIT já concluiu a execução do contorno do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), na região da Serra de São Vicente, além da restauração e a duplicação de 60 quilômetros para o tráfego da BR-163/364/MT na região Sul do Estado.

Atualmente, a Autarquia trabalha para solucionar questões referentes à desapropriação ao longo do trecho onde será implantado o contorno de Jaciara, de aproximadamente 10 quilômetros.

O contorno irá desafogar o trânsito na travessia urbana de Jaciara, retirando os veículos de pesados do trecho urbano e passando para o contorno, melhorando assim o tempo de viagem.

Ainda na BR-163/364/MT já foi entregue o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no km 388, na saída de Cuiabá em direção a Rondonópolis. No local, uma edificação foi construída e também levantada uma nova estrutura de cobertura das pistas.

A conclusão da duplicação total da BR-163/364/MT será em 2021, com a realização do contorno de Jaciara.

(Fonte: Coordenação-Geral de Comunicação Social – DNIT)

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Ex-ministro Cabrera defende ferrovias para reduzir custos e emissões no agronegócio

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Em participação na BandNews, ex-ministro critica dependência brasileira dos caminhões, compara custos e aponta Ferrogrão e Ferroeste como projetos estratégicos para a competitividade e a sustentabilidade do campo

O Brasil precisa transferir parte significativa das cargas de longa distância das rodovias para as ferrovias para reduzir custos logísticos, recuperar competitividade no agronegócio e diminuir as emissões de gases de efeito estufa. A avaliação é do ex-ministro da Agricultura e colunista da BandNews Antônio Cabrera, em entrevista concedida durante visita, em agosto, ao terminal ferroviário da Ferroeste, em Cascavel, no Paraná.

Antônio Cabrera esteve em Tangará da Serra no ano passado, durante a Exposerra, como um dos palestrantes da 5ª Semana da Inovação de Mato Grosso. Na ocasião, ministrou a palestra “Visão Global do Agronegócio”.

(Veja link/matéria relacionada ao final do texto)

Durante a visita ao terminal, Cabrera mostrou o funcionamento do transbordo de cargas. A soja chega de caminhão, é transferida para os vagões e segue de trem até o Porto de Paranaguá. Segundo ele, o terminal movimenta cerca de 1,2 mil caminhões por dia, com cargas que podem percorrer até 600 quilômetros antes de chegar à estrutura ferroviária.

A dimensão do percurso ajuda a explicar, na avaliação do ex-ministro, o impacto da logística sobre o custo final da produção. Para transportar uma tonelada por mil quilômetros, o custo médio seria de aproximadamente R$ 150 pelo modal rodoviário, contra R$ 80 pela ferrovia.

A diferença, segundo Cabrera, compromete a competitividade do produtor brasileiro não necessariamente dentro da porteira, mas no deslocamento da produção, dos alimentos e dos insumos.

“O problema do Brasil é utilizar o caminhão em longas distâncias, onde deveríamos estar usando o trilho”, afirmou Cabrera durante a entrevista.

Dependência brasileira é maior que a dos concorrentes

Cabrera também comparou a infraestrutura ferroviária brasileira com a de outros grandes produtores agrícolas. Segundo os números apresentados por ele, o Brasil possui aproximadamente 30 mil quilômetros de ferrovias, dos quais entre 10 mil e 12 mil estariam efetivamente em operação. O restante, conforme explicou, estaria inativo por falta de manutenção ou de cargas.

Cabrera: “O Brasil tem um dos maiores projetos de descarbonização da economia”

Na comparação apresentada pelo ex-ministro, os Estados Unidos possuem cerca de 250 mil quilômetros de ferrovias; a China, 160 mil quilômetros; a Rússia, 90 mil quilômetros; e a Índia, 70 mil quilômetros.

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A diferença também aparece na logística da soja. Segundo Cabrera, aproximadamente 55% da soja brasileira que chega aos portos é transportada por caminhões. Nos Estados Unidos, esse percentual seria de apenas 14%, com maior participação das ferrovias e hidrovias.

O caminhão, entretanto, continua tendo papel importante no sistema logístico, especialmente pela flexibilidade e pela capacidade de chegar diretamente às propriedades e regiões sem acesso ferroviário. O problema, na avaliação de Cabrera, está na utilização do modal rodoviário em longas distâncias, o que eleva os custos e torna o sistema mais suscetível a congestionamentos, paralisações e outros gargalos.

Ferrogrão pode aliviar a BR-163

Na entrevista, Cabrera citou a expansão da Ferroeste em direção a Maracaju como uma alternativa para retirar caminhões das rodovias e ampliar o transporte ferroviário até Paranaguá. Também defendeu a implantação da Ferrogrão, projeto de aproximadamente 933 quilômetros destinado ao escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte.

O ex-ministro criticou o tempo de discussão em torno da Ferrogrão, que, segundo ele, se estende há cerca de 12 anos, além das disputas judiciais relacionadas a questões ambientais envolvendo o Parque Nacional do Jamanxim.

De acordo com os dados apresentados por Cabrera, o trecho da ferrovia passaria pela margem da unidade de conservação e ocuparia cerca de 0,05% de uma área superior a 850 mil hectares.

Modal ferroviário é mais econômico e menos poluente que o rodoviário.

Para o ex-ministro, a demora na implantação do projeto contrasta com o ritmo de expansão ferroviária de outros países. Como exemplo, citou a China, que, segundo ele, teria construído cerca de 60 mil quilômetros de ferrovias no mesmo período de 12 anos.

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A expectativa defendida por Cabrera é que a Ferrogrão possa reduzir entre 20% e 30% o tráfego de caminhões na BR-163. O impacto seria especialmente relevante para Mato Grosso, cuja produção de grãos percorre grandes distâncias até os corredores de exportação.

Além da redução dos custos logísticos, a transferência de parte das cargas para os trilhos poderia diminuir o fluxo de caminhões, o desgaste das rodovias e a pressão sobre o sistema de transporte durante o período de safra.

Infraestrutura também é agenda ambiental

A defesa das ferrovias feita por Cabrera não se limita à questão econômica. O ex-ministro relaciona a mudança da matriz de transporte também à redução das emissões de gases de efeito estufa.

Conforme os números apresentados na entrevista, o transporte rodoviário emitiria cerca de 85% mais dióxidos de carbono do que o ferroviário, além de apresentar custo quase duas vezes maior em determinadas rotas.

Na avaliação de Cabrera, as metas de redução das emissões de carbono precisam estar acompanhadas de investimentos em infraestrutura capazes de produzir resultados concretos. Nesse contexto, a ampliação da Ferroeste e a implantação da Ferrogrão foram apresentadas por ele como projetos que podem contribuir simultaneamente para a eficiência logística e a descarbonização do transporte de cargas.

A mensagem central da entrevista é que a modernização da logística brasileira precisa ser tratada também como uma agenda econômica e ambiental. Para Cabrera, colocar mais cargas sobre os trilhos significa reduzir custos, preservar a competitividade do produtor, aliviar a pressão sobre as rodovias e tornar mais eficiente e sustentável o escoamento da produção brasileira.

(*) Veja matéria relacionada:

Antônio Cabrera, na Exposerra: “O agronegócio precisa saber contar a sua história”

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