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Da Teoria à Prática

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A APROSOJA/MT há 12 anos, em 2009, passou a se ocupar de conceitos ora definidos e defendidos mundialmente sob a denominação de Environmental, Social and Governance – ESG, ou: Ambiental, Social e Governança – ASG (em português).

Foi lançado, naquele ano, o “Programa Soja Plus”, de livre adesão, objetivando a melhoria contínua das propriedades rurais, bem como demonstrar a evolução no cumprimento de indicadores da produção, com responsabilidade socioambiental.

Esse programa surgiu por uma forte demanda de associados, que tinham um olhar postado no futuro, o que está consignado em ata da Comissão de Sustentabilidade da Associação, de novembro de 2009.

O “Soja Plus” foi registrado como marca junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI, nas classes 35,41 e 42. Ele era regido sob a ótica do cumprimento de quesitos que fossem: Ambientalmente corretos; Socialmente justos; Economicamente viáveis.

Agora em 2021, ele foi remodelado ampliando suas diretrizes, passando a ser denominado “Programa SOJA LEGAL”. Foi lançado festivamente pelo presidente Fernando Cadore da APROSOJA/MT, em Brasília, com a presença de líderes setoriais, parlamentares e os ministros da Agricultura, Teresa Cristina, e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

São oito as diretrizes do “SOJA LEGAL”: Qualidade de vida no campo e no trabalho; Gestão da água; Gestão de resíduos; Melhorias de práticas agrícolas; Viabilidade financeira e econômica; Investimento social; Relacionamento com o entorno; Governança.

A APROSOJA/MT tem 7.400 associados sendo que 1600 propriedades já estão inseridas e validadas nesse programa. Ou seja, 22% delas já ostentam esse nível de envolvimento e cumprimento de quesitos definidos por esse novo programa.

Todas as propriedades são auditadas por técnicos certificados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Mundialmente esse modelo passou recentemente a ser identificado como “ESG”. Tal validação de propriedades passa por visitas “in loco”, seguindo metodologia que emprega critérios nacionais e internacionais, com a aplicação de questionários, que abarcam 145 itens.

O uso de ferramentas com vários softwares, nos diagnósticos individualizados, também auxilia os produtores na gestão do seu negócio e, isso acontece há 12 anos de aperfeiçoamento contínuo de um programa, que incorporou conhecimento, tecnologia e inovação com responsabilidade ética da produção agrícola em ambiente tropical. Que o Programa SOJA LEGAL do Mato Grosso sirva como marco de referência para o mundo, com a sua adoção, por todos os países que produzem alimentos.

Rui Alberto Wolfart (Edição de julho de 2021 – Revista A GRANJA)

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Opinião

Saúde Mental, Rock e Metal Extremo: Quando a dor encontra uma voz

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(*) Amanda Schirmer Reichert

Durante muito tempo, o rock e o metal extremo foram vistos apenas como gêneros musicais agressivos, sombrios ou até mesmo problemáticos. No entanto, para muitas pessoas, eles representam exatamente o contrário: um espaço de acolhimento, identificação e sobrevivência emocional.

Quando falamos sobre saúde mental, geralmente pensamos em silêncio. Pensamos naquilo que guardamos para nós mesmos, nas dores que não conseguimos explicar e nos sentimentos que parecem impossíveis de colocar em palavras. Foi justamente nesse espaço que o rock e o metal encontraram seu lugar. Enquanto boa parte da sociedade prefere evitar assuntos como depressão, ansiedade, luto e sofrimento psicológico, esses gêneros decidiram encará-los de frente.

Para quem vive ou já viveu momentos difíceis, ouvir uma música que fala sobre dor pode ser uma experiência estranhamente reconfortante. Não porque ela resolve os problemas, mas porque nos faz perceber que alguém, em algum lugar, sentiu algo parecido. Existe um alívio em descobrir que não somos os únicos enfrentando determinados pensamentos ou emoções.

O metal extremo, especialmente, possui uma intensidade que muitas vezes traduz sentimentos que não cabem em uma conversa comum. Os vocais agressivos, os riffs pesados e as atmosferas densas funcionam como uma linguagem para emoções que frequentemente permanecem presas dentro de nós. O que para algumas pessoas parece apenas barulho, para outras é uma forma de expressão profundamente humana.

Muitas bandas transformam experiências reais de sofrimento em arte. Falam sobre perdas, traumas, crises emocionais e batalhas internas sem tentar romantizar a dor. Pelo contrário, mostram suas consequências, seus conflitos e, em alguns casos, a difícil tentativa de seguir em frente. Essa honestidade cria uma conexão poderosa entre artista e público.

Bandas como Bring Me The Horizon, Lorna Shore, Linkin Park, The Amity Affliction, entre outras tantas, transformaram a dor em arte, o sofrimento em letras e riffs pesados.

Além da música em si, existe também a comunidade construída ao redor dela. Em shows, festivais e grupos de fãs, muitas pessoas encontram algo que nem sempre conseguem encontrar em outros lugares: pertencimento. É comum perceber que, por trás da aparência pesada e das letras sombrias, existe uma comunidade marcada pela empatia e pela compreensão mútua.

Por isso, acredito que o rock e o metal extremo possuem um papel importante na discussão sobre saúde mental. Eles ajudam a quebrar tabus, incentivam conversas necessárias e oferecem uma forma de expressão para sentimentos que muitas vezes permanecem escondidos. Nem toda dor pode ser curada por uma música, mas algumas delas podem se tornar mais suportáveis quando encontramos uma canção que parece entender exatamente o que estamos sentindo.

(*) Amanda Schirmer Reichert (foto) é acadêmica de Jornalismo na Unemat/Tangará da Serra. 

(Foto/imagem principal criada por IA)

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