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Saúde Pública

Covid-19: Com 127 novos casos em 24hs, média diária em Tangará sobe para 48; Índice de cura próximo a 90%

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Subiu para 48 o número de novos casos diários de Covid-19 em Tangará da Serra neste mês de julho. O avanço da média se deve ao número apresentado no último boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), publicado pelo órgão na tarde de ontem (segunda,20).

De acordo com o levantamento, Tangará da Serra teve 127 novos casos registrados entre domingo e segunda, perfazendo um acumulado de 1.562 casos confirmados desde o primeiro registro da pandemia no município, em 01 de abril.

Com a atualização de ontem, a média de novos casos em julho fica em 48/dia, ante a média diária anterior de 44. Nos últimos 10 dias, a média diária de casos – que ontem era de 42 – sobe para 52.

Por outro lado, o número de curados, se mantém em nível alto. São 1.398 pacientes que se recuperaram da infecção pelo novo coronavírus, perfazendo um índice de cura de 89,5%.

Outros 145 pacientes seguem em monitoramento. Os óbitos, que na última sexta-feira (16) somavam 15, passaram para 18, conforme o documento da SES-MT. (Veja os números de todo o estado no Boletim 134, acessando o link: http://www.saude.mt.gov.br/informe/584)

Classificação de risco

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) comunica que, em virtude da migração do banco de dados para o sistema de informação, alguns municípios ainda não conseguiram inserir o número real de casos confirmados de Covid-19, fato que impacta no cálculo da Taxa de Crescimento da Contaminação.

Por isso, a classificação de risco dos municípios passará a ser informada somente após o alinhamento das informações no sistema adequado. Até que a regularização ocorra, será considerada a classificação de risco divulgada no Boletim nº 130, de 16 de julho.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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