O Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba (CBH Sepotuba) deu início ao processo de escolha de novos membros e posterior eleição de sua nova diretoria para o triênio 2020/21/22. O edital de convocação para a 5ª eleição do comitê já está publicado, desde o último dia 20, no Diário Oficial do Estado (DOE).
(*) Veja íntegra do edital ao final da matéria
Com inscrições online, os interessados devem enviar toda documentação necessária para o e-mail do CBH ([email protected]), até o dia 20 de abril. Expirado este prazo, a direção atual convocará reunião extraordinária para a realização do pleito e posse da nova diretoria.
Além de propor debates, os membros eleitos também deliberam sobre o uso e ações de conservação dos recursos hídricos da bacia.
Podem participar representantes do poder público, sociedade civil, divididas entre usuários de água e organizações não governamentais, além de entidades convidadas, como comunidades indígenas e instituições de ensino e pesquisa, sejam elas públicas ou privadas.
Todo o processo de inscrição deve ser feito de forma virtual, por meio do envio dos documentos para validação. Com isso, representantes do poder público devem enviar um ofício emitido pela entidade indicando dois representantes, sendo um titular e um suplente.
Usuários
Já os usuários de água precisam apresentar uma cópia atualizada referente ao documento de outorga do empreendimento que utiliza os recursos, juntamente com um ofício nomeando um titular e um suplente.
É válido ressaltar que os usuários que não necessitam de emissão de outorga, como pescadores e empresas do ramo de turismo, também podem participar enviando apenas um ofício.
Paras as organizações não governamentais, fica estabelecido a necessidade do envio de um ofício com o histórico de atuação na área de abrangência da bacia, além de dois nomes que devem ocupar as cadeiras representativas no Comitê.
Para as entidades convidadas, o edital estabelece o envio de uma declaração da Fundação Nacional do Índio (Funai) que indica a área indígena interessada, no caso de comunidades originárias, além de um regimento interno ou ata assinada pela comunidade representada.
Por fim, as instituições de ensino e pesquisa necessitam apenas encaminhar um ofício indicando dois nomes, sendo um titular e um suplente.
Escolha das entidades
A comissão julgadora que fará a escolha das entidades é formada por três representantes distintos, sendo: Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, subseção de Tangará da Serra, Promotoria de Justiça de Tangará da Serra e Secretaria de Estado do Meio Ambiente – GFAC/SURH/SEMA.
Após o encerramento do prazo de inscrição, a Comissão Julgadora encaminhará ao CBH Sepotuba e a Gerência de Fomento e Apoio aos Comitês de Bacias Hidrográficas – GFAC, o resultado do processo de seleção, que será divulgado em um prazo máximo de 10 dias após o processo de escolha.
Todo o trâmite será amplamente divulgado pelo site do CBH, pelo endereço: https://cbhsepotuba.wixsite.com/comites.
Tido como um “parlamento das águas”, os Comitês de Bacias Hidrográficas atuam como um espaço aberto para debates e deliberações a respeito da gestão dos recursos hídricos, compartilhando responsabilidades de gestão com o poder público.
Participam destes comitês, representantes de diversas áreas da sociedade, compondo dessa forma um coletivo plural e democrático. São de responsabilidade dos Comitês colaborar com a utilização sustentável da água, além de propor medidas que visem conservar este recurso.
Em Mato Grosso existem dez CBHs atuantes, sendo eles: CBH Sepotuba, CBH Alto Araguaia, CBH Alto Teles Pires, CBH Médio Teles Pires, CBH Baixo Teles Pires, CBH Covapé, CBH Cabaçal, CBH Jauru, CBH São Lourenço, CBH Cuiabá.
(*) Assista ao vídeo a seguir:
Conheça o CBH Sepotuba
Sendo o segundo Comitê instituído em Mato Grosso, o CBH Sepotuba começou suas atividades em 2010, ano em que foram empossados os primeiros membros. Tendo como foco a implantação de políticas para a utilização consciente dos recursos hídricos da região, o CBH se apresenta como um espaço democrático para a discussão sobre tudo o que envolve a bacia do rio Sepotuba.
Atualmente, a organização abrange os municípios de Cáceres, Salto do Céu, Lambari D’Oeste, Barra do Bugres, Nova Olímpia, Nova Marilândia, Santo Afonso e Tangará da Serra, cidade onde se instala a sede do Comitê.
Recursos de emenda do senador Carlos Fávaro junto ao MAPA viabilizarão estrutura com capacidade para abater até 12 bovinos/dia e atender produtores de todos os portes
O município de Nova Olímpia deu um passo decisivo para solucionar uma das mais antigas demandas do setor agropecuário local. O investimento superior a R$ 3,8 milhões garantido pela municipalidade viabilizará a construção de um abatedouro de bovinos, estrutura que possibilitará o abate inspecionado de animais e ampliará a segurança alimentar da população.
Os recursos serão viabilizados por meio de convênio entre a Prefeitura de Nova Olímpia e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com apoio do senador Carlos Fávaro. Do montante previsto, R$ 2.689.297,61 já estão empenhados para a execução das obras civis, enquanto outros R$ 1.186.141,69 deverão ser liberados em uma segunda etapa destinada à aquisição dos equipamentos necessários ao funcionamento da unidade.
A conquista é resultado de uma articulação conduzida pela Prefeitura de Nova Olímpia, sob liderança do prefeito Ari Cândido Batista (Arizão), com participação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, comandada pelo secretário Sergio Schefer. O projeto foi elaborado pela equipe técnica da secretaria, em conjunto com a Secretaria de Planejamento (SEPLAN) e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Apresentado na sequência em Brasília, o projeto recebeu apoio do senador Carlos Fávaro para viabilização dos recursos federais. A iniciativa também contou com pleno respaldo da Câmara de Vereadores.
Segundo o secretário Sergio Schefer, o edital de licitação será lançado após a formalização do convênio entre o MAPA e a Prefeitura, prevista para as próximas semanas. “A expectativa é que a obra seja concluída em até um ano após a emissão da ordem de serviço”, disse o titular da pasta de Desenvolvimento Rural.
A nova estrutura será implantada em uma área de três hectares no entroncamento do Prega Fogo, uma das localidades mais tradicionais do município. O abatedouro será destinado exclusivamente ao abate de bovinos e terá capacidade para processar até 12 cabeças por dia, atendendo produtores rurais de todos os portes.
Segurança alimentar e desenvolvimento econômico
Para o prefeito Ari Cândido Batista, o empreendimento representa mais do que uma obra de infraestrutura. “Será a solução de uma demanda histórica de Nova Olímpia, que estamos há quase uma década lutando para atender”, destacou o gestor.
Atualmente, o município não dispõe de uma unidade própria para abate inspecionado, situação que limita a organização da cadeia produtiva da carne e dificulta o acesso da população a produtos com certificação sanitária local.
Com a entrada em operação do abatedouro, a carne comercializada no município passará a contar com acompanhamento sanitário realizado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e pelo sistema estadual de inspeção (SISE). “Vamos assegurar maior controle sobre a qualidade e a procedência dos produtos oferecidos aos consumidores de Nova Olímpia”, pontuou Arizão.
O prefeito ressalta ainda que, além dos benefícios diretos à saúde pública, a nova estrutura deverá impulsionar a economia local, fortalecendo a pecuária, ampliando oportunidades para produtores rurais e estimulando a circulação de renda dentro do município. “Nossa expectativa é que o empreendimento se torne um importante instrumento de apoio ao setor produtivo, agregando valor à produção pecuária local e consolidando uma nova etapa de desenvolvimento para Nova Olímpia”, finalizou.