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Saúde Pública

Covid-19: Variação diária de casos decresce e governo amplia flexibilização; Em Tangará, média diária cai 55%

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A redução no número de novos casos diários de Covid-19 e de novos óbitos ocasionados pela doença já justifica uma maior flexibilização das restrições relacionadas à pandemia do novo coronavírus em Mato Grosso.

Com a desaceleração da pandemia, o governador Mauro Mendes assinou na última sexta-feira (21) novo decreto autorizando a realização de eventos com até 200 pessoas no estado. A íntegra do decreto pode ser conferida no site do governo: www.mt.gov.br.

A medida, porém, faculta aos municípios decidirem localmente sobre a nova flexibilização.

Redução no estado

Nos últimos dez dias, a redução de ocorrências de novas infecções diárias chega a 78% no estado. Ou seja, no dia 13 de agosto foram registrados 1.623 novos casos de Covid-19 no estado, enquanto ontem, domingo, os novos registros somaram 353 em todo o Mato Grosso.

A redução também é verificada no registro diário de óbitos. Em 13 de agosto foram registrados 38 novas mortes em relação ao dia anterior. Já neste domingo, dia 23, foram notificadas 14 novas mortes em decorrência da doença, o que perfaz uma redução de 63% nas fatalidades no estado.

Dos 81.822 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 17.896 estão em monitoramento e 61.354 (75%) estão recuperados. Os óbitos somam 2.572.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19, estão: Cuiabá (16.506), Várzea Grande (6.504), Rondonópolis (5.725), Sinop (4.670), Lucas do Rio Verde (4.180), Sorriso (3.968), Tangará da Serra (3.584), Primavera do Leste (2.564), Nova Mutum (1.786) e Campo Novo do Parecis (1.612).

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 308 internações em UTIs públicas e 313 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 76,65% para UTIs adulto e em 36,02% para enfermarias adulto.

Tangará da Serra

Gráfico demonstrativo das médias diárias por período e geral em Tangará da Serra.

Em Tangará da Serra, o boletim divulgado neste domingo aponta para uma redução de 54,7% na variação diária de casos, conforme apontam as estatísticas (gráficos acima e a baixo) elaboradas pelo Enfoque Business com base nos boletins do município e do estado.

Gráfico demonstrativo de ocorrência diária de novos casos de Covid-19.

No município, a média diária de casos nos primeiros dez dias de agosto era de 70 novas ocorrências. Esta média caiu para 64 novos casos diários no período de 11 a 20 deste mês. Do dia 21 até ontem, a média diária diminuiu para apenas 29, daí a redução de 54,7%.

Quanto aos óbitos, Tangará da Serra registra atualmente 45 fatalidades, número que vem se mantendo inalterado nos últimos quadro dias. O número total de casos desde o primeiro registro da doença no município, em 01 de abril, é de 3.589. Destes, 3.254 pacientes evoluíram par cura, perfazendo um índice de recuperação de 90,67%.

(Veja quadro com os números gerais da pandemia em Tangará da Serra ao final da matéria)

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Saúde Pública

Arboviroses avançam 32% em MT; Tangará vai na contramão e reduz casos em 90%

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As arboviroses seguem como um dos principais desafios da saúde pública no Brasil. Em 2025, o país já contabiliza 1,66 milhão de casos prováveis de dengue. Apesar do volume expressivo, o número representa uma redução de 75% em relação a 2024.

Em Mato Grosso, contudo, o cenário é oposto. O estado registra, neste ano, 86.345 casos prováveis de dengue, chikungunya e zika, um aumento de 32% em comparação com o ano anterior.

Entre os municípios com maior número de notificações, Cuiabá lidera com 12.001 casos (10.330 de chikungunya), seguida por Rondonópolis, com 7.942 (5.857 de chikungunya), e Várzea Grande, com 7.667 registros (4.443 de chikungunya), conforme dados do painel do Ministério da Saúde.

Na região polarizada por Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis aparece como o principal destaque negativo, com 4.140 (3.980 de chikungunya) casos de arboviroses.

Redução em Tangará

Na contramão do crescimento estadual, Tangará da Serra apresentou uma redução significativa no número de casos. Em 2024, o município somou mais de 10 mil registros de arboviroses, sendo 5.779 de chikungunya, 4.186 de dengue e 53 de zika, além de 12 óbitos — nove por chikungunya e três por dengue.

Em 2025, o total caiu para 1.086 casos, distribuídos entre 738 de dengue, 344 de chikungunya e quatro de zika. A queda se aproxima de 90% em relação ao ano anterior.

O resultado é atribuído às ações do poder público voltadas ao combate ao Aedes aegypti, com intensificação de medidas para eliminar focos do mosquito transmissor e reduzir a circulação das doenças no município da Serra de Tapirapuã.

(*) Veja números no Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde

O Brasil contabilizou 1.660.190 casos prováveis de dengue em 2025, conforme dados atualizados do Ministério da Saúde. No período, a doença causou 1.762 mortes, enquanto outros 200 óbitos seguem em investigação. Os números representam uma redução de 75% nos casos e de 72% nas mortes em comparação com 2024, quando foram registrados mais de 6,5 milhões de casos e 6.321 óbitos.

Entre as regiões, o Sudeste concentra a maior parte dos casos (1.132.304) e das mortes (1.288), seguido por Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. São Paulo lidera o ranking estadual, com 900.677 casos prováveis, seguido por Minas Gerais (167.400), Paraná (110.896) e Goiás (101.795). Mato Grosso aparece com 35.393 registros.

Vacina nacional

Como estratégia de ampliação da prevenção, o Ministério da Saúde firmou contrato para a compra da primeira vacina contra a dengue de dose única do mundo, produzida integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan. O investimento é de R$ 368 milhões para a aquisição de 3,9 milhões de doses, que passarão a ser ofertadas exclusivamente pelo SUS a partir de 2026.

O imunizante protege contra os quatro sorotipos da dengue, com eficácia de 74,7% contra a forma sintomática da doença e 89% contra casos graves, em pessoas de 12 a 59 anos. Especialistas apontam que a aplicação em dose única deve favorecer a adesão da população à vacinação.

Prioridade e cobertura

Do total de doses adquiridas, 1,3 milhão serão destinadas prioritariamente a profissionais da Atenção Primária à Saúde, como agentes comunitários, enfermeiros e médicos que atuam em visitas domiciliares. A estratégia deve ter início no fim de janeiro de 2026.

O Ministério da Saúde também avaliará o impacto do novo imunizante em municípios-piloto, entre eles Botucatu (SP) e Maranguape (CE), com foco em pessoas de 15 a 59 anos. A ampliação da vacinação para a população em geral dependerá do aumento da produção, viabilizado por parceria entre Brasil e China, que pode elevar a capacidade produtiva em até 30 vezes.

Atualmente, o SUS mantém a aplicação da vacina produzida por um laboratório japonês, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses. Desde 2024, mais de 7,4 milhões de doses já foram aplicadas.

Prevenção

Apesar da queda nos números, o Ministério da Saúde reforça que a prevenção continua essencial. Entre as principais medidas estão a eliminação de focos de água parada, vedação de reservatórios, uso de repelentes e apoio às ações de controle do mosquito Aedes aegypti realizadas pelos profissionais do SUS.

(Redação EB, com informações de Brasil 61)

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