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Saúde Pública

Em 72hs: MPF pede explicação sobre mudança na divulgação de mortos por Covid-19

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O Ministério Público Federal (PF) instaurou, na noite de ontem (sábado, 06), um procedimento para apurar os motivos que levaram o Ministério da Saúde a excluir do Painel de Informações da Covid-19 o número acumulado de mortes decorrentes da doença. O Brasil terminou o dia com 35.930 mortes e 672.846 casos da doença.

No despacho, a Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos em Geral determina que o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello (foto acima), forneça informações em até 72 horas.

Entre as informações e documentos que serão solicitados ao Ministério da Saúde estão a cópia do ato administrativo que determinou a retirada do número acumulado de mortes do painel bem como do inteiro teor do procedimento administrativo que resultou na adoção desse ato.

A nota divulgada diz ainda que o ministro também deverá esclarecer se houve e quais foram outras modificações e supressões de dados públicos relativos à pandemia. “Na hipótese de ser verdadeira a informação de que há pretensão do governo federal de rever quaisquer dados já divulgados, atinentes à pandemia, informar qual é a razão pela qual essa eventual correção não poderia ser efetuada, independentemente da supressão prévia de informações”, detalha um dos trechos do documento.

A notícia de fato é assinada pelos procuradores Célia Regina Souza Delgado e Edilson Vitorelli Diniz Lima, da Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos. Nesta etapa, a Procuradoria realiza apurações após notar indícios de atos ilícitos. Ao abrir o procedimento, os procuradores destacaram trechos da Lei de Acesso à Informação (LAI) sobre a obrigação de transparência sobre dados públicos e as punições a omissão, e a lei sobre improbidade administrativa.

A investigação da Procuradoria ocorre paralela a pedido da Defensoria Pública da União, que foi à Justiça Federal de São Paulo para obrigar o governo a apresentar os dados. Em outra frente, parlamentares da oposição ouvidos pela reportagem planejam entrar com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a transparência das informações da pandemia.

A omissão dos dados sobre mortos no novo coronavírus, segundo o governo, é porque eles não retratam o momento do País. A estratégia do Planalto é divulgar somente os números do dia, ignorando o acumulado desde o início da pandemia. “A divulgação dos dados de 24 horas permite acompanhar a realidade do país neste momento e definir estratégias adequadas para o atendimento à população. A curva de casos mostram as situações como cenários mais críticos, as reversões de quadros e a necessidade para preparação”, disse o presidente Jair Bolsonaro no sábado.

Além do boletim, o site com os números de covid-19 no Brasil ficou fora do ar durante a noite de sexta até o final da tarde deste sábado. Procurado, o Ministério da Saúde não informou a razão até o fechamento deste texto. A página exibiu apenas que estava em manutenção. Agora, o site não exibe mais os dados acumulados, divisões por Estado e até a possibilidade de download das informações.

O indicado para a secretária de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Carlos Wizard, afirmou que Estados e municípios estariam inflando o número de óbitos para obter benefícios fiscais, mas não apresentou nenhum embasamento sobre isso. Segundo ele, a informação teria sido repassada por uma equipe de inteligência militar do Ministério da Saúde. Ao Estadão, Wizard negou que o Planalto esteja querendo desenterrar mortos ao revisar critérios sobre óbitos por covid-19.

A iniciativa foi criticada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que enxergou uma tentativa autoritária, insensível, desumana e anti-ética de dar inviabilidade aos mortos pelo coronavírus. “Não prosperará. Nós e a sociedade brasileira não os esqueceremos e tampouco a tragédia que se abate sobre a nação”, disse o presidente da entidade, Alberto Beltrame.

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Saúde Pública

Avanço da gripe e UPA lotada levam município a ampliar atendimento nas USFs; vacinação dia 25

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A elevação dos casos de Influenza A em Tangará da Serra nas últimas duas semanas provocou aumento na demanda por atendimentos na rede pública de saúde, especialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que registra superlotação.

Diante do cenário, o município anunciou medidas para ampliar a capacidade de atendimento. As ações foram informadas pelo prefeito Vander Masson (União) na última quinta-feira (09), após recebimento de relatório da Secretaria Municipal de Saúde indicando o crescimento dos casos de gripe e a pressão sobre a UPA.

Como medida emergencial, o município prevê a ampliação do horário de atendimento até as 23h, de segunda a sexta-feira, no Posto Central e nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Cohab e Jardim Presidente. A implementação depende de autorização da Câmara Municipal para a contratação de médicos. Para isso, o Executivo encaminhou projeto de lei ao Legislativo.

Também foi anunciada a ampliação do número de leitos hospitalares contratados junto à rede privada. O total passará de 20 para 28 leitos disponíveis nos dois hospitais particulares do município.

Situação de alerta

Mato Grosso apresenta cenário de alerta para aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, com a Influenza A entre os principais vírus em circulação. O estado registra crescimento nas internações e nas notificações da doença.

Dados recentes indicam elevação no número de casos suspeitos de influenza e aumento da pressão sobre os serviços de saúde. Em Cuiabá, também há registro de crescimento das infecções respiratórias.

Entre os vírus identificados nos casos de SRAG, a Influenza A aparece com frequência, ao lado do vírus sincicial respiratório (VSR) e do rinovírus.

A Fundação Oswaldo Cruz monitora a evolução da doença no país e aponta avanço da influenza em 18 estados e no Distrito Federal. Mato Grosso está entre as unidades da federação com maior impacto.

Os casos de SRAG associados ao VSR seguem em alta, principalmente entre crianças de até dois anos, com registros em estados do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.

Vacinação

A campanha nacional de vacinação contra a influenza ocorre entre 28 de março e 30 de maio, voltada aos grupos prioritários.

Em Tangará da Serra, a aplicação das doses está prevista para o dia 25. A vacinação será realizada em todas as USFs, das 8h às 10h30 e das 13h às 16h30, destinada ao público prioritário. (Veja quadro abaixo)

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