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Saúde Pública

COVID-19: Três bairros concentram 50% dos casos em Tangará da Serra; 80% dos infectados tem entre 31 e 60 anos

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Segundo boletim divulgado na manhã desta segunda-feira (18) pela Secretaria Municipal de Saúde, três bairros concentram a metade dos 34 casos de infecção pelo novo coronavírus em Tangará da Serra. São eles o Alto da Boa Vista (08 casos), Cidade Alta (06 casos) e Centro (03 casos).

(Acima, imagem do mapa da cidade com os casos registrados)

Dos 34 pacientes infectados no município, as mulheres respondem por 53% e os homens por 47%. Destes, 27 contaminados (80%) possuem faixa etária entre 31 e 60 anos (11 casos de 31 a 40 anos; outros 11 de 51 a 60 anos; e 05 de 41 a 50 anos).

O município soma, nesta segunda-feira (18), 301 casos suspeitos notificados. Destas notificações, 232 estão descartadas como sendo de Covid-19. Além dos 34 casos confirmados –  sendo 15 deles com pacientes curados e outros 19 em isolamento domiciliar -, há outros 35 casos em investigação pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT). Não há óbitos, nem pacientes internados.

(Veja quadro abaixo)

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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