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Economia & Mercado

Capital de giro: Governo Federal anuncia o Fundo Garantidor de Operações para micro e pequenas empresas

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Ministério da Economia anunciou a criação do Fundo Garantidor de Operações (FGO) – linha de crédito concedida no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O fundo é válido desde o último dia 10.

Sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, no dia 19 de maio, a linha recebeu aporte do Tesouro Nacional no valor de R$ 15,9 bilhões, que estará disponível nas agências bancárias das instituições que se cadastrarem. Para saber quais instituições financeiras estão operando esta linha de crédito, basta entrar no portaldoempreendedor.gov.br, onde estarão listadas as instituições participantes.

O crédito vai garantir o apoio a mais de 4,5 milhões de micro e pequenas empresas que necessitam de capital de giro. “As empresas começam a retomar suas atividades econômicas e, nesse momento, o capital de giro é muito importante”, disse o secretário do Ministério da Economia, Carlos da Costa.

“Assim que a crise começou, nosso foco principal foi saúde. Logo em seguida nossa preocupação foi proteger os empregos e apoiar os mais vulneráveis com o Auxílio Emergencial. Nesse momento, ganha relevância viabilizar créditos para as empresas retomarem suas operações, o chamado crédito de capital de giro”, afirmou Carlos.

O secretário destacou que esse é o momento em que o capital de giro é importante. “O micro empresário é responsável pela geração de milhares de empregos no Brasil. E é esse motor de prosperidade que temos priorizado em nossas ações. As micro e pequenas empresas que serão priorizadas”, disse.

O Governo Federal vai garantir 100% de cada operação até o limite de 85% da carteira. “Fazer com que o recurso chegue na ponta está entre as prioridades do governo. Não pode mais faltar recursos de crédito para as empresas viáveis para a retomada do crescimento da economia”, reforçou o secretário.

A Receita Federal começará a enviar cartas e/ou correio eletrônico para 4,5 milhões de micro e pequenos empresários brasileiros, comunicado a todas as empresas qual o limite de crédito elas poderão solicitar nesta linha. A taxa de juros anual máxima será igual à taxa do Selic, acrescida de 1,25% sobre o valor concedido, com prazo de 36 meses para o pagamento e carência de oito meses.

Para serem beneficiadas, as empresas devem estar enquadradas como microempresas, com receita bruta comprovada igual ou inferior a R$ 360 mil; ou empresa de pequeno porte – estas com receita bruta anual entre R$ 360 mil R$ 4,8 milhões.

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Economia & Mercado

Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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