Uma biofábrica modular para produção de bioinsumos pronta para uso e que pode ser movimentada para qualquer lugar a qualquer tempo. Esta é mais uma inovação do Agro.
O aumento crescente dos custos de produção e a eficácia comprovada dos agentes biológicos no controle de pragas e doenças das culturas estão levando os produtores rurais à busca de tecnologia para a produção dos seus próprios bioinsumos.
Entendendo a necessidade dos produtores, uma empresa brasileira desenvolveu uma tecnologia em que todos os princípios de multiplicação estão embarcados numa única biofábrica móvel, pronta para uso na propriedade rural e em qualquer sistema de produção.
A Fotossíntese Biologic produz biofábricas e meio de cultura para multiplicação de bactérias para controle biológico de pragas e doenças, indutores de resistência e estimuladores de plantas.
Todo este processo pode ocorrer numa biofábrica móvel, montada dentro de um contêiner com biorreatores, sistema completo de aeração e agitação, iluminação, climatização e filtragem do ar. Para funcionar basta ligar numa tomada.
Ou seja, o produtor leva a biofábrica para produzir os biodefensivos dentro de sua propriedade. Assim, ele evita o transporte do produto acabado e elimina riscos. “O produtor já leva para fazenda uma tecnologia experimentada há oito anos. Já leva o conhecimento, com o treinamento para uso e todos os seus protocolos”, completa Carlos Alberto Scapini, CEO da Fotossíntese.
Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Santa Maria (RS), Scapini aponta para uma tendência cada vez mais impositiva dos biodefensivos no mercado. “O produtor pode chegar, em algumas culturas, a uma redução de até 100% no uso de produtos químicos para controle de pragas e doenças em lavouras comerciais”, observa.
Scapini: “É uma tecnologia embarcada, pronta para uso. E o produtor estará familiarizado com o que produzir, como produzir, onde produzir e como usar”.
O empresário aponta uma série de vantagens na biofábrica móvel. Em primeiro lugar, ele destaca que se trata de uma tecnologia nacional, inovadora, própria da Fotossíntese e que, por isso, conta com o expertise do Agro brasileiro. “É uma tecnologia embarcada, pronta para uso. E o produtor estará familiarizado com o que produzir, como produzir, onde produzir e como usar”, descreve.
Em seguida, Scapini cita a mobilidade, a redução de custos e a dispensa de obras civis. “A biofábrica pode ser movimentada de uma fazenda para outra e elimina a imobilização de capital”, acrescenta, destacando, ainda, que a estrutura consiste num sistema que veio para dar um padrão de qualidade dos bioinsumos produzidos, com prioridade para a higienização e desinfecção, condições essenciais na produção de biodefensivos.
Por fim, o diretor da Fotossíntese observa que o sistema é modular. Ou seja, pode ser adquirido em módulos, sem o contêiner, com a Fotossíntese fornecendo ao comprador o projeto concebido para instalação.
Contato
Maiores informações sobre a biofábrica modular para produção de bioinsumos desenvolvida pela Fotossíntese podem ser obtidas pelo telefone (65) 9 9987-4242, ou pelo e-mail [email protected]. O site da empresa é www.fotossintese.ind.br.
Estado deve semear cerca de 13 milhões de hectares na safra 2026/27, mas produtores enfrentam custos elevados, crédito restrito e maior risco climático
O plantio da soja da safra 2026/27 estará autorizado em Mato Grosso a partir da próxima segunda-feira (7), um dia após o encerramento oficial do vazio sanitário no estado. A nova temporada começa com expectativa de cultivo de aproximadamente 13 milhões de hectares, mas também sob cautela diante da possibilidade de chuvas irregulares, períodos de estiagem e temperaturas acima da média.
O cenário foi destacado pelo jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra, na edição desta sexta-feira (04.09) da coluna Circuito Rural. Segundo ele, o calendário agrícola abre espaço para uma nova safra de soja, mas não elimina a necessidade de avaliar cuidadosamente as condições de umidade do solo antes da semeadura.
