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Economia & Mercado

Tangará da Serra precisa melhorar posição no ranking de geração de empregos

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Apesar de Mato Grosso mostrar sinais de vigor no mercado formal — gerando mais de 32 mil vagas entre janeiro e maio de 2025 (destaque para construção, serviços, indústria e comércio), Tangará da Serra não só ficou fora do ranking dos 10 municípios com maior geração de postos formais no estado, como patina em desempenho mediano no contexto regional.

Indicadores preocupantes

Ausência no top 10 estadual: dados parciais do CAGED revelam que Tangará não figura entre os municípios mais dinâmicos de Mato Grosso.

Desempenho aquém do potencial: a cidade, que já brilhou anos atrás com cerca de 889 novos empregos no semestre, agora vê uma desaceleração aparente.

As explicações oficiais são hesitantes. Em recente entrevista à Rádio Serra FM, o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Silvio José Sommavilla, afirmou que o importante não é a posição durante o ano e sim a posição final, no fechamento do ano. “Essa é uma informação parcial, ela é precária”.

O secretário explicou ainda os fatores que influenciaram o desempenho do município nessa avaliação parcial. “Tangará da Serra é múltipla em suas atividades, não é um crescimento empírico, mas também não existe queda, ela vem controlando”.

Ainda segundo ele, muitos empregos gerados em Tangará são registrados em outras cidades por conta da localização do CNPJ das empresas.

Posição volátil

Tangará saiu da elite dos municípios que mais criam vagas — sinal de que sua recuperação econômica enfrenta obstáculos, seja na oferta de emprego, seja na ação de atração empresarial.

Corroborando a declaração do secretário Sílvio Sommavilla, quando empresas locais contratam, mas o CNPJ pertence a outra cidade (como Rondonópolis), o saldo formal não aparece em Tangará, prejudicando seu desempenho oficial.

Apesar de ser um polo sólido em agronegócio, comércio e serviços, Tangará não consegue converter sua vitalidade econômica em emprego formal substancial. A cidade gerou centenas de vagas no passado, mas a retomada sustentável ainda não se consolidou.

Virar o jogo

Para reverter o quadro, o município precisa incentivar empresas locais a registrarem CNPJs locais, garantindo que as contratações fiquem no balanço oficial de Tangará.

Fortalecer a qualificação profissional por meio de parcerias com IFMT, Senai, Senac e os programas implementados pela prefeitura.

Atrair novos investimentos e indústrias que demandem mão de obra qualificada e gerem impacto real no mercado de trabalho formal.

Fazer gestão, com o apoio dos municípios vizinhos, para melhorar a representatividade política nas esferas estadual e federal e, em especial, pela melhoria da logística de transportes regional, buscando obter a intermodalidade (reivindicar o funcionamento da Hidrovia do Rio Paraguai no Tramo Norte e atuar para, no longo prazo, trazer para perto o modal ferroviário).

Urgência estratégica

Em um estado que avança com a criação de milhares de empregos formais, Tangará da Serra participa do crescimento — mas sem protagonismo. A saída da cidade do ranking dos 10 melhores do CAGED é um alerta: a economia regional precisa agora se converter em empregos de qualidade e consolidados.

O município possui recursos estratégicos — agronegócio pujante, comércio estruturado e cursos técnicos e uma administração focada —, mas depende mais especificamente de ação pública estratégica, correção de distorções estatísticas e atração de novos investimentos para que o emprego formal reflita efetivamente seu potencial econômico.

Sem isso, Tangará poderá se transformar em um gigante econômico apenas em potencial, mas sem conseguir incluir sua população no progresso que diz simbolizar.

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Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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