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Crescem rumores de demissão de Mandetta do Ministério da Saúde; Nome de Osmar Terra ganha força no Planalto

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, deve demitir Luiz Henrique Mandetta (na foto, à esquerda) do cargo de ministro da saúde até o fim desta semana. Fontes ouvidas esta semana pela imprensa, em Brasília, confirmaram que o clima se tornou insustentável diante da divergência pública entre o presidente e o chefe da principal pasta do governo sobre o combate à pandemia do novo coronavírus.

Na última semana, a permanência de Mandetta já era dada como incerta. Mas a situação se agravou após o ministro dizer, durante entrevista, que havia a necessidade de uma “fala única” no governo. No final de semana, Mandetta concedeu entrevista à imprensa de dentro do Palácio das Esmeraldas, do governo de Goiás, que tem à frente Ronaldo Caiado, um dos mais recentes e ferrenhos desafetos de Bolsonaro. A atitude do ministro foi interpretada como uma afronta ao presidente, e foi a gota d’água para que a relação de ambos se tornasse insustentável.

Nesta terça-feira (14), em coletiva no Palácio do Planalto, ele negou que tenha feito a declaração para forçar uma demissão. “[Minhas falas] foram muito mais relacionadas à comunicação. Nada além disso. É no trabalho mesmo que estamos focados”, afirmou o ministro.

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A exoneração de Mandetta deve ser anunciada até a próxima sexta-feira, segundo a imprensa do centro do pais.

Terra forte

Enquanto isso, ganha força o nome do deputado federal e ex-ministro Osmar Terra (MDB-RS), cujas convicções sobre a pandemia se aproximam muito das do presidente Jair Bolsonaro.

Ontem, Terra disse que o pico da pandemia da Covid-19 está próximo do fim no Brasil.  “Eu estou convencido que o pico é agora, e termina em maio”, disse. A fala contraria o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que disse que o topo da curva deve se manter até meados de junho. As informações são do UOL.

Segundo o deputado, a pandemia do novo coronavírus “não é o apocalipse como estão prevendo” e que a população deve desenvolver anticorpos, como acontece em “todas as epidemias virais”. “Ele (vírus) se propaga através dos portadores assintomáticos. Quase 99% dos portadores do vírus não vão ter sintomas”, afirmou.

Osmar ainda disse que as medidas de quarentena, determinada em diversas cidades, não resolveu o problema de proliferação. “A curva está seguindo normal”, disse.

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(Redação EB, com informações de R7 e Isto É)

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Mídia internacional repercute caso Vorcaro/Moraes e fala em “bomba atômica” e “terremoto político”

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El País, La Nación, Clarín, Bloomberg e Infobae destacam crise no STF e possíveis impactos eleitorais a pouco mais de um mês das eleições

As novas revelações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ultrapassaram as fronteiras brasileiras e ganharam amplo destaque na imprensa internacional. Jornais da Espanha, Argentina e veículos especializados em economia e mercados classificaram o episódio como uma grave crise institucional e apontaram possíveis repercussões sobre a corrida presidencial brasileira.

O espanhol El País resumiu o impacto das revelações como uma “bomba atômica” no cenário político brasileiro. Segundo o jornal, Moraes permanece em silêncio diante das informações, divulgadas a menos de cinco semanas das eleições presidenciais. A publicação também destacou a decisão do ministro André Mendonça de levantar o sigilo de documentos da investigação e apontou uma disputa interna de poder no STF.

O jornal espanhol lembrou ainda que os questionamentos sobre a proximidade entre Moraes e Vorcaro não são recentes e relacionou o episódio à disputa eleitoral, mencionando a candidatura de Flávio Bolsonaro e os vínculos do empresário com diferentes setores do poder.

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Na Argentina, o La Nación definiu o episódio como um “terremoto político e institucional” que estaria abalando os alicerces do STF. O jornal destacou a posição de Moraes como um dos ministros mais influentes da Corte e afirmou que as novas informações colocam o magistrado diante de um dos maiores testes de sua trajetória.

O Clarín também enfatizou o componente eleitoral. Segundo o jornal, as revelações surgem em meio à campanha presidencial e podem ampliar a tensão entre os principais grupos políticos brasileiros.

A repercussão chegou ainda à imprensa econômica. A Bloomberg afirmou que os novos documentos recolocaram Moraes no centro de um caso que já havia levantado questionamentos sobre a credibilidade do STF. A agência também observou que as revelações podem ampliar a pressão de adversários do ministro, cuja atuação em processos envolvendo Jair Bolsonaro e nas disputas com o bilionário Elon Musk o transformou em uma das figuras mais polarizadoras do Judiciário brasileiro.

O argentino Infobae destacou que as informações foram obtidas pelo Estadão a partir de documentos da investigação da Polícia Federal. Segundo a publicação, o material inclui mensagens enviadas por Vorcaro a um número atribuído a Moraes. Como parte das comunicações teria sido feita por meio de imagens de visualização única, os investigadores não conseguiram recuperar eventuais respostas do ministro.

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O episódio ganhou novo peso institucional nesta quarta-feira, após o presidente do STF, Edson Fachin, afirmar que a Corte adotará as medidas cabíveis diante das revelações. Em declaração divulgada pelo Infobae, Fachin ressaltou a necessidade de preservar a integridade do tribunal e a confiança da sociedade na instituição.

No Brasil, as revelações também provocaram forte reação política. Flávio Bolsonaro pediu a renúncia de Moraes, enquanto outros setores da oposição passaram a defender seu afastamento. Ao mesmo tempo, o caso envolve uma série de outros personagens e relações sob investigação, o que amplia a dimensão política e institucional do episódio.

A combinação entre crise dentro do STF, investigação sobre as relações de Vorcaro com integrantes dos três Poderes e proximidade das eleições presidenciais fez com que o caso deixasse de ser apenas uma controvérsia envolvendo um ministro do Supremo e passasse a ser tratado pela imprensa internacional como um potencial fator de instabilidade política no Brasil.

(Fonte: Web)

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