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Saúde Pública

COVID-19: MT tem 241 casos e oito óbitos; No país, pandemia avança 7% nas infecções e 10% nos óbitos

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta sexta-feira (24.04), 241 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados oito óbitos em decorrência do coronavírus. A oitava morte foi notificada na última quinta-feira pelo município de Cáceres e envolveu uma residente de Mirassol D’Oeste.

Os casos confirmados estão em Cuiabá (119), Rondonópolis (36), Sinop (19), Várzea Grande (12), São José dos Quatro Marcos (6), Primavera do Leste (6), Mirassol D’Oeste (6), Tangará da Serra (5), Cáceres (4), Barra do Garças (3), Rio Branco (2), Aripuanã (2), Vila Bela da Santíssima Trindade (1), União do Sul (1), Querência (1), Pontes e Lacerda (1), Pontal do Araguaia (1), Nova Mutum (1), Nova Monte Verde (1), Lucas do Rio Verde (1), Lambari D’Oeste (1), Jaciara (1), Ipiranga do Norte (1), Conquista D’oeste (1), Confresa (1), Canarana (1), Campo Novo do Parecis (1), Alta Floresta (1) e residentes de outros Estados (5).

Nas últimas 24 horas, surgiram 21 confirmações nos municípios de Cuiabá (11), Rondonópolis (1), Sinop (5), São José dos Quatro Marcos (1), Mirassol D’Oeste (1), Querência (1) e de residentes de outros estados (1). No documento, a área técnica corrigiu um caso que foi registrado, na última quinta-feira (23), em duplicidade para Jaciara; portanto, o município consta oficialmente com 1 caso confirmado.

Dos 241 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 88 estão em isolamento domiciliar e 125 estão recuperados. Há ainda 20 pacientes hospitalizados, sendo 11 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e nove em enfermaria.

Tangará da Serra

Em Tangará da Serra, o quadro segue inalterado quanto a casos confirmados, que permanecem em cinco, com todos os pacientes evoluindo para cura. No boletim de hoje, a Vigilância Epidemiológica do município informa que há 135 notificações, sendo que a maioria delas – 14 (84%) – foi descartada. Há, ainda, 16 casos em investigação.

País

O Brasil acumula 3.670 mortes e 52.996 casos confirmados de Covid-19 desde o primeiro registro da doença no país, em 26 de fevereiro. Só nas últimas 24 horas, foram 357 novos óbitos pela infecção, mostrou o balanço epidemiológico do governo federal nesta sexta-feira. Já o número de contaminados teve acréscimo de 3.503 ante o último boletim, divulgado na quinta-feira. A taxa de letalidade, que é o percentual de mortes entre indivíduos doentes, cresceu de 6,7% para 7,1%.

O estado de São Paulo continua sendo o mais atingido pela pandemia, com 17.826 casos confirmados e 1.512 mortes. O Rio de Janeiro vem logo na sequência com 6.282 ocorrências e 570 óbitos.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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