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Gás aumenta para as distribuidoras em 5% e poderá chegar na casa dos R$ 100 em Tangará da Serra

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O gás de cozinha residencial (GLP) aumentará 5% nas distribuidoras e o GLP industrial e comercial 3%, a partir da meia-noite desta terça-feira (22). O anúncio foi feito pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) em nota à imprensa e confirmado pela Petrobras.

Com o aumento, o preço do gás de cozinha residencial poderá chegar na casa dos R$ 100 em algumas revendas de Tangará da Serra, podendo passar deste valor em cidades circunvizinhas. Em cidades como Campo Novo e Sapezal, por exemplo, os preços deverão romper a barreira dos R$ 120,00.

Os aumentos são médias, pois o valor terá variação, para maior ou menor, dependendo da área de distribuição nacional, segundo o Sindigás. O preço para o consumidor final poderá ser diferente, pois as distribuidoras acrescem ao percentual de aumento os custos com mão de obra, logística, impostos e margem de lucro.

Em Tangará da Serra, os preços sem a majoração são praticados entre R$ 80 e R$ 96. O Enfoque Business conversou com alguns revendedores, que confirmaram o comunicado do aumento pelas companhias distribuidoras. O repasse, porém, deverá ser gradativo em razão da concorrência.

Revendedores confirmaram o comunicado do aumento pelas companhias distribuidoras, mas repasse deverá ser gradativo em razão da concorrência.

“O Sindigás informa que suas empresas associadas foram comunicadas pela Petrobras, na tarde de hoje [21], sobre o aumento no preço do GLP residencial (embalagens de até 13kg) e empresarial (destinado a embalagens acima de 13 kg). O aumento passa a valer a partir de amanhã, dia 22 de outubro, nas unidades da petroleira. De acordo com as informações recebidas da Petrobras, o aumento do GLP residencial oscilará entre 4,8% e 5,3%, e o aumento do GLP empresarial entre 2,9% e 3,2%, dependendo do polo de suprimento”, informou o Sindigás.

Leia mais:  Projeto de autossuficiência alimentar da China acende alerta para o agronegócio brasileiro

O último aumento de GLP praticado pela Petrobras foi no dia 5 de agosto.

(Fonte: Redação Enfoque Business, com Agência Brasil)

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Projeto de autossuficiência alimentar da China acende alerta para o agronegócio brasileiro

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Tema foi destaque na coluna Circuito Rural, de Olmir Cividini, e levanta debate sobre a dependência brasileira do maior comprador mundial de alimentos

Enquanto o agronegócio brasileiro enfrenta uma das mais severas crises financeiras dos últimos anos, uma transformação silenciosa em curso na China começa a despertar preocupações adicionais para produtores e exportadores.

O tema foi abordado na mais recente edição da coluna Circuito Rural, assinada pelo jornalista tangaraense Olmir Cividini, que analisou os impactos da estratégia chinesa de fortalecimento da segurança alimentar e seus possíveis reflexos para o Brasil.

Segundo Cividini, o gigante asiático, principal destino das exportações brasileiras de soja e carne bovina, avança em um amplo projeto de redução gradual da dependência de fornecedores externos, buscando ampliar sua capacidade de produção interna de alimentos.

A estratégia está inserida no 15º Plano Quinquenal da China, que estabelece como prioridades o desenvolvimento de qualidade, a segurança econômica, a autonomia tecnológica, o bem-estar social e a autossuficiência alimentar.

Para alcançar esses objetivos, o governo chinês vem intensificando investimentos em biotecnologia, desenvolvimento de sementes próprias, inteligência artificial, agricultura de precisão e outras tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.

“O objetivo é produzir mais dentro de casa e depender menos dos fornecedores externos. E é aí que entra o Brasil”, observa o jornalista em sua análise.

Dependência

A preocupação decorre do elevado grau de dependência do agronegócio brasileiro em relação ao mercado chinês. Atualmente, cerca de 70% da soja exportada pelo Brasil têm como destino a China. No caso da carne bovina, o país asiático responde por aproximadamente metade das exportações brasileiras.

Leia mais:  Projeto de autossuficiência alimentar da China acende alerta para o agronegócio brasileiro

De acordo com projeções citadas na coluna, as importações chinesas de soja poderão ser reduzidas em até 20 milhões de toneladas anuais até 2030, à medida que os investimentos em produtividade e autossuficiência avancem.

No mercado de proteína animal, também surgem sinais de mudanças. O aumento das exigências sanitárias, a adoção de mecanismos regulatórios e a implementação de controles comerciais mais rigorosos são apontados como indícios de uma política voltada à redução gradual da dependência externa.

“Mercados não desaparecem da noite para o dia. Eles mandam sinais antes, e esses sinais já estão sobre a mesa”, alerta Cividini.

Cenário desafiador

A discussão ocorre em um momento particularmente delicado para o agronegócio brasileiro.

O setor convive com os efeitos acumulados de eventos climáticos adversos, elevação dos custos de produção, juros elevados e redução das margens de rentabilidade, fatores que têm pressionado a capacidade financeira dos produtores rurais.

O Senado Federal aprovou projeto que prevê a renegociação de dívidas do setor agropecuário e a criação de um Fundo Garantidor para o Agro. A proposta ainda retornará à Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.

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Apesar do avanço da matéria, lideranças do setor acompanham com cautela a tramitação, diante da possibilidade de vetos a dispositivos considerados importantes para o enfrentamento da atual crise.

Diversificação ganha importância estratégica

Na avaliação apresentada na coluna Circuito Rural, o cenário reforça a necessidade de o Brasil ampliar sua estratégia comercial e reduzir a dependência excessiva de um único mercado comprador.

Entre os caminhos apontados estão a abertura de novos mercados internacionais, a ampliação da industrialização interna, o aumento da agregação de valor às commodities agrícolas e a construção de modelos produtivos menos vulneráveis às oscilações da demanda externa.

A análise sugere que a competitividade do agronegócio brasileiro continuará sendo fundamental, mas que a diversificação deverá assumir papel cada vez mais relevante nas estratégias de longo prazo do setor.

“Quem depende mais de um único comprador entrega a ele parte do seu futuro”, conclui Olmir Cividini.

A reflexão ganha relevância diante das transformações em curso na economia global. Se por um lado a China continuará sendo um parceiro estratégico para o Brasil, por outro os movimentos de fortalecimento da produção interna chinesa indicam que o agronegócio nacional precisará estar preparado para um mercado cada vez mais competitivo e menos dependente de relações comerciais concentradas em poucos destinos.

(*) Ouça a coluna de Olmir Cividini na íntegra:

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