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Sistema Famato oferece curso EAD de emissão da GTA de bovinos; Inscrições até dia 09

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O Sistema Famato, em parceria com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), está com inscrições abertas para o curso à distância (EAD) de emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) de bovinos. O curso é destinado aos sindicatos rurais, produtores e interessados no assunto. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 9 de maio pelo site https://forms.gle/ttBxNHQxxYvpEfCD8.

As aulas serão elaboradas por técnicos credenciados ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e servidores públicos do Indea-MT. O objetivo é ampliar o conhecimento dos participantes nesta modalidade de emissão de GTA, que pode ser feita via internet, sem a necessidade de ir a uma unidade local de atendimento do instituto.

A data de início das aulas deve ser definida e divulgada após o encerramento das inscrições. As turmas serão formadas de acordo com o número de inscritos.

A GTA é o documento oficial para transporte animal no Brasil e contém informações essenciais sobre a rastreabilidade (origem, destino, finalidade, espécie, vacinações, entre outros). Para obtê-la em Mato Grosso, a propriedade deve estar cadastrada no Indea-MT, executar e comprovar vacinações obrigatórias exigidas pela legislação.

No transporte de animais, a GTA original deve acompanhar a carga e estar dentro do prazo de validade durante o percurso. O documento precisa ser entregue em qualquer unidade local do Indea-MT.

Cada espécie animal possui uma norma específica para a emissão da guia, exceto os cães e gatos que são isentos da emissão desse documento para transporte.

Serviço

O que: Curso EAD para ensinar a emissão da GTA de bovinos

Período de inscrição: 19 de abril a 9 de maio de 2021

Link para inscrição: https://forms.gle/ttBxNHQxxYvpEfCD8

Data do curso: A definir (de acordo com o número de inscritos)

(Ascom Famato)

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Analfabetismo funcional em atividades produtivas causam grandes perdas na agropecuária

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O analfabetismo funcional, uma realidade preocupante no Brasil, tem gerado efeitos negativos em diversas áreas econômicas, com destaque para a agropecuária. Dados recentes apontam que cerca de 38 milhões de brasileiros são afetados por essa condição, um número alarmante que tem impacto direto na produtividade e segurança nas atividades rurais, especialmente no setor pecuário.

Em uma entrevista recente ao programa Momento Agrícola, o professor da Universidade de São Paulo (USP), Dr. Enrico Ortolani, alertou para os graves prejuízos causados pela interpretação inadequada de informações técnicas essenciais. Ortolani, professor titular de Clínica de Ruminantes da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ-USP), destacou que a falta de compreensão adequada dos manuais de instrução e a dificuldade na realização de cálculos simples estão entre as principais causas de acidentes e mortes na pecuária.

“Sem perceber, fazemos cálculos o tempo todo. Na rotina da pecuária, estimamos, pesamos, formulamos e calculamos, seja no curral, no galpão de ração ou até nas operações no campo. A matemática é uma ferramenta cotidiana”, explicou Ortolani. No entanto, ele apontou que os erros de interpretação e de cálculo têm resultado em graves consequências, como a morte de animais em grandes números.

Segundo Enrico Ortolani, a falta de compreensão de manuais de instrução e a dificuldades em cálculos simples estão entre as principais causas de acidentes e perdas na pecuária.

Ricardo Arioli, agrônomo e apresentador do programa, complementou a fala do professor, relatando a crescente dificuldade de comunicação técnica entre assistentes técnicos e funcionários das propriedades rurais. “Está cada vez mais difícil essa comunicação técnica, talvez de um assistente técnico de uma propriedade com os funcionários, e isso causa problemas”, observou.

Dados alarmantes

Uma pesquisa de 2024, mencionada por Ortolani, revelou dados preocupantes sobre o analfabetismo funcional no Brasil. O estudo apontou para a existência de impressionantes 38 milhões de analfabetos funcionais no Brasil, o que equivale a nada menos que 17% da população do país.

O levantamento foi realizado entre um grupo de brasileiros de 15 a 64 anos e constatou que nesse contingente, considerando o aspecto de compreensão de textos e informações técnicas, 17% dos analfabetos funcionais concluíram o ensino médio, e 12% terminaram o curso universitário. O mais alarmante, no entanto, é que 75% desses indivíduos residem em áreas rurais, onde a agropecuária e a agricultura são atividades predominantes.

Entre os casos mais comuns de erros, Ortolani relatou incidentes envolvendo a dosagem incorreta de ionóforos e monensina, dois aditivos alimentares usados para otimizar a produção de ruminantes. “A intoxicação por amônia, ionóforos e monensina são problemas reais no campo. Um erro simples de cálculo pode reduzir a produção ou até matar uma grande quantidade de animais”, afirmou o professor.

Impactos diversos

O problema do analfabetismo funcional, no entanto, não se limita à agropecuária. Ortolani mencionou que engenheiros, arquitetos, médicos e outros profissionais de diversas áreas também relataram que erros de interpretação e cálculos imprecisos têm ocorrido frequentemente em suas respectivas áreas. “Esses erros podem comprometer a segurança e a eficiência em setores estratégicos e vitais, como a agricultura, a construção civil, a indústria e a própria medicina”, comentou Ortolani.

Mitigando danos

Diante do cenário preocupante, o professor ressaltou a importância da capacitação contínua e do treinamento especializado. “Não podemos simplesmente esperar que todos compreendam informações complexas de forma intuitiva. Treinamento adequado, diálogo constante e, até mesmo, um trabalho de apoio emocional aos colaboradores são fundamentais”, afirmou. Ortolani também destacou a necessidade de delegar responsabilidades de acordo com as habilidades de cada colaborador, especialmente em tarefas que envolvem riscos significativos.

Estatísticas

  • 38 milhões de analfabetos funcionais no Brasil (pesquisa de 2024)
  • 75% dos analfabetos funcionais moram no interior, onde predominam a agricultura e a pecuária
  • 17% dos analfabetos funcionais concluíram o ensino médio
  • 12% dos analfabetos funcionais têm ensino superior

A entrevista concedida por Enrico e veiculada no Momento Agrícola no último dia 02 de agosto, mostra que o Brasil, com seu enorme potencial agropecuário, não pode mais ignorar os efeitos do analfabetismo funcional na produtividade e segurança do campo e, também, em qualquer outra área. Daí a importância da implementação de políticas públicas que incentivem a educação e a capacitação profissional como forma de reduzir o impacto dessa realidade negativa.

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