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Judiciário: Redução de riscos permitirá a Tangará da Serra e outras 21 comarcas retomada de atividades a partir do dia 24

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As maiores comarcas do Estado aderem à primeira etapa do Plano de Retorno Programado às Atividades Presenciais (PRPAP) no dia 24 de agosto, segundo decisão da presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A retomada do trabalho físico por parte dos servidores, estagiários, terceirizados e credenciados ocorrerá nas comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, Cáceres, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Jaciara, Mirassol D’Oeste, Nova Mutum, Paranatinga, Alto Taquari, Apiacás, Arenápolis, Brasnorte, Querência, São José dos Quatro Marcos, Sapezal e Vera.

(Ao final da matéria, link com a íntegra da portaria)

Nessa primeira etapa, o expediente será exclusivamente interno, das 13h às 19h. Os prazos dos processos físicos e híbridos continuam suspensos, de acordo com o estabelecido Resolução nº 314/2020 do CNJ. O retorno foi autorizado pelo presidente do TJMT, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, porque as comarcas apresentaram risco baixo e moderado para contaminação pela Covid-19, de acordo com Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) dos dias 10 e 13 de agosto. A autorização consta da Portaria nº 534-PRES, de 14 de agosto de 2020.

Outras 26 comarcas iniciam na próxima segunda-feira (17/08) a segunda etapa do PRPAP, que consiste no retorno do usuário externo às dependências das unidades judiciais, exceto público em geral, e o retorno dos prazos dos processos físicos será em 31 de agosto, nessas comarcas . São elas: Alta Floresta, Campo Verde, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Juara, Guarantã do Norte, Campinápolis, Vila Rica, São José do Rio Claro, Pontes e Lacerda, Juína, Jauru, Matupá, Nobres, Nortelândia, Novo São Joaquim, Paranaíta, Santo Antônio de Leverger, Rio Branco, Ribeirão Cascalheira, Porto Esperidião, Porto dos Gaúchos, Pedra Preta, São Félix do Araguaia e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Já 21 comarcas, Diamantino, Água Boa, Alto Araguaia, Alto Garças, Comodoro, Poxoréu, Cotriguaçu, Cláudia , Araputanga, Aripuanã, Dom Aquino, Feliz Natal, Itaúba, Itiquira, Juscimeira, Nova Ubiratã, Porto Alegre do Norte, Rosário Oeste, Tabaporã, Marcelândia e Terra Nova do Norte iniciaram a segunda etapa no dia 10 de agosto, portanto, o retorno dos prazos nos processos físicos está agendado para dia 24 de agosto.

Ao todo, o plano de retorno está organizado em cinco etapas sequenciais e obrigatórias, conforme a classificação de risco epidemiológico da comarca, com fluxo progressivo e gradual de abertura. A terceira etapa terá início somente 21 dias após o início da segunda etapa, quando poderão adentrar aos prédios do Judiciário o público externo em geral, que efetivamente possua necessidade de atendimento presencial. No entanto, a utilização do atendimento remoto pelos meios tecnológicos disponíveis continuará sendo incentivada.

Retorno seguro – é importante destacar que para adentrar aos prédios do Poder Judiciário os usuários serão obrigatoriamente submetidos a protocolos sanitários previstos na Portaria-Conjunta n. 428/2020. Será obrigatória a submissão a teste de temperatura corporal como condição de ingresso e permanência nos prédios, sendo vedado o ingresso de pessoas sem máscaras faciais, ou que apresentarem alteração de temperatura corporal (igual ou superior a 37,8ºC), ou se recusarem a se submeter à aferição ou apresentarem sintomas visíveis de doença respiratória.

Durante a permanência nos prédios do Judiciário, as máscaras faciais de proteção individual deverão ser mantidas, assim como o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas. Será vedada qualquer forma de aglomeração.

Veja portaria na íntegra pelo link abaixo:

http://www.tjmt.jus.br/intranet.arq/downloads/Imprensa/NoticiaImprensa/file/14%20-%20Portatria%20n_534-2020-PRES%20-%20Retorno%20das%20Comarcas%20-Rrisco%20Baixo%20e%20Moderado%20-%2024_08%20(3).pdf

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Poder Judiciário

Greve expõe queda de braço entre servidores e TJMT em meio a crise de credibilidade

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“A greve é legal. Ilegal é vender sentença”. Com esta frase contundente, Geane Lina Telles, presidente em exercício do Sinjusmat (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso), sintetizou a indignação da categoria diante da recente decisão do desembargador Rodrigo Roberto Curvo. O magistrado julgou o movimento paredista ilegal, impondo uma multa diária de R$ 200 mil à entidade e autorizando o desconto salarial dos servidores que aderirem à paralisação.

A decisão atende a um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Para a dirigente sindical, a medida é arbitrária e busca silenciar o funcionalismo. Assim, diante do risco financeiro às famílias dos servidores, o Sinjusmat convocou uma Assembleia Geral para deliberar sobre o cumprimento da ordem judicial, enquanto prepara o recurso para as instâncias superiores.

Paralelamente, a greve, que deveria ter iniciado nesta quarta-feira, tornou-se o mais novo capítulo de um desgaste que vai além das questões trabalhistas.

Geane Lina Telles, do Sinjusmat:: Indignação dos servidores deverá render recurso contra decisão do TJMT.

Judiciário sob desconfiança

O embate entre servidores e a cúpula do Tribunal de Justiça ocorre em um momento de profunda erosão da imagem do Judiciário mato-grossense. A frase de Geane Telles ecoa um sentimento de impunidade que ganhou contornos trágicos em julho de 2024, com a execução do ex-presidente da OAB-MT, Renato Gomes Nery. O crime, ocorrido em plena luz do dia em Cuiabá, é investigado como um suposto “crime de encomenda” ligado a disputas de terras que envolveriam decisões judiciais sob suspeita dentro do próprio TJMT.

Esse cenário de desconfiança local não é isolado, mas reflete uma crise sistêmica que atinge o topo da pirâmide jurídica do país. No plano federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) também enfrenta turbulências de imagem, acentuadas por casos como o da liquidação do Banco Master, que reacendeu debates sobre a proximidade entre tribunais e interesses econômicos poderosos.

Entre escândalos de venda de sentenças, afastamento de magistrados e a sombra da violência política e patrimonial, o Poder Judiciário — tanto em Mato Grosso quanto em Brasília — parece atravessar um de seus períodos mais críticos de legitimidade perante a sociedade civil.

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