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Estradas: Concessão Itanorte-Jangada prevê trechos duplicados e com terceira faixa

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Os 233 quilômetros do trajeto Itanorte-Jangada terão trechos de via duplicada e outros com terceira pista. A informação foi repassada ontem pela manhã pelo governo do Estado, durante a presença da comitiva governamental em Tangará da Serra, por ocasião das celebrações do 45º aniversário da cidade.

Em entrevista ao repórter Kleber Leite, da Rádio Tangará, o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo ‘Padeiro’ Oliveira, disse que os trechos duplicados e com terceira pista estão previstos no contrato de concessão com a Via Brasil, concessionária que venceu o leilão na bolsa de valores oficial do Brasil, em São Paulo, em novembro do ano passado. “Esta rodovia vai ter investimento altíssimo durante 30 anos, com partes com terceira faixa e algumas com duplicação, o que favorecerá o desenvolvimento dessa região”, disse, na entrevista.

Padeiro não mencionou prazos para as obras de duplicação e terceira pista, nem os pontos que receberão estas intervenções. Presume-se, porém, que serão priorizados os trechos com maior fluxo de cargas, como Tangará/Nova Olímpia e Nova Olímpia/Barra do Bugres. Nestes pontos, fluxos intensos incluem trânsito de caminhões canavieiros.

Por conta da assinatura do contrato, foi repassado, por 30 anos, o trecho com 233,2 quilômetros para execução de serviços de conservação, recuperação, manutenção e implantação de melhorias rodoviárias, num total de R$ 815 milhões ao longo dos 233,2 quilômetros das rodovias MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480.

Estão previstas, ainda, quatro praças de pedágio, cuja tarifa será de R$ 7,90. O funcionamento das praças será iniciado no segundo ano de concessão e somente após o término dos serviços iniciais.

(*) Na sequência, áudio da entrevista concedida por Marcelo Padeiro a Kleber Leite.

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Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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