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Saúde Pública

Covid-19: Municípios do Eixo 163 e do Sudeste apresentam maior média de casos ativos no interior do estado

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As regiões do Eixo BR-163 e do Sudeste de Mato Grosso abrigam os municípios com maior média de casos ativos de Covid-19 do interior do estado, ficando atrás apenas da região metropolitana de Cuiabá. Os números estão no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Mato Grosso da última sexta-feira (03.07).

Segundo levantamento do Enfoque Business considerando os 15 municípios mais populosos do estado, a maior concentração dos casos ativos em Mato Grosso estão (obviamente) na região metropolitana, com Cuiabá e Várzea Grande somando 4.756 pacientes com Covid-19 em tratamento.

(Veja tabela ao final da matéria e gráfico logo abaixo)

Depois, os quatro principais municípios do chamado Eixo da BR-163 – Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum – lideram em casos ativos no interior somando 1.302 casos ativos (média de 326 por município).

Logo após aparece o sudeste do estado, onde Rondonópolis, Campo Verde e Primavera do Leste somam 970 casos ativos, perfazendo uma média de 323/município.

Nas demais regiões, Cáceres e Pontes e Lacerda são os dois municípios do oeste com maior número de casos ativos, totalizando 493 pacientes (média de 247). Já no sudoeste mato-grossense, Tangará da Serra figura como o município com maior número de casos ativos, com 143 pacientes em tratamento.

(Veja tabela abaixo)

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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