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Setor empresarial rejeita fim da escala 6×1 e alerta para riscos à competitividade

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Propostas de emenda à Constituição que reduzem a jornada de trabalho enfrentam forte resistência de entidades que representam micro e pequenos negócios.

O debate sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) divide opiniões e mobiliza a classe empresarial brasileira. Entidades como a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (FACMAT) manifestaram preocupação com os impactos da medida, que tramita no Congresso Nacional por meio de diferentes Propostas de Emenda à Constituição (PECs).

Riscos operacionais e financeiros

Uma consulta realizada pela CACB com empreendedores das cinco regiões do país aponta que a principal preocupação é o aumento dos custos operacionais. Segundo os donos de pequenos negócios — responsáveis pela maioria dos empregos formais no Brasil — a mudança exigiria a criação de novos turnos e elevaria os gastos com encargos trabalhistas, como INSS, FGTS e férias.

Para o setor, o impacto pode ser sentido diretamente pelo consumidor. Com margens de lucro reduzidas, as empresas seriam forçadas a repassar os custos aos preços, o que poderia provocar a migração de clientes para o comércio eletrônico ou até o fechamento de estabelecimentos. Há também o receio de redução no horário de atendimento e avanço da informalidade.

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O gargalo da produtividade

O presidente da FACMAT, Jonas Alves de Souza, argumenta que a redução da jornada por imposição legal prejudica a competitividade do país. Ele destaca o baixo índice de produtividade nacional em comparação com potências estrangeiras. “No Brasil, precisamos de cinco trabalhadores para alcançar a produção de um único americano. Se reduzirmos a jornada, essa desproporção aumentará”, alerta.

A classe defende que a flexibilização do trabalho não seja uma “imposição legal”, mas sim fruto de acordos e convenções coletivas entre sindicatos e empresas. Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a proposta possui “viés populista” e ignora a necessidade de reformas estruturantes, como a desburocratização e a qualificação profissional de longo prazo.

Cenário legislativo

Atualmente, quatro PECs sobre o tema tramitam no Congresso Nacional, com diferentes abordagens:

  • PEC 148/2015: Transição gradual para 36 horas semanais.
  • PEC 221/2019: Redução ao longo de dez anos.
  • PEC 8/2024: Corte imediato para 32 horas semanais.
  • PEC 4/2025: Estabelece jornada de 40 horas.

Para se tornarem lei, as propostas precisam de aprovação em dois turnos na Câmara e no Senado antes da promulgação. O setor empresarial defende que, antes de qualquer mudança na carga horária, o governo foque em políticas de incentivo ao crédito e redução de impostos.

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Redução do IR pode injetar até R$ 1,3 bilhão na economia de Mato Grosso

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A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda pode elevar em cerca de R$ 1,3 bilhão por ano a capacidade de consumo das famílias em Mato Grosso. A estimativa é do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

De acordo com o estudo, aproximadamente 230,9 mil trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil deixam de recolher o tributo. Outros 110 mil contribuintes, com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais, passam a contar com descontos progressivos, conforme dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD).

Segundo o IPF-MT, a medida gera alívio imediato no orçamento das famílias e tende a estimular a economia local, com reflexos diretos no comércio, nos serviços e no turismo. O aumento da circulação de renda também pode produzir efeitos indiretos sobre o emprego e a arrecadação estadual.

Para a diretora-executiva do Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC), Vanessa Gasch, a atualização da faixa de isenção traz impactos positivos tanto para as famílias quanto para a economia do estado. “Esse valor, antes destinado ao imposto, tende a ser direcionado ao consumo, o que gera um efeito multiplicador e pode, inclusive, ampliar a arrecadação de outros tributos”, afirmou.

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Na avaliação da dirigente, o aumento da renda disponível contribui para a construção de um ambiente econômico mais eficiente. “O aquecimento da atividade econômica e a melhora na renda das famílias impactam a qualidade de vida da população e se tornam fatores considerados por empresas e investidores na decisão de investir”, completou.

A coordenadora de pesquisas do IPF-MT, Laysa Avalos, destaca que a medida atinge parcela expressiva do mercado de trabalho formal no estado. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que quase 80% dos vínculos formais em Mato Grosso têm renda mensal inferior a R$ 7.350.

“A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda representa um avanço na correção da defasagem tributária e eleva a renda disponível das famílias. Esse movimento tende a beneficiar especialmente os setores de comércio e serviços, que dependem da demanda interna para sustentar o nível de atividade”, avaliou.

(Fonte: Assessoria MMTC e Fecomércio-MT)

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