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Saúde Pública

Covid-19: Taxa de ocupação de leitos de UTIs no MT fica abaixo de 90% pela primeira vez em julho

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Depois de chegar muito perto do limite, a taxa de ocupação de leitos de UTIs em Mato Grosso fechou o dia com percentual inferior a 90%. É o que informou o site da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), ao final da tarde de ontem, sexta-feira (17).

De acordo com a pasta, até a tarde de ontem o número de era de 32.321 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 1.291 óbitos em decorrência do coronavírus. Nas últimas 24 horas foram registradas 58 mortes pela doença.

Foram registradas 604 novas confirmações de coronavírus no Estado. Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 275 internações em UTIs públicas e 374 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 89,3% para UTIs e em 54,9% para enfermarias.

Assim, a taxa de ocupação de leitos de UTIs no estado – que no último dia 09 chegou a 98% e apenas 06 leitos vagos – fica pela primeira vez abaixo dos 90% neste mês de julho, com 33 leitos vagos, o que pode indicar uma desaceleração da pandemia no estado.

Dos 32.321 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 15.071 estão em monitoramento e 15.959 estão recuperados. Os dados inseridos no novo sistema passaram por uma revisão, em que foram constatadas e corrigidas ocorrências de duplicidade; a correção pode levar a mudanças nos números de casos por município.

Dentre os 10 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (6.870), Sinop (2.570), Várzea Grande (2.481), Rondonópolis (2.222), Lucas do Rio Verde (1.587), Tangará da Serra (1.362), Primavera do Leste (1.353), Sorriso (1.208), Nova Mutum (844) e Pontes e Lacerda (708).

Ainda segundo a SES-MT, um total de 33.858 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam cerca 2.028 amostras em análise laboratorial.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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