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Economia

Em menos de um mês, Mato Grosso supera marca de R$ 5 bilhões em impostos arrecadados

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Mato Grosso ultrapassou a marca de R$ 5 bilhões em arrecadação de tributos municipais, estaduais e federais acumulados desde 1º de janeiro de 2026. O dado foi registrado no último domingo (25) pelo Telão do Impostômetro da Fecomércio-MT.

A marca foi alcançada um dia antes do registrado no mesmo período de 2025. Segundo o Instituto de Pesquisa e Análise da Federação (IPF-MT), o avanço está mais associado à manutenção do nível de atividade econômica do que a um crescimento expressivo da produção ou do consumo.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, apontou a movimentação da atividade comercial como fator relevante para o comportamento da arrecadação. “O desempenho da arrecadação neste início de ano sinaliza um ambiente econômico ativo, no qual empresas e consumidores seguem operando e gerando fluxo de impostos, mesmo sem acelerações bruscas”, afirmou.

De acordo com a entidade, comerciantes buscam manter um ambiente favorável aos negócios neste começo de ano, adotando estratégias para sustentar o movimento nas lojas.

Entre os municípios, Cuiabá acumulou R$ 104 milhões em arrecadação de impostos municipais desde o início do ano. Rondonópolis somou R$ 28 milhões, seguida por Sinop, com R$ 21 milhões, e Várzea Grande, com R$ 14 milhões. Para Wenceslau Júnior, os números refletem a concentração de atividades ligadas aos setores de serviços, comércio e agronegócio.

“São regiões com dinamismo empresarial, o que possibilita maior geração de tributos e sustenta os serviços públicos”, afirmou. Ele destacou, no entanto, a necessidade de que esses recursos retornem à sociedade. “É preciso que os impostos se revertam em infraestrutura e serviços públicos eficientes para empresas e famílias”, completou.

O acompanhamento do Impostômetro integra as ações da Fecomércio-MT voltadas à transparência e à disseminação de informações sobre o sistema tributário. A ferramenta permite que empresários e a sociedade acompanhem a evolução da arrecadação e avaliem o retorno desses recursos em investimentos públicos.

Arrecadação em 2025

Em 2025, o Impostômetro da Fecomércio-MT registrou arrecadação total superior a R$ 58 bilhões em Mato Grosso. Os dados consolidados indicam um volume acima de R$ 58,2 bilhões no acumulado do ano.

A marca de R$ 50 bilhões foi ultrapassada em meados de novembro;

No primeiro trimestre, o estado já havia acumulado cerca de R$ 15 bilhões em tributos.

Os valores incluem impostos federais, estaduais e municipais pagos por cidadãos e empresas em Mato Grosso.

(Texto e foto: Assessoria Fecomércio)

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Economia

Aprosoja: Piso mínimo do frete amplia custos e compromete a competitividade do agro

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) voltou a manifestar preocupação com os impactos do piso mínimo do frete rodoviário sobre a competitividade do agronegócio brasileiro nesta quinta-feira (22.01). Segundo a entidade, a metodologia atualmente adotada apresenta inconsistências estruturais relevantes, desconsidera a dinâmica real do mercado, ampliando custos logísticos, especialmente em estados produtores como Mato Grosso.

Criada em 2018, a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas surgiu como uma medida emergencial para encerrar a paralisação dos caminhoneiros que, à época, paralisou o país. No entanto, passados mais de seis anos, o setor produtivo avalia que o modelo não foi modernizado e passou a gerar distorções permanentes. A Aprosoja MT destaca que o atual tabelamento impõe um piso que não respeita a livre iniciativa, a livre concorrência e a liberdade de preços, princípios assegurados pela Constituição Federal.

Para o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, os efeitos do piso mínimo do frete se manifestam em um cenário já marcado por gargalos estruturais históricos, como a falta de capacidade de armazenagem.

“A armazenagem, sem dúvida nenhuma, é o grande gargalo que temos da agricultura brasileira. Hoje, no estado do Mato Grosso, o maior estado produtor, nós conseguimos armazenar menos da metade da nossa produção e menos da metade desse armazenamento está na mão dos produtores”, afirmou. Segundo ele, a ausência de armazéns força o produtor a escoar a produção no pico da safra, elevando o custo do transporte de grãos em função da concentração da demanda por frete nesse período.

Outro ponto destacado é que o piso mínimo afeta o frete de retorno e ignora a sazonalidade típica do agronegócio. Tradicionalmente, o frete de retorno mais barato ajudava a equilibrar os custos no transporte de fertilizantes e outros insumos. Com o tabelamento, essa lógica deixa de existir, elevando o custo de produção. “O próprio CADE já reconheceu que o frete mínimo gera efeitos semelhantes aos de formação de cartel, ou seja, impacta todo o mercado. O frete mínimo desconsidera vários aspectos da realidade do nosso país, e esse aumento de custo não é absorvido pelo governo, mas pelo produtor, que não consegue repassá-lo no preço do seu produto”, disse Lucas Costa Beber. “Esse frete acaba encarecendo e a sazonalidade é desconsiderada”, completou.

A entidade também chama atenção para falhas técnicas da metodologia da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), como o cálculo de depreciação baseado em caminhões novos, quando a idade média da frota brasileira supera 15 anos, e a priorização de critérios ligados ao número de eixos e à distância, em detrimento da tonelagem efetivamente
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transportada. Na prática, isso favorece veículos de grande porte e reduz a competitividade de caminhoneiros autônomos que operam caminhões de menor capacidade. “Esses caminhoneiros, com caminhões de sete ou quatro eixos, ou LS acabam perdendo a competitividade”, explica.

Atualmente, a ANTT conduz um processo de revisão da metodologia do piso mínimo do frete, que incluiu audiência pública e a apresentação de estudos técnicos, como o desenvolvido pela Esalq-Log com apoio da Aprosoja MT e de outras entidades. No entanto, a própria agência já informou que a atualização prevista para ser publicada até 20 de janeiro não conseguirá incorporar essas contribuições, justamente no pico da safra. Para a Aprosoja MT, isso representa mais um fator de perda de competitividade. “A produção brasileira mais uma vez vai ser lesada pela ineficiência e pela morosidade do Estado”, afirmou.

O tema também está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a constitucionalidade da política. A expectativa do setor é que a Corte considere os impactos econômicos e concorrenciais do tabelamento. “Porque senão o Brasil cada vez vai perder mais competitividade no mercado internacional e os nossos concorrentes vão abocanhar o mercado, exportar mais e gerar mais divisas para os seus países, algo que o Brasil poderia estar usufruindo”, concluiu o presidente da Aprosoja MT.

A Aprosoja Mato Grosso reforça que não é contrária à remuneração justa do transporte rodoviário, mas defende um modelo que reflita a realidade operacional do país, respeite a livre concorrência e promova equilíbrio entre produtores, caminhoneiros e consumidores, sem comprometer a eficiência logística e a segurança alimentar nacional.

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