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Saúde Pública

ATUALIZADO: Sem casos confirmados de coronavírus, município cria comitê e anuncia medidas preventivas e de monitoramento

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As medidas de combate à propagação do COVID-19 (coronavírus) começaram a ser padronizadas em todo o país desde a última sexta-feira, quando o Ministério da Saúde emitiu nota orientativa.

Em Tangará da Serra e municípios da região anexa – assim como em todo o Mato Grosso – as medidas preventivas seguem o padrão do Ministério da Saúde. Entre as medidas estão a suspensão de eventos artísticos, culturais, esportivos, científicos e outros em que ocorra aglomeração de pessoas, bem como seus respectivos alvarás. Ainda não há, por enquanto, indicativo de suspensão das aulas em escolas e universidades.

Diante desse quadro, o município criou na última sexta-feira (13), através do Decreto 119 (13/03/2020), o Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento do Coronavírus em Tangará da Serra, composto por membros especialistas na área da saúde líderes dos serviços de saúde pública e privada, sob coordenação do Executivo Municipal.

Nesta segunda-feira, laudo do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE-MT) descartou um caso suspeito de contágio pelo COVID-19 no município. O caso era de um morador de Tangará da Serra que retornou de viagem ao estado de São Paulo na última semana e apresentava sintomas. Nesta segunda-feira (16), informações extraoficiais indicaram a possibilidade de um segundo caso suspeito na cidade, o que não foi confirmado pelas autoridades locais.

(*) Veja ao final da matéria, íntegra da Nota Informativa 001/2020, emitida pelo município de Tangará da Serra   

Com base na evolução dos casos no país, até o momento estima-se que sem a adoção das medidas propostas pelo Ministério para prevenção, o número de casos da doença dobre a cada três dias. Atitudes adotadas no dia a dia, como lavar as mãos e evitar aglomerações, reduzem o contágio pelo coronavírus. O Ministério da Saúde recomenda a redução do contato social o que, consequentemente, reduzirá as chances de transmissão do vírus, que é alta se comparado a outros coronavírus do passado.

As medidas gerais válidas, a partir da última sexta-feira (13), a todos os estados brasileiros, incluem o reforço da prevenção individual com a etiqueta respiratória (como cobrir a boca com o antebraço ou lenço descartável ao tossir e espirrar), o isolamento domiciliar ou hospitalar de pessoas com sintomas da doença por até 14 dias, além da recomendação para que pacientes com casos leves procurem os postos de saúde. As unidades de saúde, públicas e privadas, deverão iniciar, a partir da próxima semana, a triagem rápida para reduzir o tempo de espera no atendimento e consequentemente a possibilidade de transmissão dentro das unidades de saúde.

Procedimentos

Os vírus respiratórios se espalham pelo contato, por isso a importância da prática da higiene frequente, a desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência, como celulares, brinquedos, maçanetas, corrimão, são indispensáveis para a proteção contra o vírus. Até mesmo a forma de cumprimentar o outro deve mudar, evitando abraços, apertos de mãos e beijos no rosto. Essas são as maneiras mais importantes pelas quais as pessoas podem proteger a si e sua família de doenças respiratórias, incluindo o coronavírus.

Para os serviços públicos e privados, é indicado que disponibilizem locais para que os trabalhadores lavem as mãos com frequência, álcool em gel 70% e toalhas de papel descartáveis. Há ainda a orientação sobre o uso de máscaras e outros Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

O Ministério da Saúde recomenda que a utilização de equipamento de proteção seja feita apenas por pessoas doentes, casos confirmados da doença, contatos domiciliares e profissionais de saúde. Para áreas com transmissão local da doença, é recomendado que idosos e doentes crônicos evitem contato social como idas ao cinema, shoppings, viagens e locais com aglomeração de pessoas.

Vacina

A vacina contra a gripe também é recomendada e a Campanha Nacional de Vacinação terá início no dia 23 de março, quando idosos e profissionais de saúde terão prioridade para se vacinarem. A vacina contra a influenza garante proteção para três tipos de vírus (H1N1, H3N2 e Influenza B). Mesmo que a vacina não apresente eficácia contra o coronavírus é uma forma de prevenção para outros vírus, ajudando a reduzir a demanda de pacientes com sintomas respiratórios e acelerarem o diagnóstico para o coronavírus.

(*) Leia, abaixo, a Nota Informativa 001/2020, do município de Tangará da Serra

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Saúde Pública

Inverno do MT: Clima seco e frio aumentam risco de agravamento da gripe

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Com a aproximação do inverno, Tangará da Serra entra em um período típico de clima seco, que se estende de maio a agosto e exige atenção redobrada com a saúde respiratória.

Nessa época do ano, a umidade relativa do ar costuma cair significativamente, favorecendo a suspensão de poeira e partículas no ambiente. Esse cenário irrita as vias respiratórias e facilita a entrada de vírus, como o da Influenza A, no organismo.

Outro fator característico da região são as chamadas “friagens” — quedas bruscas de temperatura provocadas por massas de ar frio vindas do Sul do continente. Essas mudanças repentinas impactam o sistema imunológico e aumentam a incidência de doenças respiratórias.

Com o clima mais seco, ambientes fechados e pouco ventilados se tornam mais comuns, o que contribui para a rápida transmissão do vírus entre as pessoas.

Especialistas alertam que essa combinação — ar seco, poeira, variação de temperatura e maior convivência em locais fechados — cria um ambiente propício para o agravamento da Influenza A e o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Diante desse cenário, a vacinação ganha ainda mais importância. A imunização antes do período crítico é considerada a principal forma de evitar complicações, internações e mortes, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

Ou seja: Vacinar agora é antecipar a proteção para os meses mais críticos do ano.

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