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Judiciário: Advocacia cobra retomada das atividades presencias; Vigília será realizada em frente ao fórum nesta quarta

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Ações paradas, prazos suspensos, processos travados, partes prejudicadas… A suspensão das atividades presenciais do poder judiciário em função da pandemia não agrada a ninguém, em especial à advocacia.

Na manhã desta terça-feira (09), advogados estiveram reunidos na sede da subseção da OAB em Tangará da Serra. Os advogados expuseram seus posicionamentos numa iniciativa respaldada pela subseção local da ordem e que renderá, na manhã desta quarta-feira (10), vigília em frente ao fórum da comarca de Tangará da Serra. A manifestação ocorrerá a partir das 08hs, com previsão de perdurar até por volta das 11hs.

Franco Ariel: “As dificuldades existem em função da paralisação e, por isso, há preocupação e insatisfação”.

Segundo o presidente da subseção local da OAB, Franco Ariel Bizarello dos Santos, a entidade já solicitou ao juízo local a retomada das atividades presenciais do Judiciário, o que serviu, inclusive, de balizamento das ações da ordem na esfera estadual. Porém, o pleito foi indeferido pelo Tribunal de Justiça em razão das circunstâncias da pandemia.

Pleito da subseção local da OAB pela retomada das atividades presencias foi indeferido pelo TJ pelas circunstâncias da pandemia.

Em 19 de março, decisão do Conselho Nacional de Justiça determinou a paralisação das atividades até de 30 abril, prazo que acabou estendido em razão do recrudescimento da pandemia, não havendo, na prática, previsão de retorno, o que reforça a preocupação da advocacia em razão da morosidade da prestação jurisdicional.

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“A advocacia entende que o Judiciário deve apresentar um planejamento de retomada das atividades presencias, a exemplo de outros segmentos. As dificuldades existem em função da paralisação e, por isso, há preocupação e insatisfação”, disse Franco Ariel, acrescentando que “diante disso, os colegas advogados deliberaram por realizar uma vigília na manhã desta quarta em frente ao fórum da comarca”. Ariel enfatiza que a decisão de retomada não depende do judiciário local e sim da presidência do Tribunal de Justiça. “Juízes locais já manifestaram a disposição pela retomada mas essa decisão de reabertura depende de deliberação superior”, finalizou.

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Comarca de Tangará da Serra pode ganhar vara especializada contra o crime organizado

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) poderá instalar, na Comarca de Tangará da Serra, uma vara especializada em processos relacionados ao crime organizado. A informação foi divulgada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Silvio Sommavilla, em áudio veiculado na manhã desta quinta-feira (9) na rádio Serra FM.

De acordo com o secretário, a possível implantação da unidade está relacionada à presença de organizações criminosas na região, influenciada pela proximidade com a fronteira entre Mato Grosso e Bolívia, área considerada estratégica para atividades ilícitas, especialmente o narcotráfico.

Região de fronteira

A faixa de fronteira entre Mato Grosso e Bolívia é caracterizada por dificuldades de controle. A extensão territorial e a baixa densidade populacional favorecem a atuação de grupos criminosos.

A região é utilizada como rota para o escoamento de drogas, como cocaína e pasta-base, destinadas a mercados no Brasil e no exterior. Esse cenário também está associado a crimes como furto de veículos e circulação de indivíduos considerados de alta periculosidade, com impacto em municípios das regiões oeste, noroeste e sudoeste do estado.

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Relatos de investigações conduzidas pela Polícia Federal do Brasil, Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso e Polícia Militar do Estado de Mato Grosso apontam para a existência de estruturas de apoio logístico aos grupos criminosos, incluindo pistas de pouso clandestinas e atuação de grupos armados.

Estruturação

A eventual criação da vara especializada se insere no processo de reestruturação do TJMT, que tem ampliado a especialização de unidades judiciais para o enfrentamento de crimes complexos.

Nesse contexto, foram implantadas varas criminais especializadas e Núcleos de Inquéritos Policiais (NIPs), com foco em organizações criminosas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Entre as unidades já estruturadas, destacam-se:

  • Núcleo de Inquéritos Policiais (NIP), em Cuiabá, voltado à análise de investigações envolvendo organizações criminosas;
  • 5ª Vara Criminal de Sinop, com atuação em crime organizado e tráfico de drogas;
  • 3ª Vara Criminal de Barra do Garças, com abrangência regional e foco em organizações criminosas e crimes econômicos;
  • 4ª Vara Criminal de Cáceres, com atuação voltada a crimes relacionados a entorpecentes e à faixa de fronteira;
  • 11ª e 13ª Varas Criminais de Cuiabá, com competências específicas em Justiça Militar e processos envolvendo entorpecentes e cartas precatórias.
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A criação dessas unidades integra a política de priorização do primeiro grau de jurisdição, com o objetivo de dar maior celeridade à tramitação de processos ligados ao crime organizado no estado.

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