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Fogo no Pantanal: Sindicato Rural define estratégias de prevenção e combate; Queimadas já atingem fazendas

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O Sindicato Rural de Cáceres está intensificando as ações de prevenção e combate aos focos de calor que estão ocorrendo na região do Pantanal e já estão atingindo propriedades rurais no município.

Em uma reunião realizada esta semana (terça, 28) na sede do sindicato com representantes do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Cáceres, das regionais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), foram definidas novas estratégias para controlar a situação considerada crítica.

“Foi uma reunião produtiva em que tratamos de assuntos estratégicos e operacionais de prevenção e combate aos incêndios florestais”, disse a presidente do Sindicato Rural de Cáceres, Ida Beatriz.

O diretor regional do Indea, Adriano Garcia, apresentou um mapa de acesso às propriedades rurais da região que deve auxiliar o Corpo de Bombeiros.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Cáceres, Major Castro, a unidade vai rastrear os focos de calor pelo site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Segundo ele, é possível esquadrinhar os dados das últimas 24 horas, do dia e até de um mês.

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“Com as informações dos mapeamentos cedidos pelo Indea e o monitoramento do Corpo de Bombeiros teremos um plano operacional eficaz. A ideia é unificar, cruzar as informações e criar os planos de ações. Envolvendo, por exemplo, as três grandes estradas que dão acesso ao Pantanal, da Onça, Angico e Jaraguá”, disse Ida Beatriz.

Reunião no último dia 28 foi decisiva para definição de estratégias.

Segundo a presidente, a parceria vai possibilitar um melhor controle de onde começam os focos de incêndio no Pantanal. O campus da Unemat em Cáceres, por exemplo, já desenvolve trabalhos de prevenção do fogo há algum tempo, o que vai auxiliar nos trabalhos. A universidade também ficará responsável pela comunicação e divulgação das ações, por meio dos veículos de comunicação do município.

O sindicato rural vai dar todo o suporte operacional, assim como articulação, capacitação, captação de recursos para aquisição de equipamentos como o kit combate de incêndio, assopradores, pulverizadores, capacetes, entre outros.

Todas as instituições presentes na reunião se comprometeram em mobilizar a sociedade, órgãos competentes, instituições públicas e privadas e o Conselho Municipal de Meio Ambiente, por meio da Câmara Técnica criada recentemente, inclusive o sindicato já faz parte. A ideia do grupo é mobilizar o máximo de instituições para colaborar com a construção de ações proativas.

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Também participaram o coronel Vicente do Corpo de Bombeiros de Cáceres, Luiz Garcia da regional da Sema, a diretora do campus da Unemat de Cáceres, Zulema Neto Figueiredo, e o gerente sindical Valdiney Viana.

(Ascom Famato)

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Nova estimativa populacional do IBGE eleva Tangará da Serra para fator 3,4 no FPM

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Município passa de 114.603 para 116.637 habitantes e supera faixa populacional que determina o novo fator de participação no Fundo de Participação dos Municípios

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última sexta-feira (28.08) a nova estimativa populacional dos municípios e estados brasileiros. Os dados têm como referência 1º de julho de 2026 e atualizam anualmente a população entre os Censos Demográficos.

Além de orientar o planejamento de políticas públicas e a produção de indicadores sociais, econômicos e demográficos, as estimativas populacionais são utilizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como um dos parâmetros para o cálculo das quotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Em Tangará da Serra, a população estimada passou de 114.603 habitantes, em 2025, para 116.637 em 2026. O município ganhou 2.034 moradores em um ano, crescimento de 1,77%.

A nova estimativa também coloca Tangará em uma faixa superior do FPM. Com 116.637 habitantes, o município supera o limite de 115.465 habitantes e passa do fator 3,2 para 3,4 na distribuição do fundo. Sorriso, que tem população estimada em 128.727 habitantes, também está no fator 3,4.

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A mudança, entretanto, não altera o coeficiente do FPM de 2026, já definido pelo TCU. O novo número populacional será considerado no cálculo do coeficiente referente ao exercício seguinte, caso a estimativa seja mantida após o período de contestação previsto para os municípios.

Entre os municípios da região, Tangará da Serra está entre os que apresentaram crescimento populacional. Barra do Bugres, por outro lado, passou de 29.406 habitantes em 2025 para 29.238 em 2026, redução de 168 moradores. Nova Olímpia também registrou queda, de 16.204 para 16.094 habitantes.

Cuiabá

Para Cuiabá, que é a capital de Mato Grosso, o FPM segue uma regra específica. O conjunto das capitais recebe 10% do total destinado ao FPM, mas essa parcela é posteriormente distribuída entre as capitais segundo critérios que consideram população e renda per capita.

A Capital mato-grossense (foto acima) aparece na nova estimativa com 698.917 habitantes, mantendo-se como o município mais populoso do Estado.

Mato Grosso

Mato Grosso atingiu 3.950.330 habitantes em 2026 e registrou o terceiro maior crescimento populacional entre os estados brasileiros.

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A população estadual passou de 3.893.659 habitantes em 2025 para 3.950.330 neste ano, acréscimo de 56.671 pessoas e crescimento de 1,46%.

O resultado coloca Mato Grosso atrás apenas de Roraima, que cresceu 3,01%, e Santa Catarina, com 1,54%. Os três estados foram os únicos a apresentar crescimento superior a 1% no período.

O ritmo de expansão populacional de Mato Grosso foi quase quatro vezes superior à média brasileira, de 0,37%. A população do país chegou a 214.211.951 habitantes em 1º de julho de 2026.

Em número absoluto de habitantes, Mato Grosso ocupa a 16ª posição entre as 27 unidades da Federação.

Confira o ranking dos 10 municípios mais populosos de Mato Grosso:

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