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FPM: Tangará recebe quase R$ 3 milhões nesta sexta; Canarana bloqueada desde setembro

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A União repassa, nesta sexta-feira (8), R$ 8,5 bilhões aos municípios brasileiros. O valor é referente a primeira parcela de novembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Até o dia 6 de novembro, 13 municípios estavam bloqueados para recebimento desses recursos.

O que chama atenção é o fato de esses mesmos entes estarem impedidos de ter acesso à verba do FPM há mais de um mês. Ou seja, desde o dia 30 de setembro essas 13 cidades não recebem valores do fundo. Pelo menos 5 delas – como Canarana, única em Mato Grosso – não contam com esses recursos desde a segunda parcela de setembro, repassada no dia 20 daquele mês.

Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, há uma possibilidade de esses municípios terem alguma pendência a resolver com a União, seja previdenciária, ou por não cumprimento de compromissos fiscais.

Além disso, Lima explica que, como a partir do próximo ano começa uma nova legislatura municipal, a falta de resolução dessas pendências pode fazer com que os atuais prefeitos dessas cidades respondam a processos administrativos, caso não haja dinheiro suficiente em caixa para o início do próximo mandato. Segundo ele, isso pode causar, inclusive, inelegibilidade.

Canarana: Bloqueio do FPM vem desde 20 de setembro.

“Para os próximos gestores, é um complicador em termos de falta de recursos. Para os gestores que estão saindo, isso pode acarretar consequências mais graves, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) prevê que esses gestores que estão saindo deixem recursos suficientes no caixa, para pagar as contas do início do ano que vem”, destaca.

Nas eleições municipais deste ano, 7 dos 13 municípios bloqueados terão novos prefeitos, ou seja, não tiveram candidatos ao Executivo local reeleitos. No caso da mato-grossense Canarana, o prefeito eleito é Vilson Biguelini (União), que assumirá a cadeira no Executivo em lugar do atual gestor, Fábio Faria (MDB).

Para desbloquear o repasse, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, deve conhecer o motivo e regularizar a situação. Vale lembrar que a prefeitura não perde os recursos bloqueados de forma definitiva. Eles ficam apenas congelados enquanto as pendências não são regularizadas.

Lista dos municípios bloqueados para recebimento do FPM:

BELA CRUZ (CE) – (REELEIÇÃO)

PENAFORTE (CE) – (SEM REELEIÇÃO)

ITAUÇU (GO) – (REELEIÇÃO)

ITINGA DO MARANHÃO (MA) – (SEM REELEIÇÃO)

VILA NOVA DOS MARTÍRIOS (MA) – (REELEIÇÃO)

CATAS ALTAS DA NORUEGA (MG) – (REELEIÇÃO)

JEQUERI (MG) – (SEM REELEIÇÃO)

TAPIRA (MG) – (REELEIÇÃO)

CANARANA (MT) – (SEM REELEIÇÃO)

CAPITÃO DE CAMPOS (PI) – (SEM REELEIÇÃO)

MONTE ALEGRE DO PIAUÍ (PI) – (REELEIÇÃO)

GUARAQUEÇABA (PR) – (SEM REELEIÇÃO)

CABO FRIO (RJ) (SEM REELEIÇÃO)

Veja quanto seu município tem a receber no link a seguir: https://brasil61.com/widgets/mapa/509

(Redação EB, com Brasil 61)

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FPM: Tangará da Serra pode perder cerca de R$ 2,3 milhões com nova tributação do IR

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Tangará da Serra pode deixar de receber cerca de R$ 2,3 milhões por ano em repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) caso não haja compensação pelas mudanças na tributação do Imposto de Renda. O valor coloca o município entre os mais impactados em Mato Grosso.

No cenário nacional, as prefeituras dividiram cerca de R$ 6,4 bilhões no primeiro decêndio de abril, com alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, há incerteza quanto aos próximos repasses.

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indica que as perdas podem chegar a R$ 9,5 bilhões por ano, sendo aproximadamente R$ 4,5 bilhões diretamente no FPM.

Em Mato Grosso, cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Sorriso devem concentrar perdas mais elevadas em valores absolutos. Já municípios como Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Nova Olímpia, Barra do Bugres e Sapezal tendem a sentir impacto proporcional relevante.

Também entram no radar municípios como Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Cáceres e Barra do Garças, com risco de redução na capacidade de investimento e manutenção de serviços.

Especialistas apontam que a queda pode afetar áreas como saúde, educação e infraestrutura, além de provocar contingenciamentos.

O governo federal informou que pretende compensar parte das perdas com a taxação de lucros e dividendos, mas não há garantia de recomposição integral.

(Fonte: Brasil 61, com dados da Confederação Nacional de Municípios – CNM – e Tesouro Nacional)

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