A projeção do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta área de 13,05 milhões de hectares para a soja em Mato Grosso, com produtividade estimada em 62,44 sacas por hectare. Caso essas estimativas se confirmem, a produção estadual poderá alcançar 48,88 milhões de toneladas, abaixo do recorde registrado no ciclo anterior.
No âmbito nacional, a Agroconsult estima uma área próxima de 49 milhões de hectares para a soja em 2026/27, praticamente estável em relação à temporada passada. A desaceleração interrompe, ao menos temporariamente, o ritmo de expansão observado em anos anteriores e reflete um ambiente mais pressionado para o produtor, marcado por custos elevados, crédito mais caro e restrito, endividamento e margens menores.
“A conta do produtor ficou mais apertada”, observa Olmir Cividini na coluna Circuito Rural, ao avaliar os fatores que reduziram o ritmo de crescimento da área cultivada.
El Niño amplia a incerteza sobre a safra
Além da situação financeira das propriedades, o comportamento do clima aparece como um dos principais fatores de risco para o novo ciclo. Boletim divulgado em 1º de setembro pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em conjunto com instituições como INPE, ANA e Cemaden, indica probabilidade superior a 90% de um El Niño muito forte no trimestre formado por setembro, outubro e novembro.
Combinação de calor e estiagem também pode prolongar o período de transição entre a estação seca e a chuvosa, mantendo o solo mais seco e aumentando o risco de queimadas.
De acordo com o documento, a influência do fenômeno tende a favorecer volumes de chuva acima da média no Sul do país, enquanto partes do Centro-Norte, incluindo Mato Grosso, apresentam maior probabilidade de precipitações abaixo do normal e temperaturas elevadas. A combinação de calor e estiagem também pode prolongar o período de transição entre a estação seca e a chuvosa, mantendo o solo mais seco e aumentando o risco de queimadas.
Na avaliação apresentada por Cividini, as pancadas de chuva registradas nos últimos dias, especialmente no oeste de Mato Grosso, melhoram temporariamente a umidade do solo e reduzem o risco de incêndios. No entanto, não devem ser interpretadas automaticamente como o início consolidado da estação chuvosa.
A meteorologia prevê novas pancadas na primeira quinzena de setembro, mas também alerta para a possibilidade de retorno da seca no restante do mês e nos períodos seguintes. Esse comportamento pode favorecer o chamado veranico, quando uma sequência de dias quentes e secos ocorre logo após o início das chuvas.
O risco para o agricultor está na possibilidade de a semente germinar após uma chuva isolada e, em seguida, enfrentar falta de água durante os primeiros estágios de desenvolvimento. Nessa fase, a irregularidade das precipitações pode comprometer o estabelecimento das plantas e reduzir o potencial produtivo das lavouras.
O próprio Imea reforçou que mais importante do que o volume acumulado de chuva será a regularidade e a distribuição das precipitações ao longo do ciclo. Em análise publicada às vésperas do início do plantio, o instituto destacou que as condições de umidade do solo deverão orientar o avanço da semeadura e que a intensidade do El Niño já está incorporada às estimativas da nova safra.
Para Olmir Cividini, o principal desafio da temporada é conciliar uma área extensa a ser plantada com um ambiente climático menos previsível. “Não se pode simplesmente olhar para o calendário e dizer: chegou setembro, então é hora de colocar a semente no chão. Não é tão simples”, afirmou o jornalista na edição desta sexta-feira da coluna Circuito Rural.
A recomendação implícita no alerta é que o produtor acompanhe a evolução das chuvas e evite decisões baseadas apenas em uma precipitação pontual. Em uma safra marcada por margens mais estreitas e maior custo financeiro, o momento de plantio e a capacidade de atravessar eventuais períodos de restrição hídrica serão determinantes para o resultado econômico das propriedades.