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Instabilidade no sistema nacional dificulta emissão de notas fiscais eletrônicas por MEIs

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Desde o dia 1° de setembro, todos os MEIs do Brasil foram submetidos à obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) pelo padrão nacional. Essa alteração foi estabelecida pela decisão nº 169/2022 de 3 de abril de 2023 do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), órgão vinculado à Receita Federal.

Desde então, os MEIs não podem mais emitir notas fiscais pelos sistemas das prefeituras, como vinha sendo feito.

Porém, o que era para ser simples e prático, passou a ser uma dor-de-cabeça aos MEIs logo no primeiro dia de vigor da norma, já que os sistemas disponibilizados no portal gov.br/nfse ou pelo aplicativo NFS-e-Mobile passaram a apresentar problemas ao tentar “fazer primeiro acesso”.

Muitos MEIs não conseguiram emitir suas notas por várias falhas no sistema, entre elas o não reconhecimento do título de eleitor e do código de endereçamento postal (CEP) (imagem na sequência). Muitas vezes, o sistema emperra, também, quando o emissor passa pelos campos correspondentes às “Informações Complementares”.

Os maiores problemas aconteceram no dia 01 de setembro, na sexta-feira passada, data em que a norma entrou em vigor. No primeiro acesso, além do não reconhecimento do título de eleitor e do CEP, o sistema travava e apontava erro no servidor, através da mensagem “502 – Web server received na invalid response while acting as a gateway or proxy server” (imagem acima), mostrada pelo sistema logo após o usuário informar o título eleitoral com a resposta, na sequência, de que o número do documento era inexistente.

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Falha e irresponsabilidade

Uma falha, segundo apurado pelo Enfoque Business, foi a sobrecarga no servidor, o que significa falha da administração do sistema, que não previu a possibilidade de congestionamento. A sobrecarga foi atestada, também, pelo Sebrae, em Tangará da Serra, ao atender MEIs que procuraram o órgão.

Muitos MEIs não conseguiram emitir suas notas na sexta-feira, dia 01, gerando sérios transtornos aos usuários, como constrangimento por não conseguir emitir o documento fiscal e, também, perda de tempo. Num dos casos relatados à redação, o usuário se dirigiu à Receita Federal e ao Cartório Eleitoral para verificar possíveis problemas no CPF ou no título. Porém, foi informado que os documentos estavam regulares e sem qualquer inconsistência.

Ontem, segunda-feira, o sistema permitiu a emissão de notas, porém ainda apontando erros ao não reconhecer os CEPs. Essa limitação provocou, novamente, perda de tempo e transtornos aos MEIs.

Os problemas apresentados pelo sistema atestam a irresponsabilidade do governo federal ao impor o uso de um sistema sem estar devidamente testado e com dificuldades evidentes na rotina da emissão. Isso gera apreensão com a possível recorrência das falhas, ocasionando mais prejuízos, mais perda de tempo e mais constrangimentos.

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Novo sistema

Segundo o governo federal, a motivação por trás dessa mudança é simplificar os procedimentos relacionados à emissão de notas fiscais e tornar mais fácil o cumprimento das obrigações tributárias por parte dos Microempreendedores Individuais. Essa medida visa facilitar a vida dos MEIs e garantir que estejam em conformidade com a legislação tributária, tornando todo o processo mais acessível e eficiente.

Até recentemente, a emissão de notas fiscais eletrônicas por parte dos Microempreendedores Individuais (MEIs) era conduzida através dos sistemas das prefeituras. Isso significava que cada município podia ter um modelo diferente para a emissão dessas notas fiscais. Contudo, a partir do dia 1º de setembro, a mudança entrou em vigor, afetando todos os MEIs do país.

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Nova Olímpia assegura R$ 3,8 milhões para abatedouro com abate inspecionado de bovinos

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Recursos de emenda do senador Carlos Fávaro junto ao MAPA viabilizarão estrutura com capacidade para abater até 12 bovinos/dia e atender produtores de todos os portes

O município de Nova Olímpia deu um passo decisivo para solucionar uma das mais antigas demandas do setor agropecuário local. O investimento superior a R$ 3,8 milhões garantido pela municipalidade viabilizará a construção de um abatedouro de bovinos, estrutura que possibilitará o abate inspecionado de animais e ampliará a segurança alimentar da população.

Os recursos serão viabilizados por meio de convênio entre a Prefeitura de Nova Olímpia e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com apoio do senador Carlos Fávaro. Do montante previsto, R$ 2.689.297,61 já estão empenhados para a execução das obras civis, enquanto outros R$ 1.186.141,69 deverão ser liberados em uma segunda etapa destinada à aquisição dos equipamentos necessários ao funcionamento da unidade.

A conquista é resultado de uma articulação conduzida pela Prefeitura de Nova Olímpia, sob liderança do prefeito Ari Cândido Batista (Arizão), com participação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, comandada pelo secretário Sergio Schefer. O projeto foi elaborado pela equipe técnica da secretaria, em conjunto com a Secretaria de Planejamento (SEPLAN) e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Apresentado na sequência em Brasília, o projeto recebeu apoio do senador Carlos Fávaro para viabilização dos recursos federais. A iniciativa também contou com pleno respaldo da Câmara de Vereadores.

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Segundo o secretário Sergio Schefer, o edital de licitação será lançado após a formalização do convênio entre o MAPA e a Prefeitura, prevista para as próximas semanas. “A expectativa é que a obra seja concluída em até um ano após a emissão da ordem de serviço”, disse o titular da pasta de Desenvolvimento Rural.

A nova estrutura será implantada em uma área de três hectares no entroncamento do Prega Fogo, uma das localidades mais tradicionais do município. O abatedouro será destinado exclusivamente ao abate de bovinos e terá capacidade para processar até 12 cabeças por dia, atendendo produtores rurais de todos os portes.

Segurança alimentar e desenvolvimento econômico

Para o prefeito Ari Cândido Batista, o empreendimento representa mais do que uma obra de infraestrutura. “Será a solução de uma demanda histórica de Nova Olímpia, que estamos há quase uma década lutando para atender”, destacou o gestor.

Atualmente, o município não dispõe de uma unidade própria para abate inspecionado, situação que limita a organização da cadeia produtiva da carne e dificulta o acesso da população a produtos com certificação sanitária local.

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Com a entrada em operação do abatedouro, a carne comercializada no município passará a contar com acompanhamento sanitário realizado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e pelo sistema estadual de inspeção (SISE). “Vamos assegurar maior controle sobre a qualidade e a procedência dos produtos oferecidos aos consumidores de Nova Olímpia”, pontuou Arizão.

O prefeito ressalta ainda que, além dos benefícios diretos à saúde pública, a nova estrutura deverá impulsionar a economia local, fortalecendo a pecuária, ampliando oportunidades para produtores rurais e estimulando a circulação de renda dentro do município. “Nossa expectativa é que o empreendimento se torne um importante instrumento de apoio ao setor produtivo, agregando valor à produção pecuária local e consolidando uma nova etapa de desenvolvimento para Nova Olímpia”, finalizou.

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