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Saúde Pública

Ministério da Saúde atualiza dados sobre covid-19, mas números não batem com o controle do MT

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O Ministério da Saúde divulgou há pouco que “corrigiu duplicações e atualizou os dados divulgados sobre casos e óbitos por covid-19 no último domingo”. Os números do ministério sobre MT, porém, são bem diferentes em relação ao informativo divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde na mesma data.

Ontem foram publicados dois boletins dois boletins pelo Ministério da Saúde: o primeiro apontava 1.382 mortes nas últimas 24 horas e o segundo, 525 mortes.

A confusão é significativa. Enquanto o Ministério da Saúde apontou que Mato Grosso tinha 3.878 casos de Covid-19 confirmados, o relatório da pasta estadual informou 4.033 casos. A diferença, portanto, foi de 155 casos a menos nos números da pasta federal.

Houve também diferença no número de óbitos: O ministério informa 109 óbitos em Mato Grosso, enquanto a secretaria de Estado informa 113.

As divergências, evidentemente, se dão na variação diária. Enquanto o ministério informou que Mato Grosso teve 216 novos casos e 13 novos óbitos confirmados em 24 horas (de sábado para domingo), a SES-MT informou 245 novos casos e 12 óbitos no mesmo período.

Geral

A confirmação dos números divulgados hoje (segunda, 08) pelo ministério mostra que apenas o Distrito Federal e o Mato Grosso do Sul mantiveram os números de óbitos do primeiro balanço. Houve correções também nos números de novos casos registrados pelos estados.

No comunicado de hoje, o ministério destaca, em especial, a mudança dos números em Roraima, que havia anunciado 762 óbitos e, após verificação do Ministério da Saúde, o número foi consolidado em 142. Outra situação corrigida foi em relação ao número de casos confirmados no Ceará, que passou de 62.303 para 64.271 após atualização.

Para visualizar o desencontro dos dados entre as duas esferas de governo, veja as tabelas divulgadas pelo Ministério da Saúde e pela SES-MT:

Tabela do Ministério da Saúde, por estado:

Boletim da SES-MT:

 

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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