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Eleições/2020: Tangará da Serra terá 219 seções e 69.332 eleitores aptos a votar; Baixo número de voluntários preocupa

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Um total de 69.332 eleitores são esperados nas urnas pela Justiça Eleitoral no dia 15 de novembro para as eleições municipais, em Tangara da Serra. As informações são do Cartório da 19ª Eleitoral.

Outros 6.768 eleitores tangaraenses tiveram seus títulos cancelados por não terem comparecido em três pleitos consecutivos e 958 estão com seus títulos suspensos por condenação criminal.

Os eleitores, que naquela data escolherão os novos prefeito e vice, além dos 14 vereadores, estão distribuídos em 219 seções eleitorais em 33 locais de votação.

Entre estes locais, vale destacar o remanejamento das urnas das seções da Escola Fábio Diniz Junqueira para a Creche Futuro Brilhante em razão das obras de reformas do educandário. Ou seja: quem antes votava na Fábio Diniz, no dia 15 de novembro terá de ir até à Futuro Brilhante depositar seu voto.

Voluntariado em baixa

Um problema, porém, chama atenção desde o início dos trabalhos da 19ª Zona Eleitoral com vistas ao próximo pleito. “Estamos tendo dificuldades com o baixo número de mesários voluntários. Hoje não temos nem metade. Há muitos pedidos de dispensa e baixa inscrição de voluntários”, consta em comunicado do Cartório Eleitoral à imprensa.

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A origem do problema é o cenário incerto da pandemia do coronavírus para os próximos meses, a Justiça Eleitoral está especialmente preocupada com o possível “apagão” nesta etapa-chave do processo das eleições municipais deste ano.

Em Tangará da Serra, a demanda para o pleito é de 876 mesários para as 219 sessões, além do pessoal de apoio e logística. Vale lembrar que a 19ª Zona Eleitoral também abrange as sessões de Nova Olímpia, onde as 45 sessões distribuídas em oito locais demandarão 180 mesários, além dos demais atuantes.

Segundo o Cartório Eleitoral, voluntários inscritos ainda não representam nem metade da demanda.

Os dois municípios somam 81.867 eleitores aptos, sendo 69.332 em Tangará da Serra e 12.535 em Nova Olímpia.

Temor

O temor dos possíveis mesários é a justamente a aglomeração. Este ano os representantes da Justiça Eleitoral que compõem a mesa receptora de votos terão de ficar três horas a mais na sala de votação após decisão do TSE, o que aumentará a exposição. OU seja, a pandemia vai assustar as pessoas que forem convocadas pelos riscos, entre os quais o compartilhamento de material e documentos para conferir no dia da votação.

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Outro detalhe é que as filas serão inevitáveis em caso de problema técnico na urna, o que poderá gerar tumulto na seção.

A busca por voluntários, porém, continua. A 19ª Zona Eleitoral já tem páginas no Facebook e no Instagram para informações. As inscrições podem ser feitas pelo link http://www.tre-mt.jus.br/eleicoes/canal-do-mesario/inscricao.

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Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

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As dificuldades enfrentadas por Tangará da Serra na execução de serviços públicos e obras de infraestrutura expõem um problema que vai além de casos pontuais: a limitação do poder público em contratar empresas com capacidade operacional compatível com as demandas do município.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), o prefeito Vander Masson e secretários municipais reconheceram os entraves, mas afirmaram que não são exclusivos da cidade. Segundo os gestores, trata-se de uma realidade recorrente em municípios de diferentes regiões do país, marcada pela escassez de empresas consideradas confiáveis para a execução de contratos públicos.

Na prática, o cenário se reflete em falhas na coleta de lixo, atrasos em obras e necessidade de intervenções emergenciais por parte da própria administração municipal — situações que têm impacto direto na rotina da população.

Obras na Vila Goiás/Jardim Acapulco: Empresa contratada demonstrou incapacidade técnica.

Questionados sobre o rigor nos processos licitatórios, especialmente na verificação da capacidade técnica das empresas, os gestores admitiram a existência de um impasse. De um lado, a exigência por critérios mais rigorosos poderia elevar o nível das contratações. De outro, segundo relataram, o endurecimento das regras tende a reduzir a participação de empresas nos certames, resultando em licitações esvaziadas.

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O argumento evidencia um dilema estrutural: ao flexibilizar critérios para garantir concorrência, abre-se margem para a contratação de empresas que, posteriormente, demonstram dificuldades em cumprir as obrigações assumidas. Por outro lado, ao elevar o nível de exigência, o risco é não atrair interessados suficientes, comprometendo a própria realização dos serviços.

População insatisfeita e dores de cabeça para o município: Empresa contratada tem cometido falhas frequentes.

Esse equilíbrio delicado coloca o município em posição de dependência de fornecedores que, em alguns casos, não apresentam desempenho satisfatório. A consequência tem sido a recorrência de notificações, multas contratuais e, em situações mais críticas, a necessidade de rescisão e substituição das empresas — processos que, além de burocráticos, prolongam (e até podem agravar) os problemas.

No caso das obras de infraestrutura e da coleta de lixo, já há registros de medidas administrativas em andamento, incluindo abertura de processos que podem culminar na ruptura de contratos. Ainda assim, a substituição de empresas não garante, por si só, a resolução definitiva da questão, diante do cenário descrito pelos próprios gestores.

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A realidade de Tangará da Serra evidencia os limites do modelo atual de contratação pública em municípios de porte médio, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros, onde o número de fornecedores qualificados tende a ser menor. Nesse contexto, o desafio não se restringe à fiscalização dos contratos, mas passa também pela capacidade do mercado em atender às exigências do setor público.

Enquanto o impasse persiste, os reflexos seguem perceptíveis no cotidiano da cidade, com serviços irregulares e obras que avançam em ritmo aquém do esperado.

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