Recursos de emenda do senador Carlos Fávaro junto ao MAPA viabilizarão estrutura com capacidade para abater até 12 bovinos/dia e atender produtores de todos os portes
O município de Nova Olímpia deu um passo decisivo para solucionar uma das mais antigas demandas do setor agropecuário local. O investimento superior a R$ 3,8 milhões garantido pela municipalidade viabilizará a construção de um abatedouro de bovinos, estrutura que possibilitará o abate inspecionado de animais e ampliará a segurança alimentar da população.
Os recursos serão viabilizados por meio de convênio entre a Prefeitura de Nova Olímpia e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com apoio do senador Carlos Fávaro. Do montante previsto, R$ 2.689.297,61 já estão empenhados para a execução das obras civis, enquanto outros R$ 1.186.141,69 deverão ser liberados em uma segunda etapa destinada à aquisição dos equipamentos necessários ao funcionamento da unidade.
A conquista é resultado de uma articulação conduzida pela Prefeitura de Nova Olímpia, sob liderança do prefeito Ari Cândido Batista (Arizão), com participação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, comandada pelo secretário Sergio Schefer. O projeto foi elaborado pela equipe técnica da secretaria, em conjunto com a Secretaria de Planejamento (SEPLAN) e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Apresentado na sequência em Brasília, o projeto recebeu apoio do senador Carlos Fávaro para viabilização dos recursos federais. A iniciativa também contou com pleno respaldo da Câmara de Vereadores.
Segundo o secretário Sergio Schefer, o edital de licitação será lançado após a formalização do convênio entre o MAPA e a Prefeitura, prevista para as próximas semanas. “A expectativa é que a obra seja concluída em até um ano após a emissão da ordem de serviço”, disse o titular da pasta de Desenvolvimento Rural.
A nova estrutura será implantada em uma área de três hectares no entroncamento do Prega Fogo, uma das localidades mais tradicionais do município. O abatedouro será destinado exclusivamente ao abate de bovinos e terá capacidade para processar até 12 cabeças por dia, atendendo produtores rurais de todos os portes.
Segurança alimentar e desenvolvimento econômico
Para o prefeito Ari Cândido Batista, o empreendimento representa mais do que uma obra de infraestrutura. “Será a solução de uma demanda histórica de Nova Olímpia, que estamos há quase uma década lutando para atender”, destacou o gestor.
Atualmente, o município não dispõe de uma unidade própria para abate inspecionado, situação que limita a organização da cadeia produtiva da carne e dificulta o acesso da população a produtos com certificação sanitária local.
Com a entrada em operação do abatedouro, a carne comercializada no município passará a contar com acompanhamento sanitário realizado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e pelo sistema estadual de inspeção (SISE). “Vamos assegurar maior controle sobre a qualidade e a procedência dos produtos oferecidos aos consumidores de Nova Olímpia”, pontuou Arizão.
O prefeito ressalta ainda que, além dos benefícios diretos à saúde pública, a nova estrutura deverá impulsionar a economia local, fortalecendo a pecuária, ampliando oportunidades para produtores rurais e estimulando a circulação de renda dentro do município. “Nossa expectativa é que o empreendimento se torne um importante instrumento de apoio ao setor produtivo, agregando valor à produção pecuária local e consolidando uma nova etapa de desenvolvimento para Nova Olímpia”, finalizou.
A forte chuva registrada na tarde da última sexta-feira (19) voltou a expor um problema antigo enfrentado por Tangará da Serra: os alagamentos provocados pelo grande volume de águas pluviais em diversos pontos da área urbana. A situação evidencia a necessidade de ampliação e modernização do sistema de drenagem do município.
O volume de precipitação foi considerado atípico para o mês de junho. Na região dos bairros Jardim Rio Preto e Cidade Alta, pluviômetros instalados em propriedades particulares registraram acumulados entre 80 e 90 milímetros em poucas horas.
Embora a chuva tenha atingido praticamente toda a cidade, um dos locais mais afetados foi a Rua Avelina Jaci Bohn, no trecho localizado ao lado do Bosque Municipal (imagem abaixo), entre os cruzamentos com a Rua Júlio Martinez Benevides e a Avenida Brasília. A área, situada em uma depressão natural do terreno, concentrou grande volume de água, causando alagamentos e transtornos para moradores e motoristas.
Perfil de elevação, na parte de baixo da imagem. Depressão na rua Avelina Jaci Bohn é o ponto do alagamento de sexta-feira.
Diante da situação, o vice-prefeito Eduardo Sanches anunciou nesta segunda-feira (22) a execução de obras de drenagem voltadas à redução dos impactos das chuvas intensas na região central da cidade.
Segundo ele, uma das intervenções prevê a implantação de galerias pluviais a partir da rotatória entre a Avenida Brasil e a Avenida José Manzano (antiga Avenida Mauá), seguindo pela Avenida Brasil e pela Rua 10-A. Outra frente de trabalho será executada na Rua Tapirapuã, a partir do cruzamento com a Rua Júlio Martinez Benevides.
Problema é recorrente sempre que há chuvas mais intensas.
O objetivo é captar parte das águas que descem das regiões mais altas da cidade antes que elas alcancem o entorno do Parque Natural Municipal Ilto Ferreira Coutinho, conhecido como Bosque Municipal, reduzindo o volume concentrado na Rua Avelina Jaci Bohn, um dos pontos mais suscetíveis a alagamentos.
“Toda essa região receberá drenagem para captar essa água e diminuir o volume que chega nesse ponto mais baixo, ao lado do Bosque Municipal”, afirmou o vice-prefeito, destacando que o problema se arrasta há muitos anos.
Eduardo Sanches reconheceu ainda que os alagamentos não se restringem à região central e informou que outros pontos críticos estão sendo monitorados pela administração municipal para futuras intervenções.
Além da Rua Avelina Jaci Bohn, a enxurrada provocou alagamentos e acúmulo de água em diversos pontos da cidade. Houve registros no Centro, Jardim do Lago, Jardim Tanaka, Avenida Ismael José do Nascimento e na própria Rua Júlio Martinez Benevides, nas proximidades da Câmara Municipal.
Avenida Tancredo de Almeida Neves, região do Fórum/Diário da Serra: outro ponto de alagamento.
Em vários desses locais, a força da água avançou sobre o pavimento, dificultando o trânsito de veículos e pedestres. Situações semelhantes também foram observadas nos bairros Jardim Europa, Jardim Shangri-lá e Vila Goiás.
A expectativa da Prefeitura é que as obras de drenagem reduzam significativamente os impactos das chuvas mais intensas, especialmente na região do Bosque Municipal, considerada um dos principais pontos de concentração das águas pluviais na área urbana.
Acompanhe, no vídeo a seguir, a descrição das obras pelo vice-prefeito Eduardo Sanches:
Problema é recorrente em Tangará da Serra (abaixo, registro de novembro de 2024)