TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Economia & Mercado

Proteína alternativa: BRF distribuirá carne cultivada de Israel no mercado brasileiro

Publicado em

A carne cultivada começará a ser comercializada no Brasil neste ano de 2024. A confirmação se deu depois que Israel anunciou a aprovação, pelo Ministério da Saúde daquele país, da comercialização da carne bovina cultivada produzida pela Aleph Farms.

O primeiro produto que a startup israelense pretende lançar naquele mercado será um bife composto por células não modificadas e não imortalizadas de uma vaca Angus preta premium, com uma matriz de proteína vegetal feita de soja e trigo.

No Brasil, a distribuição no novo produto alimentício será feita pela BRF, que em março de 2021 assinou um memorando de entendimento com a empresa de Israel startup.

Tecnologia

“Além das células derivadas de um dos óvulos fertilizados da vaca, não há outros componentes de origem animal no processo de cultivo ou no produto”, explica a empresa. Quando as exigências de rotulagem e inspeção da unidade de produção da Aleph forem concluídas, a novidade começará a ser vendida em restaurantes selecionados, inicialmente a preços semelhantes aos da carne bovina premium convencional.

Três das oito primeiras empresas de carne cultivada do mundo nasceram em Israel, que foi o primeiro país a liberar as vendas da carne bovina. Nos Estados Unidos e em Cingapura, já foi aprovada a comercialização de carne de frango cultivada.

A Aleph Farms levantou US$ 140 milhões desde que foi fundada, em 2017, e tem entre seus investidores famosos como o ator Leonardo DiCaprio e empresas como a brasileira BRF, que aportou US$ 2,5 milhões da startup em 2021. No Brasil, a gigante de proteínas animais JBS também investe nesse segmento.

Sobre a aprovação e a venda no Brasil

Gustavo Guadagnini, presidente do The Good Food Institute Brasil, afirma que a aprovação da carne cultivada da Aleph Farms em Israel representa um avanço monumental para o setor de proteínas alternativas.

“Este é um exemplo brilhante do que a inovação, aliada à ciência e à sustentabilidade, pode alcançar. No The Good Food Institute Brasil, vemos isso como um sinal promissor do que está por vir”, destaca.

Ele ainda lembar que a carne cultivada já está programada para chegar ao Brasil. “É um testemunho do potencial que a carne cultivada tem para revolucionar o sistema alimentar, oferecendo alternativas sustentáveis e éticas sem comprometer o sabor ou a tradição”, completa.

A parceria para distribuição do produto no mercado brasileiro foi feita com a BRF.

“Este é um momento crucial para Brasil, que também publicou seu o primeiro caminho regulatório para produtos do tipo e pode se posicionar como líder na adoção e na inovação de proteínas alternativas, trazendo benefícios tanto para a nossa economia como para o meio ambiente”, comemora Guadagnini.

(Redação EB, com informações de Infomoney)

Comentários Facebook
Advertisement

Economia & Mercado

Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

Published

on

Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana