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Saúde Pública

Covid-19: Com três óbitos confirmados, taxa de letalidade em Tangará da Serra é de 1,08%

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Subiu para três o número de óbitos ocasionados pela Covid-19 em Tangará da Serra, segundo confirmou ontem, ao final da tarde, o Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento ao Coronavírus.

As vítimas são duas do sexo feminino, de 68 e 57 anos, e uma do sexo masculino, de 83 anos. Todos os óbitos ocorreram neste mês de maio.

As três fatalidades provocadas pela covid-19 elevam de 0,41% (último domingo) para 1,08% a taxa de letalidade da pandemia no município.

De acordo com o boletim de ontem (terça-feira, 16), Tangará da Serra contabiliza 276 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus. O número de pacientes recuperados é de 216, o que corresponde a 78%, o mais alto índice de cura entre os maiores municípios de Mato Grosso.

(Veja quadro ao final do texto)

Depois de Tangará da Serra, o índice mais alto é de Sorriso, com 60% de cura. Cuiabá, a capital, tem um índice baixo de recuperados – 22% -, se comparado com os cinco municípios com o maior índice: Tangará da Serra, Sorriso, Primavera do Leste, Sinop e Nova Mutum.

No estado, a taxa de letalidade é de 3,6% (250 óbitos entre 6.877 casos confirmados). O índice de pacientes curados em Mato Grosso é de 35%. No país, a taxa de letalidade é 4,9%, enquanto o índice de cura é de 48%.

Infecção

O índice de infecção em Tangara da Serra é de 26,7 para cada grupo de 10 mil pessoas. Numa comparação com o estado de Mato Grosso, o índice do município está acima do índice estadual (19,7 entre cada grupo de 10 mil habitantes) e abaixo do índice nacional (43,7 para cada 10 mil brasileiros).

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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