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Fumaça das queimadas cobre boa parte do estado; Em Tangará da Serra, além da fumaça, calor não dará trégua

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A fumaça gerada pelas queimadas estão cobrindo boa parte do estado de Mato Grosso. Os incêndios em vegetações do Pantanal, na Chapada dos Guimarães e nas áreas urbanas e rurais tornam ainda pior o ar já com baixíssima umidade relativa, típico deste período do ano em toda a região Centro Oeste do Brasil.

Em Tangará da Serra, a fumaça vem de longe. As queimadas na região sul do estado – Pantanal e Chapada dos Guimarães – repercutem na Serra de Tapirapuã com a ação dos ventos. Mas há também o fogo em áreas urbanas e na zona rural, como aconteceu ontem nas regiões de Joaquim do Boche e Gleba Triângulo. Também há focos na Chapada dos Parecis.

Na Lions Internacional, fumaça diminui visibilidade.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros repassadas à imprensa local na manhã desta terça-feira, as queimadas são tanto espontâneas como provocadas pela ação humana.

Na capital, fumaça é ainda mais intensa em razão das queimadas (foto internauta).

A fumaceira é sentida principalmente na capital, que desde o final de semana está envolta numa densa nuvem de fumaça.

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Meteorologia

A estiagem não dá trégua em Mato Grosso. Segundo sites especializados, não há previsão de chuvas para os próximos dez dias e a temperatura máxima para esta terça-feira (01.09) poderá chegar aos 38 graus à tarde. Entre amanhã (quarta) e domingo, as temperaturas máximas irão variar entre 34°C (amanhã) e 42 graus celsius o próximo domingo (06.09).

A umidade relativa do ar segue crítica. Se nesta terça-feira a umidade fica na casa dos 11%, no próximo domingo deverá ficar abaixo dos 10% em razão do aumento do calor.

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Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

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As dificuldades enfrentadas por Tangará da Serra na execução de serviços públicos e obras de infraestrutura expõem um problema que vai além de casos pontuais: a limitação do poder público em contratar empresas com capacidade operacional compatível com as demandas do município.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), o prefeito Vander Masson e secretários municipais reconheceram os entraves, mas afirmaram que não são exclusivos da cidade. Segundo os gestores, trata-se de uma realidade recorrente em municípios de diferentes regiões do país, marcada pela escassez de empresas consideradas confiáveis para a execução de contratos públicos.

Na prática, o cenário se reflete em falhas na coleta de lixo, atrasos em obras e necessidade de intervenções emergenciais por parte da própria administração municipal — situações que têm impacto direto na rotina da população.

Obras na Vila Goiás/Jardim Acapulco: Empresa contratada demonstrou incapacidade técnica.

Questionados sobre o rigor nos processos licitatórios, especialmente na verificação da capacidade técnica das empresas, os gestores admitiram a existência de um impasse. De um lado, a exigência por critérios mais rigorosos poderia elevar o nível das contratações. De outro, segundo relataram, o endurecimento das regras tende a reduzir a participação de empresas nos certames, resultando em licitações esvaziadas.

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O argumento evidencia um dilema estrutural: ao flexibilizar critérios para garantir concorrência, abre-se margem para a contratação de empresas que, posteriormente, demonstram dificuldades em cumprir as obrigações assumidas. Por outro lado, ao elevar o nível de exigência, o risco é não atrair interessados suficientes, comprometendo a própria realização dos serviços.

População insatisfeita e dores de cabeça para o município: Empresa contratada tem cometido falhas frequentes.

Esse equilíbrio delicado coloca o município em posição de dependência de fornecedores que, em alguns casos, não apresentam desempenho satisfatório. A consequência tem sido a recorrência de notificações, multas contratuais e, em situações mais críticas, a necessidade de rescisão e substituição das empresas — processos que, além de burocráticos, prolongam (e até podem agravar) os problemas.

No caso das obras de infraestrutura e da coleta de lixo, já há registros de medidas administrativas em andamento, incluindo abertura de processos que podem culminar na ruptura de contratos. Ainda assim, a substituição de empresas não garante, por si só, a resolução definitiva da questão, diante do cenário descrito pelos próprios gestores.

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A realidade de Tangará da Serra evidencia os limites do modelo atual de contratação pública em municípios de porte médio, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros, onde o número de fornecedores qualificados tende a ser menor. Nesse contexto, o desafio não se restringe à fiscalização dos contratos, mas passa também pela capacidade do mercado em atender às exigências do setor público.

Enquanto o impasse persiste, os reflexos seguem perceptíveis no cotidiano da cidade, com serviços irregulares e obras que avançam em ritmo aquém do esperado.

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