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Condenado por feminicídio de líder quilombola na Paraíba é localizado e preso em Sapezal

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Tragédia que vitimou “Maria do Céu” comoveu a Paraíba. Vida e legado da líder quilombola foram eternizados no documentário “Céu”, de 2022.

A Polícia Judiciária Civil prendeu em Sapezal o foragido Edmilson Souza da Costa, de 46 anos, condenado por crime de feminicídio que chocou o estado da Paraíba em 2013. Sentenciado a 25 anos de reclusão, o criminoso foi localizado em uma fazenda na última quinta-feira por agentes da delegacia local.

Edmilson já havia cumprido 10 anos em regime fechado, mas aproveitou a progressão para o semiaberto para fugir. O crime ocorreu em 27 de setembro de 2013, na Serra do Talhado, em Santa Luzia (PB). Na ocasião, o condenado atacou sua ex-companheira, a artesã e líder comunitária Maria do Céu, conhecida como “Céu das Louceiras”.

Crime que vitimou Maria do Céu comoveu a Paraíba e rendeu documentário. (foto: Divulgação)

O ataque foi brutal: na frente dos filhos, o criminoso ateou fogo ao corpo da vítima e ao próprio corpo. As chamas destruíram a residência da família e atingiram uma das filhas de Céu. O capturado foi conduzido à Delegacia de Sapezal e permanece à disposição da Justiça para os trâmites de transferência.

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Legado e Resistência

Céu era uma figura central na Serra do Talhado. Presidindo a Associação Comunitária das Louceiras Negras, ela foi referência na luta pelo reconhecimento do território quilombola na Paraíba. Após o ataque, a líder resistiu por nove dias em coma induzido, com 70% do corpo queimado, falecendo em 6 de outubro daquele ano no Hospital de Trauma de Campina Grande.

A artesã deixou quatro filhos — três deles menores de idade à época. Uma das adolescentes também sofreu queimaduras ao tentar salvar a mãe das chamas.

Memória no Cinema

A tragédia e o legado da líder quilombola foram eternizados no documentário “Céu” (2022). Dirigido pela cineasta paraibana Valtyennya Pires, o curta-metragem aborda o impacto do crime e exalta a tradição artesanal centenária das mulheres da localidade, mantendo viva a voz de uma das maiores referências da cultura paraibana.

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Tangará da Serra: droga avaliada em até R$ 1 milhão seria distribuída no mercado local

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A grande quantidade de drogas apreendida na madrugada desta quarta-feira (25.06), em Tangará da Serra, seria destinada ao abastecimento do mercado local de entorpecentes. A informação é da delegada regional da Polícia Judiciária Civil (PJC), Alessandrah Marques Alecrim.

A delegada coordenou o planejamento da operação que resultou na prisão de dois homens no Distrito de Progresso. A ação policial impediu a entrada de um carregamento expressivo de drogas no município.

Ao todo, os agentes apreenderam 120 tabletes contendo pelo menos quatro tipos de substâncias ilícitas: cocaína, pasta base de cocaína, maconha e skank. Segundo a Polícia Civil, a carga está avaliada entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão e seria distribuída em diversos pontos de comercialização de drogas espalhados pela cidade.

Droga era transportada em caixas no interior de um veículo Astra.

Esta é a segunda grande apreensão de entorpecentes registrada no Distrito de Progresso em 2026. Em janeiro, a PJC apreendeu 150 tabletes de maconha e cocaína na localidade, causando prejuízo estimado em R$ 1,5 milhão ao tráfico de drogas.

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No caso desta madrugada, o setor de inteligência da Delegacia Regional já monitorava os suspeitos havia vários dias. Ambos são moradores de Tangará da Serra e, conforme as investigações, integrariam uma organização criminosa, atuando na distribuição de drogas para traficantes de menor porte.

A interceptação ocorreu após o monitoramento da rota utilizada pela dupla. Os policiais realizaram acompanhamento tático e efetuaram a abordagem do veículo no momento em que ele cruzava os limites do município.

O material ilícito foi encontrado no interior do automóvel, acondicionado em caixas de papelão. Após receberem voz de prisão, os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, onde foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A origem da carga apreendida ainda é investigada pela Polícia Civil.

(Redação EB, com informações de Thaís Silva/Repórter em Ação)

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