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Caso Patrick: Delegado afirma que demais envolvidos na execução serão identificados

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A Polícia Judiciária Civil localizou o corpo de Patrick Oliveira Lucas, de 26 anos, desaparecido desde o início de dezembro, em Tangará da Serra. O corpo, já em avançado estado de decomposição, estava enterrado em uma cova em área de mata na região do Residencial Alto da Boa Vista, quadrante sul da cidade.

Patrick foi executado por integrantes de facção em “tribunal do crime”.

De acordo com o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ivan Albuquerque Soares, as investigações resultaram na prisão de um suspeito por tráfico de drogas, que confessou participação no crime. Patrick foi executado por integrantes de uma facção criminosa.

A partir dessa prisão, a Polícia Civil identificou indícios do envolvimento de outros faccionados. “Temos elementos que apontam para a participação de mais pessoas, que serão identificadas e presas nos próximos dias”, afirmou o delegado.

O crime

Patrick foi visto pela última vez na noite de 1º de dezembro, em um espetinho na Rua 24, bairro Vila Horizonte. Durante as buscas, equipes realizaram varreduras em áreas de mata nos arredores da cidade e nas margens do rio Sepotuba.

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O delegado informou que não procede a versão de que Patrick seria informante da polícia. Segundo ele, o jovem tinha boa conduta, mas acabou ingressando na criminalidade e foi executado por integrantes de facção, em julgamento no chamado “tribunal do crime”.

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Tráfico de drogas resulta em 29 prisões em Tangará da Serra desde agosto

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As 25 ocorrências registradas pela Polícia Militar no período resultaram em 29 prisões por tráfico na cidade; grandes apreensões realizadas na região ampliam dimensão da atividade criminosa

O tráfico de drogas produziu 25 ocorrências e 29 prisões em Tangará da Serra desde o início de agosto até a primeira quinzena de setembro, segundo dados levantados pelo Enfoque Business junto ao comando do 19º Batalhão da Polícia Militar.

Os números foram repassados à redação pelo comandante do 19º BPM, Tenente-Coronel PM Eduardo Henrique Lana, em atendimento à solicitação de estatísticas feita pela reportagem.

Os registros da Polícia Militar mostram a frequência com que as equipes se deparam com situações relacionadas ao comércio de entorpecentes no município. Os dados ganham dimensão quando observados juntamente com as grandes apreensões e operações realizadas no mesmo período em Tangará da Serra e municípios do entorno.

Em agosto, uma ação da Polícia Judiciária Civil resultou na apreensão de aproximadamente 150 quilos de entorpecentes na estrada entre Nova Olímpia e Tangará da Serra. A carga estava distribuída em 148 tabletes e incluía maconha, pasta à base de cocaína, cocaína e skank. O motorista foi preso após tentar fugir.

Na região do Chapadão dos Parecis, outra ação interceptou aproximadamente 130 quilos de maconha, em operação envolvendo forças de segurança. A carga havia entrado em Mato Grosso pela região de Juína e seguia para a região de Campo Novo do Parecis.

No dia 19 de agosto, a Polícia Civil avançou sobre outro nível da estrutura criminosa, cumprindo medidas em Tangará da Serra, Cuiabá e São José dos Quatro Marcos contra uma organização investigada por tráfico de drogas e organização criminosa. As investigações apontaram mecanismos de comunicação, comercialização, cobranças e movimentação financeira.

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Em Barra do Bugres, na mesma sequência de ações, a Força Tática da Polícia Militar prendeu três homens e apreendeu drogas, dinheiro, balanças e outros materiais relacionados ao comércio de entorpecentes.

Os casos mostram que a atividade não se resume às apreensões de grandes carregamentos. Enquanto as polícias Civil e Federal atuam em investigações de maior alcance e interceptação de cargas, a Polícia Militar mantém uma atuação cotidiana nas ruas, com abordagens, patrulhamento e atendimento às ocorrências que resultam em prisões.

Ação cotidiana da PM se soma às grandes operações

Os 29 presos por tráfico em pouco mais de um mês, registrados pelo 19º BPM, representam uma parcela da atuação policial contra o comércio de drogas em Tangará da Serra. A estatística também precisa ser observada em conjunto com as operações realizadas pelas demais forças de segurança, que alcançam municípios conectados à dinâmica regional do tráfico.

O histórico recente ajuda a dimensionar essa movimentação.

Em janeiro, dados levantados pelo Enfoque Business junto à Polícia Militar apontaram 16 prisões por tráfico em Tangará da Serra, enquanto uma operação da Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos e do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional resultou na apreensão de 144 quilos de drogas.

Em junho, operações policiais alcançaram estruturas relacionadas ao tráfico, facções e roubos em Tangará da Serra, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis e Sapezal. As ações envolveram diferentes unidades policiais e resultaram em prisões, apreensões de drogas, armas, veículos e outros materiais.

Em julho, a atuação contra organizações criminosas também incluiu a apreensão de armamentos em Barra do Bugres. A investigação apontou conexão do material com outros estados, enquanto operações realizadas na mesma semana alcançaram estruturas criminosas em Campos de Júlio e Brasnorte.

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A partir de agosto, entretanto, os registros ganharam novamente escala com grandes carregamentos interceptados na região. As apreensões de aproximadamente 150 quilos em Nova Olímpia e 130 quilos no Chapadão dos Parecis, somadas às ações contra estruturas de distribuição e aos registros cotidianos de tráfico em Tangará, compõem um cenário em que diferentes etapas da atividade criminosa aparecem simultaneamente.

De um lado estão as grandes cargas que utilizam a malha rodoviária regional para transportar entorpecentes. De outro, aparecem os pontos de armazenamento, distribuição e comercialização dentro dos municípios. Entre esses dois extremos está o trabalho de inteligência e investigação, que procura identificar os responsáveis pela organização e pela logística do tráfico.

É nesse contexto que os números fornecidos pelo 19º BPM ganham relevância. As 25 ocorrências e 29 prisões registradas desde agosto representam a dimensão visível da atuação ostensiva da Polícia Militar em Tangará da Serra, enquanto as grandes operações das demais forças de segurança revelam estruturas que ultrapassam os limites do município.

Os dados, naturalmente, não permitem medir todo o mercado ilegal de drogas existente na região. Estatísticas policiais registram as ocorrências identificadas e as ações realizadas pelas forças de segurança, não o universo total de crimes que eventualmente não chegam ao conhecimento das autoridades.

Mas a combinação entre prisões frequentes, apreensões de grandes volumes e operações de inteligência oferece um retrato objetivo da pressão exercida pelo tráfico sobre a segurança pública regional — e, simultaneamente, da dimensão da resposta das forças policiais.

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