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“No label look”, efeito transparente em rótulos segue em alta em 2025

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São Paulo, fevereiro de 2025Em busca da diferenciação em gôndola e aprimoramento da experiência do consumidor, por meio de uma comunicação cada vez mais direta, a busca por embalagens com rótulos e etiquetas que otimizem essa jornada é uma constante das marcas. E nesse sentido, o apelo minimalista, que segue em alta em 2025, está também presente no universo da embalagem, em soluções que carregam o conceito “clear on clear”. Também conhecido como “no label look”, trata-se de um efeito transparente que chama atenção por alinhar sofisticação e simplicidade, e faz com que o rótulo “desapareça”, dando a impressão de que os elementos gráficos estão diretamente estampados na embalagem, o que destaca o produto e sua qualidade.

De acordo com Keyse Ramalho Marques, gerente de desenvolvimento de novos negócios da Avery Dennison Brasil, companhia líder mundial em soluções autoadesivas para rótulos e etiquetas, a transparência e a presença reduzida de elementos visuais na embalagem permitem que o produto seja o verdadeiro destaque e ganhe um apelo visual elegante e premium. São rótulos que transmitem exclusividade e requinte ao consumidor de diferentes segmentos, desde itens cosméticos e de cuidados pessoais, como xampus, maquiagens e hidratantes, até alimentos, bebidas artesanais e destilados.

“Rótulos e etiquetas com efeito ‘no label look’ permitem que o design aplicado à embalagem coloque o produto no centro das atenções e consiga demonstrar fielmente o que é ofertado, sua qualidade e os valores da marca, o que também aumenta a margem de confiança do consumidor e reforça os atributos de elegância adotados pela indústria. Este recurso tem sido amplamente utilizado pelo nicho de produtos mais sofisticados, principalmente em virtude desse aspecto elegante e minimalista, ambos em alta, proporcionando vantagens ao mercado varejista e agregando valor ao consumidor. De modo geral, o estilo ‘no label look’ é uma tendência que veio para ficar e deve se fazer presente em cada vez mais setores da cadeia produtiva”, aponta a executiva.

Promoção da sustentabilidade em diferentes níveis

As soluções autoadesivas são, por si só, uma ferramenta que impulsiona a eficiência operacional, melhora a durabilidade da embalagem e permite a personalização exclusiva dos produtos que serão ofertados ao consumidor. Contudo, ao optar por soluções “no label look”, ou seja, rótulos autoadesivos transparentes – principalmente quando combinadas com um adesivo com tecnologia especial, que auxilie na manutenção desta transparência, e com o liner (r)PET – é possível atender requisitos sustentáveis e de produtividade em diferentes níveis, já que as estruturas são visivelmente de menor espessura.

“Quando esses filmes são combinados com o adesivo acrílico e liner (r)PET da Avery Dennison, a solução atinge níveis ainda mais altos de sustentabilidade. Este tipo de liner conta com 30% de conteúdo reciclado, proveniente de resíduos de garrafas PET pós-consumo, o que promove também a economia circular”, comenta Keyse.

O processo de fabricação do rótulo com BOPP transparente, adesivo resistente ao esbranquiçamento e liner rPET, é capaz de reduzir o uso de água, de energia e das emissões de carbono. “Com isso, a solução se torna uma escolha estratégica para empresas que entenderam a importância de gerar impactos positivos em suas operações e de oferecer produtos cada vez mais tecnológicos e inovadores a um mercado que segue em constante evolução, sem impactar no design e na aparência do produto”, conclui Keyse.

Sobre a Avery Dennison

A Avery Dennison Corporation (NYSE: AVY) é uma empresa global de ciência de materiais e soluções de identificação digital. Através da tagline, Making Possible™, desenvolvemos produtos e soluções que impulsionam os setores em que atuamos, oferecendo soluções de branding e informação que otimizam a eficiência da mão de obra e da cadeia de suprimentos, reduzem os desperdícios e promovem a sustentabilidade, circularidade e transparência, e criam uma melhor conexão entre marcas e consumidores. Projetamos e desenvolvemos materiais para rótulos e aplicações funcionais, inlays e tags de identificação por radiofrequência (RFID), softwares que conectam o físico ao digital e soluções que aprimoram embalagens de marca e exibem informações que melhoram a experiência do cliente. Atendemos diversos setores em todo o mundo, incluindo cuidados pessoais e domésticos, vestuário, varejo, e-commerce, logística, alimentos e supermercados, farmacêutico e automotivo. Contamos com aproximadamente 35.000 funcionários em mais de 50 países. Em 2024, nossas vendas reportadas foram de US$ 8,8 bilhões. Saiba mais em www.averydennison.com

 

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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